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Futsal: Portugueses reclamam mais apoio à federação

Futsal: Portugueses reclamam mais apoio à federação

Foto: Ben Majerus
Desporto 3 min. 12.10.2017

Futsal: Portugueses reclamam mais apoio à federação

O futsal é a modalidade preferida dos portugueses no Luxemburgo, cujo campeonato é dominado por jogadores, treinadores e dirigentes lusos, sem esquecer o grande número de árbitros. A falta de apoio por parte da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF), que tutela a competição, o nível da arbitragem e a falta de pavilhões geram críticas por parte dos responsáveis dos clubes que querem ver a competição continuar a crescer.

O futsal é a modalidade preferida dos portugueses no Luxemburgo, cujo campeonato é dominado por jogadores, treinadores e dirigentes lusos, sem esquecer o grande número de árbitros. A falta de apoio por parte da Federação Luxemburguesa de Futebol (FLF), que tutela a competição, o nível da arbitragem e a falta de pavilhões geram críticas por parte dos responsáveis dos clubes que querem ver a competição continuar a crescer.

Por Álvaro Cruz

A quarta edição do campeonato luxemburguês de futsal arrancou há uma semana e já dá que falar. Apesar de a modalidade ter registado um enorme crescimento em muitos domínios – e com tendência para melhorar no que respeita à qualidade intrinseca do jogo –, alguns problemas que ensombram a competição continuam a gerar críticas por parte dos responsáveis dos clubes.

São dez equipas na primeira divisão e seis na segunda. Todas esmagadoramente compostas por portugueses e lusodescendentes que impulsionaram de forma visível a modalidade, mas que se queixam de problemas que travam essa evolução e que pretendem ver resolvidos.

Filipe Silvestre, responsável pela secção de futsal da US Esch evoca o nível de alguns árbitros, dizendo que se trata de um “tema tabu” para os responsáveis federativos.

“Raramente me pronuncio sobre os árbitros, mas neste domínio acho que a Federação Luxemburguesa de Futebol deveria investir mais na sua formação. Existem alguns de qualidade, mas uma boa parte devia ceder o lugar aos mais novos porque perece que andam a fazer um frete em campo. Não vou citar nomes para não ferir susceptibilidades, mas isto tem que mudar”, acusa.

“O futsal tem evoluído bastante nos últimos anos, sobretudo no que respeita à qualidade do jogo e à melhor organização das equipas. Embora nem tudo seja perfeito, nota-se uma evolução e é nessa direção que todos devem caminhar, mesmo se os responsáveis da FLF se mostram, por vezes, insensíveis às nossas queixas”, insiste.

André Sério, treinador do Racing Futsal Luxembourg que em Portugal representou clubes como o Sporting e o Sassoeiros, é outro dos críticos e aponta o dedo à FLF, quanto à forma “desinteressada” como gere a competição no Grão-Ducado.

“O campeonato de futsal tem pernas para andar, mas o exemplo tem que vir de cima. Parece que os responsáveis federativos têm medo que o futsal roube protagonismo ao futebol de onze. Somos os ’parentes pobres’ na hierarquia, mas o nosso campeonato enche pavilhões e entusiasma as pessoas”, defende.

“Os horários dos nossos jogos são sempre depois as 18h, para não coincidir com os dos campeonatos de futebol de onze. No entanto, sentimos que o público vive a nossa competição com maior ’adrenalina’ porque a bola está sempre mais perto das balizas e o jogo é mais emotivo e competitivo”, sublinha.

Sobre as diferenças entre o futsal português e luxemburguês, o treinador luso aponta “a falta de organização por parte de alguns clubes no Luxemburgo e a falta de formação” como coisas a melhorar.

“O futsal no Luxemburgo necessita de uma formação de base ao nível das camadas jovens, com competições regulares para que num futuro próximo a modalidade possa ombrear com as melhores da Europa. O país tem um clima propício para o futsal. As pessoas antes preferem assistir a um bom jogo de futsal que ao futebol de onze com temperaturas negativas e em estádios obsoletos”, garante.

“Estamos todos a aprender”

Confrontado com o fraco nível da arbitragem evocado pelos responsáveis dos clubes, Charles Schaack, vice-presidente da FLF e responsável pelo campeonato de futsal, comparou a qualidade dos árbitros presentes na UEFA Futsal Cup recentemente disputada em Differdange e os do atual campeonato luxemburguês, afirmando que não viu “grande diferença”.

“Os árbitros cometem erros, mas os jogadores e treinadores também. Existem árbitros melhores que outros, mas importa recordar que o futsal é uma modalidade oficial recente no país e por isso estamos todos a aprender. É bom lembrar que certas atitudes cometidas nessa competição foram uma má propaganda para o nosso futsal”.

O dirigente federativo louvou “o nível de profissionalismo evidenciado por alguns clubes”, mas lamentou “o fraco interesse” pelo futsal por parte das autarquias que gerem a distribuição dos pavilhões.

“A federação faz o que pode. Sem espaços para se jogar, a prática do futsal fica prejudicada, mas acredito que no futuro tudo vai melhorar”, vincou.

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