Escolha as suas informações

Luxemburgo já tem academias de râguebi
Desporto 2 min. 17.10.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo já tem academias de râguebi

O râguebi tem tido uma evolução positiva nos últimos anos.

Luxemburgo já tem academias de râguebi

O râguebi tem tido uma evolução positiva nos últimos anos.
Foto: Yann Hellers
Desporto 2 min. 17.10.2018 Do nosso arquivo online

Luxemburgo já tem academias de râguebi

Com resultados encorajadores a nível internacional, o Grão-Ducado quer continuar a desenvolver e dinamizar a modalidade. Zélito Neves, secretário-geral da Federação Luxemburguesa de Râguebi, falou ao Contacto da nova Academia da federação e dos desafios que a modalidade tem pela frente.

A recente subida da seleção luxemburguesa de râguebi à Conferência 1 Norte, o equivalente ao escalão europeu da modalidade, deixou os responsáveis do XV grão-ducal satisfeitos e ao mesmo tempo com mais ambição.

Zélito Neves, secretário-geral da Federação Luxemburguesa de Râguebi, e ex-internacional pelo Grão-Ducado, congratula-se pelo facto, mas diz que é fundamental continuar a trabalhar porque existem, na opinião do dirigente, muitas coisas para melhorar: “O râguebi tem evoluído no Luxemburgo, mas esta dinâmica tem de continuar para se atingirem outros patamares. A criação da recente Academia foi muito importante. As parcerias que temos feito com o Ministério dos Desportos e vários estabelecimentos escolares dão um maior conhecimento da modalidade aos jovens que, a pouco e pouco, começam a interessar– se cada vez mais pelo râguebi”, sublinha.

A importância das escolas no futuro da modalidade

“Também comecei a jogar aos 16 anos quando estava no liceu. Ao contrário da maioria dos portugueses, que só queriam jogar futebol, fui treinar a Walfferdange, gostei e fiquei. E seis meses depois estava a disputar o Campeonato do Mundo de Juniores, na cidade de Toulouse, em França”, recorda.

“Os clubes já têm academias para os jovens, algo que tem sido bastante positivo para a evolução da modalidade. Era importante termos mais um clube no norte do país para descentralizar o râguebi e dar uma oportunidade aos jovens que lá moram de conhecer e praticar”, lança Zélito que se confessa “esperançado” na criação de um clube nortista.

Os quatro clubes no país (Walferdange, CSCE, Rugby Club Luxembourg e o mais recente Rugby Terres Rouges de Dudelange) disputam uma competição interna, mas algumas das suas equipas participam também em campeonatos na Alemanha e na Bélgica.

O trabalho de Alexandre Benedetti, Diretor Técnico Nacional, também foi elogiado pelo dirigente lusodescendente: “As diretivas da Federação e do Diretor Técnico Nacional têm sido trabalhadas e colocadas em prática pelos clubes e os resultados têm sido positivos. Há uns anos, a modalidade vivia muito de jogadores estrangeiros que vinham trabalhar para o Luxemburgo e alguns oriundos de países limítrofes que inclusive jogavam pela nossa seleção. Hoje, já temos mais de mil praticantes de ambos os sexos e de todas as faixas etárias e um dos objetivos é formar a breve prazo uma seleção ’made in Luxembourg’”, garante Zélito.

A formação de treinadores é outro dos pontos positivos do programa federativo apontado por Zélito, que vê na construção do novo estádio mais outro motivo de satisfação.

O desejo de voltar a jogar frente a Portugal

“Jogar no novo estádio, que só estará pronto em 2019, vai ser ótimo para o râguebi luxemburguês. Disputar os jogos internacionais num recinto moderno e acolhedor funciona como uma motivação extra para todos”, vinca. E revela o desejo que quer realizar: “Gostava que o primeiro jogo internacional da nossa seleção A no novo estádio fosse com Portugal. A seleção portuguesa já aqui jogou há muitos anos e representei o Luxemburgo nesse dia. Nunca mais vou esquecer. Gostava de encher o estádio com luxemburgueses e portugueses, já que, além dos laços que unem os dois países, é a maior comunidade residente”, conclui.

Á. Cruz

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Jovens portugueses são referências no râguebi luxemburguês
Alguns dos expoentes máximos das camadas jovens da modalidade no Luxemburgo são portugueses. Já defenderam, grande parte deles, as cores das seleções jovens luxemburguesas, mas alguns revelaram ao Contacto que ainda sonham em envergar a camisola de Portugal numa grande competição.
Manuel Grincho, à esquerda, e Tiago Monge, à direita, ambos de colete verde, são dois dos jogadores portugueses do Rugby Club Luxembourg
Entrevista: “Os imigrantes foram muito importantes no desenvolvimento do futebol no Luxemburgo”
Jean Ketter foi recentemente distinguido pela Fundação Robert Krieps com o prémio para a melhor tese de mestrado escrita no Grão-Ducado. O jovem luxemburguês, docente no Liceu Técnico de Ettelbruck, recebeu um prémio pecuniário de 2.500 euros pelo trabalho de investigação “Influência do futebol de rua e de clubes sobre a inclusão e a identificação dos imigrantes”, obra que deverá ser editada em setembro.
Jean Ketter iniciou-se no futebol aos sete anos. Jogou até aos 13 edepois começou apraticar basquetebol. Hoje, odocente do Liceu Técnic odeEttelbruck é jogador da equipa principal do Laroche tte, mas continu a ajogar futebol com os amigos