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Médico de Maradona apresenta-se voluntariamente às autoridades judiciais
Desporto 3 2 min. 30.11.2020

Médico de Maradona apresenta-se voluntariamente às autoridades judiciais

Médico de Maradona apresenta-se voluntariamente às autoridades judiciais

Desporto 3 2 min. 30.11.2020

Médico de Maradona apresenta-se voluntariamente às autoridades judiciais

Lusa
Lusa
O neurocirurgião Leopoldo Luque que está a ser investigado por homicídio involuntário da lenda de futebol argentina deu hoje explicações ao Ministério Público.

O médico Leopoldo Luque ( na foto) apresentou-se hoje voluntariamente às autoridades judiciais para explicar as circunstâncias em que ocorreu a morte do ex-futebolista Diego Maradona, depois de a sua casa e o seu consultório terem sido alvo de buscas.

Luque, que esteve acompanhado pelo seu advogado, deu explicações aos responsáveis do Ministério Público que estão a investigar as circunstâncias da morte de Maradona, ocorrida na quarta-feira, depois da família ter admitido que queria esclarecer que tipo de tratamento o antigo futebolista recebeu desde a operação à cabeça até ao dia da morte.


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Várias testemunhas revelarem aos investigadores que viram um desentendimento entre Maradona e seu médico pessoal.

 Júlio Rivas, o advogado que acompanhou Luque, garantiu que o médico se colocou à disposição das autoridades, depois de no domingo se ter defendido de acusações de negligência na morte do ‘astro’, dizendo que o “amava”, que está “à disposição da justiça” e que não tem “nada a esconder”.

“Houve uma informação do Ministério Público a garantir que não havia qualquer acusação formal, mas a verdade é que foram feitas buscas à casa e ao consultório de Luque”, afirmou o advogado, garantindo que o neurocirurgião “era amigo de Maradona”.

“Os que estavam ao lado de Maradona sabem bem o que se passou e qual foi a intervenção de Luque. Operou-o e correu bem”, disse o advogado, acrescentando: “Não houve internamento domiciliário, a decisão foi de Maradona, estava lúcido e podia decidir o que preferia”.


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Afinal de contas, julgá-lo era fácil, e era fácil condená-lo, mas não era tão fácil esquecer que Maradona vinha cometendo há anos o pecado de ser o melhor, o delito de denunciar de viva voz as coisas que o poder manda calar e o crime de jogar como canhoto, escreveu Eduardo Galeano.

 O advogado de Maradona, Matias Morla, publicou hoje um tweet no qual defendeu o médico: “Entendo e compartilho o trabalho da justiça, mas sei que o doutor Luque, tudo o que fez pela saúde de Diego e como cuidou dele e o acompanhou como ele queria. Diego amava-o e, como seu amigo, não o vou deixar só”.

Na quinta-feira, Morla pediu uma investigação à morte do antigo futebolista, de 60 anos, por considerar “inexplicável que durante 12 horas” Maradona “não tenha tido atenção nem controlo por parte dos profissionais de saúde que dele cuidavam”.

No início do mês, ‘El Pibe’ deu entrada num hospital de Buenos Aires, anémico, desidratado e deprimido, e acabou por ser operado, com sucesso, a um hematoma subdural, que tinha sido detetado durante um exame de rotina.


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Desde que recebeu alta do hospital, em 11 de novembro, Maradona esteve a residir na sua vivenda em Tigre, na província de Buenos Aires, onde acabou por morrer na quarta-feira, após sofrer uma paragem cardíaca.

AO (MO) // NFO

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