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O renascer da ’canarinha’
Neymar, à esquerda, é o melhor jogador do Brasil, uma das principais favoritas à conquista do título.

O renascer da ’canarinha’

Foto: AFP
Neymar, à esquerda, é o melhor jogador do Brasil, uma das principais favoritas à conquista do título.
Desporto 2 min. 14.06.2018

O renascer da ’canarinha’

Inserido no Grupo E com Suíça, Sérvia e Costa Rica, o Brasil não deverá ter grandes problemas em passar à fase seguinte da competição.


A dolorosa goleada, por 7-1, sofrida frente à Alemanha no Mundial de 2014 que o Brasil disputou em casa, parece já estar afastada da cabeça dos jogadores do ’escrete’. Tite, o selecionador brasileiro, foi o grande responsável pelo renascer de uma equipa desorientada, traumatizada e que jogou durante quase dois anos debaixo de uma imensa pressão sob o comando de Dunga, que substituiu Luiz Felipe Scolari após o histórico desaire com a formação germânica.

Treinador competente e respeitado como poucos no Brasil, Tite conseguiu estabelecer regras e impor a disciplina que faltou com muitos dos seus antecessores. O seu cunho pessoal e peculiar contribuiu de forma significativa para o incontestável primeiro lugar obtido na qualificação da América do Sul, bem à frente de adversários como Argentina, Chile e Uruguai.

O novo timoneiro do ’escrete’ introduziu uma nova dinâmica na equipa que, graças ao impressionante equilíbrio entre a estrutura defensiva quase intransponível e um ataque demolidor, faz dela um dos principais favoritos à conquista do título mundial.

Neymar, que esteve em risco de falhar a competição devido a uma lesão contraída ao serviço do Paris Saint-Germain, em fevereiro, é a estrela mais cintilante da constelação brasileira, onde se distinguem jogadores como Marcelo, Coutinho, Paulinho, Gabriel de Jesus, Casemiro, Ederson e muitas outras revelações como por exemplo Renato Augusto, que qualquer treinador gostaria de ter à disposição.

Na fase de grupos, o Brasil tem como adversários a Suíça, Sérvia e Costa Rica, formações que não deverão colocar grandes problemas aos comandados de Tite.

A formação helvética, que foi segunda classificada atrás de Portugal no Grupo B de apuramento para o Mundial, parece ser a única a poder colocar problemas ao Brasil. Afastou a Irlanda do Norte no play-off e é uma equipa que sabe adaptar-se a qualquer adversário. Destacam-se jogadores de bom nível como Granit Xhaka (Arsenal), Denis Zakaria (Borussia Mönchengladbach), Stephan Lichtsteiner (Juventus), Xherdan Shaqiri, ou ainda o benfiquista Haris Seferovic, sem esquecer o selecionador Vladimir Petkovic que tem realizado excelente trabalho à frente da ’Nati’. Esta deverá, juntamente com o Brasil, assegurar a qualificação para a fase seguinte da prova. Com menos ’peso’ no grupo, mas também a lutar pelo apuramento, encontram-se as seleções da Costa Rica e da Sérvia.

A Costa Rica, onde pontificam o sportinguista Bryan Ruiz e Keylor Navas, guarda-redes do Real Madrid, foi uma das surpresas no Mundial do Brasil, há quatro anos, tendo chegado aos quartos- de-final. Apurou-se com relativa facilidade graças ao segundo lugar na CONCACAF, logo atrás do México, e tem como principal desafio conseguir feito idêntico.

A Sérvia foi a brilhante vencedora do Grupo D da zona europeia, que incluía País de Gales e Irlanda. Comandada por Nemanja Matic, jogador de José Mourinho no Manchester United e sem grande cotação no ’ranking’, tem um conjunto aguerrido e pode aparecer como ’outsider’ na pátria dos czares. 

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