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Polícia brasileira vai interrogar Neymar devido à divulgação de imagens íntimas
Desporto 3 min. 04.06.2019

Polícia brasileira vai interrogar Neymar devido à divulgação de imagens íntimas

Polícia brasileira vai interrogar Neymar devido à divulgação de imagens íntimas

Foto: AFP
Desporto 3 min. 04.06.2019

Polícia brasileira vai interrogar Neymar devido à divulgação de imagens íntimas

Uma patrulha da Comissão de Repressão dos Crimes Informáticos da Polícia Civil do Rio de Janeiro deslocou-se ao centro de treinos do Brasil - que prepara a Copa América - e pediu a Neymar para prestar o seu testemunho na próxima sexta-feira.

A polícia brasileira convocou na segunda-feira, 3 de maio, o futebolista Neymar, que está em estágio com a seleção 'canarinha', para um interrogatório devido à investigação relacionada com a divulgação na internet de imagens íntimas da mulher que o acusa de violação. 

Num processo paralelo na justiça, o brasileiro está a ser acusado de violação por uma mulher de 26 anos. O caso terá acontececido em Paris. Mas numa tentativa de provar a sua inocência, Neymar revelou mensagens íntimas trocadas com a jovem na rede social WhatsApp bem como fotografias de cariz sexual, o que o colocou em maus lençóis. 

Fontes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), citadas pela agência de notícias espanhola Efe, revelaram que foi pedido um adiamento do interrogatório, já que o jogador vai viajar na terça-feira para Brasília, onde a seleção brasileira vai defrontar o Catar, em jogo de preparação, seguindo depois para Porto Alegre para disputar outro encontro no domingo com as Honduras.

A notificação entregue ao jogador mais caro da história do futebol mundial (o Paris Saint-Germain pagou mais de 200 milhões de euros ao FC Barcelona pelo seu passe), está relacionada com a investigação que foi aberta contra Neymar devido a suspeitas da prática de crimes virtuais, e não pelo crime de violação, no qual é acusado por uma jovem brasileira com quem esteve num hotel em Paris no passado dia 15 de maio.

A equipa policial já se tinha deslocado ao local de concentração do Brasil no domingo de manhã, mas não conseguiu notificar Neymar, já que este ainda não tinha regressado ao estágio.

A estrela do Paris Saint-Germain, de 27 anos, publicou no sábado um vídeo em que tornou públicas as conversas que manteve por escrito - entre março e maio - com a alegada vítima de violação, bem como fotos íntimas da mesma, em reação à denúncia de violação que a mulher fez na sexta-feira numa esquadra de polícia em São Paulo.

O objetivo do avançado era demonstrar que as conversas com a mulher continuaram num rumo normal depois do encontro sexual entre ambos em 15 de maio, a data em que a ofendida diz ter sido violada.

No Brasil é crime oferecer, partilhar, transmitir, vender, distribuir, publicar ou divulgar imagens ou vídeos de conteúdo sexual por qualquer meio sem o consentimento da vítima, com a pena prevista a estender-se entre um e cinco anos de prisão, tempo que pode aumentar caso essa ação tenho por base motivos de vingança ou humilhação.

Certo é que Neymar apagou hoje as publicações nas redes sociais onde tinha difundido as conversas (e fotos) trocadas com a alegada vítima de crime sexual.

O coordenador de seleções da CBF, Edu Gaspar, que compareceu na conferência de imprensa ao lado do selecionador Tite no mesmo momento em que Neymar era notificado pela polícia, revelou que a entidade contratou assessoria jurídica para tratar do assunto e que a orientação que recebeu foi para oferecer toda a colaboração possível.

"A orientação que me deram foi estar totalmente disponível, atender todos os pedidos, acompanhá-lo e conversar com ele [Neymar] sobre o assunto. Estar à disposição a 100% para que esta situação possa ser resolvida rapidamente", afirmou Gaspar, salientando que o objetivo da CBF é contar com Neymar tranquilo e concentrado na Copa América, competição que arranca a 15 de junho.

O pai de Neymar, Neymar Santos, já reagiu à notificação da polícia para o interrogatório do futebolista, sublinhando que prefere que o seu filho seja culpado de um crime cibernético do que de um crime de violação.

Lusa

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