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Juventude Leonina com tolerância zero à violência e arremesso de tochas
Desporto 4 min. 15.02.2020

Juventude Leonina com tolerância zero à violência e arremesso de tochas

Juventude Leonina com tolerância zero à violência e arremesso de tochas

LUSA
Desporto 4 min. 15.02.2020

Juventude Leonina com tolerância zero à violência e arremesso de tochas

A JL acusa o presidente do Sporting Frederico Varandas de “desestabilizar e desunir” o clube e vai continuar a contestar a direção do clube.

O membro da direção da Juventude Leonina (JL) António Cebola afirmou hoje que a ‘claque’ “criou tolerância zero” à violência e ao arremesso de tochas, após a invasão à academia de Alcochete, em 15 de maio de 2018.

“Nenhum membro fica impune, é imediatamente expulso. Não vamos mais pactuar e ser coniventes com atos de violência gratuita”, sublinhou, acrescentando: “Daqui para a frente, teremos um cuidado redobrado na curva sul para que não aconteça mais situações de tochas no relvado, para que não se estrague o património do Sporting Clube de Portugal”.

Foto: Lusa

Em conferência de imprensa realizada na sede do grupo, a chamada ‘casinha’, António Cebola (à direita na foto de abertura), acompanhado pelo vice-presidente da JL Daniel ‘Samico’ (à esquerda) frisou que o grupo organizado de adeptos (GOA) continuará a contestar a atual direção do Sporting, presidida por Frederico Varandas, que acusa de “desestabilizar e desunir” o clube.

António Cebola ressalvou que o foco dos GOA “é o Sporting Clube de Portugal”, mas lamentou a ausência do presidente ‘leonino’ do pavilhão João Rocha, justificando os cânticos dirigidos a Frederico Varandas por “deslumbrado com o poder, se esquecer que existem modalidades”.

JL "não é nada sem o Sporting"

“A Juventude Leonina não é nada sem o Sporting. O nosso foco é o Sporting Clube de Portugal. Nunca mandámos no Sporting e nunca vamos querer mandar”, afirmou, realçando que correm “o país de norte a sul, atrás do Sporting” e que “ninguém fica mais triste que os próprios GOA” com uma derrota do Sporting.


Milhares de adeptos pedem demissão de Frederico Varandas da presidência do Sporting
A demissão de Frederico Varandas da presidência do Sporting foi hoje pedida por cerca de três mil adeptos do clube lisboeta, que se concentraram em frente ao pavilhão do Estádio José Alvalade.

Em relação a alegadas agressões a membros da estrutura diretiva por adeptos da JL, após o jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica, denunciadas por Frederico Varandas, António Cebola expressou que as imagens divulgadas não mostram agressões nem roupas alusivas à 'claque'.

O membro da direção optou antes por elogiar os sócios presentes no protesto contra a direção do clube por se manifestarem “civicamente”.

Foto: Lusa

“Tivemos uma manifestação de sócios em que as claques eram uma minoria. Manifestaram-se civicamente. A própria PSP veio dar-nos os parabéns e veio dizer que tudo tinha corrido dentro de uma normalidade bastante boa”, revelou.

Um presidente por 20 anos

A JL pediu um presidente “que fique 20 anos, no mínimo, que traga estabilidade, que seja um líder com carisma”, com António Cebola a avisar que o Sporting “tem uma presidência à deriva”. Contudo, o membro diretivo lembrou que muitos sócios já mostraram que a JL não está sozinha.

“Estes sócios mostraram que, afinal, não estamos sozinhos. Afinal, não somos os tais loucos que o doutor Frederico Varandas tanto nos aponta. Não somos só nós que, afinal, estamos contra esta direção e contra a forma de gestão que está a levar”, atirou.

O membro da direção da JL, fundada em 1976, criticou Frederico Varandas por ter passado “um atestado de ignorância no final do protesto” a todos os adeptos sportinguistas presentes, tal como o fez “quando chamou escumalha” aos elementos das ‘claques’, que explicou serem o único foco do presidente.

“Esta direção tem mostrado que não tem ambição. A preocupação é só as claques. O foco do presidente Frederico Varandas é as claques. Não passamos do mesmo. O doutor Frederico Varandas, neste momento, é uma mão cheia de nada”, disse.

"Não somos vendidos"

António Cebola revelou que Frederico Varandas, quando foi eleito, se reuniu com a direção dos GOA e ofereceu Gamebox [lugar cativo] a todo o ‘staff’, no estádio e no pavilhão, bem como 25 mil euros para as deslocações das ‘claques’ quando o Sporting jogasse longe dos seus recintos desportivos.

“As pessoas dizem que estávamos agarrados a um protocolo, mas, se estivéssemos agarrados, estávamos caladinhos. É só benesses, é só bilhetes, só regalias, não íamos contestar nada, íamos ser uns vendidos. Não somos vendidos. Não queremos mais protocolo esta época, não é isso que nos move, mas sim o grande amor e dedicação que temos a este clube”, afirmou.

LUSA

A JL anunciou novo protesto à direção de Frederico Varandas para uma data não divulgada, apelando aos sócios “que estejam presentes” e anunciando “mais cuidados redobrados”, e negou qualquer envolvimento ou apoio da ‘claque’ numa eventual candidatura à presidência, apontando o objetivo para o apoio “ao Sporting, às suas equipas e atletas”.

O vice-presidente da Juventude Leonina Daniel ‘Samico’ disse que a ‘claque’ vai continuar a fazer o seu trabalho, embora limitados.

“Vamos continuar a fazer o que fizemos em 44 anos de história, limitados, o que é triste para uma claque com 44 anos. A gente reorganiza-se e adapta-se, nunca faltámos até aqui, com ou sem protocolo, e agora também não vamos faltar”, confessou.

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