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Futebol: Pinto da Costa e Bruno de Carvalho abandonam assembleia geral da Liga
Desporto 4 min. 29.12.2017 Do nosso arquivo online

Futebol: Pinto da Costa e Bruno de Carvalho abandonam assembleia geral da Liga

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença (2-D), durante a assembleia-geral extraordinária LPFP, para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA

Futebol: Pinto da Costa e Bruno de Carvalho abandonam assembleia geral da Liga

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença (2-D), durante a assembleia-geral extraordinária LPFP, para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
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Desporto 4 min. 29.12.2017 Do nosso arquivo online

Futebol: Pinto da Costa e Bruno de Carvalho abandonam assembleia geral da Liga

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, abandonou hoje, mais cedo, a assembleia geral da Liga de Clubes de futebol, agastado com a forma como os trabalhos se estavam a desenrolar. Também o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, abandonou os trabalhos.

O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, abandonou hoje, mais cedo, a assembleia geral da Liga de Clubes de futebol, agastado com a forma como os trabalhos se estavam a desenrolar. Também o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, abandonou os trabalhos.

O dirigente portista partilhou, à saída da sede da instituição, que o movimento de clubes G15 - que engloba os emblemas da I Liga à exceção dos três 'grandes' - recusou a admissão de propostas apresentadas pelo seu clube e pelo Sporting.

O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, durante a assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, no Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
O presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, durante a assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, no Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
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"O FC Porto apresentou hoje propostas cuja admissão foi recusada pelo G15. Curiosamente as propostas do FC Porto eram para a correção de gralhas que estavam nos regulamentos, e que toda a gente reconheceu", começou por dizer Pinto da Costa.

O líder do clube 'azul e branco' deixou muitas críticas aos clubes que integram o movimento G15, acusando-os de "não quer dialogar".

"Os clubes do G15 defendem que deve haver diálogo, e eu também defendo, mas um diálogo na Liga. Mas se o G15 quisesse conversar tinha de admitir as propostas dos outros, nem que, depois, as viesse a votar negativamente", apontou Pinto da Costa.

Foi por esse motivo, que o presidente do FC Porto decidiu abandonar, prematuramente, a reunião, revelando que o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, também o fez.

"Entendi que não estava aqui a fazer nada, embora por respeito com a direção da Liga, e com os clubes derrotados, deixamos um nosso representante na reunião, tal como fez o Sporting, cujo presidente também entendeu que não estava cá a fazer nada", afirmou.

Pinto da Costa não se quis alongar sobre as cinco propostas apresentadas, que não foram admitidas pelos clubes que integram o G15, relembrando que se tratavam de "gralhas que a própria direção da Liga estava de acordo que havia que retificar".

"Não me vou pronunciar sobre as cinco propostas porque seria um contrassenso, pois na casa dos clubes houve quem nem quisesse, sequer, admitir as propostas dos outros", disse.

Assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
Assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
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O presidente do FC Porto afirmou ainda que não dará o seu aval a situações semelhantes, deixando um alerta aos clubes que integram o G15.

"Se o G15, ou 13 ou 11, se sente preparado para substituir a Liga, deve provocar eleições e tomar conta da Liga", disse o dirigente do FC Porto, completando: "o que interpreto é que foi uma tentativa de fragilizar, não sei porquê ou comandado por quem, a direção da Liga. Mas nós não compactuaremos com isso".

Pinto Costa deixou ainda um elogio à forma como Pedro Proença tem dirigido a Liga de clubes.

"Há poucos meses todos os clubes votaram por unanimado o orçamento da Liga, que pela primeira vez deu 2 milhões de lucro, e toda gente reconhece que o presidente Pedro Proença está a fazer um excelente trabalho", vincou.

Sporting suspende funções na direção da Liga, em protesto contra G15

O Sporting suspendeu as funções na direção da Liga de clubes de futebol, por considerar que o modelo de gestão do organismo "foi colocado em causa" pelo movimento G15, anunciou hoje o presidente do clube lisboeta.

Bruno de Carvalho, que admitiu mesmo a possibilidade de impugnar a assembleia geral da Liga, com base na recusa em admitir à votação propostas apresentadas pelo Sporting e FC Porto, abandonou a reunião, em conjunto com Rui Caeiro, representante do clube da direção do organismo.

O presidente do Sporting, Bruno Carvalho, durante a assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, no Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
O presidente do Sporting, Bruno Carvalho, durante a assembleia-geral extraordinária da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), para apreciação, discussão e votação de proposta de alteração ao Regulamento das Competições organizadas pela LPFP e também ao Regulamento Disciplinar das mesmas, na sede da Liga, no Porto, 29 de dezembro de 2017. JOSÉ COELHO/LUSA
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"Como o modelo de gestão aprovado da Liga foi colocado em causa por este G15 -3, pedi ao representante do Sporting na direção da Liga para suspender de imediato as suas funções, até que seja esclarecido qual é afinal o modelo de governação da Liga, e também comigo abandonar a AG", escreveu Bruno de Carvalho no seu Facebook oficial.

O presidente dos 'leões' acusou o movimento G15, que engloba a maioria dos clubes do escalão principal, mas não Benfica, FC Porto e Sporting, de pretender "substituir-se à Liga e fazer propostas diretamente numa AG, mas numa total hipocrisia".

"A cobardia por não quererem ver as suas propostas rejeitadas, muitas delas uma perfeita aberração, fez com que chumbassem a admissão das propostas do Sporting CP e do FC Porto (esta situação da admissibilidade já está a ser vista pelo departamento jurídico se não é motivo para impugnação visto que as 3 propostas foram apresentadas dentro dos prazos regulamentares)", assinalou.

Sem nomear, Bruno de Carvalho revelou que "houve, pelo menos, um presidente que andou pelos corredores da Liga a pedir aos clubes para votarem contra as propostas do Sporting e do FC Porto", cujo presidente, Pinto da Costa, também abandonou a assembleia geral.

"Se este ano tem sido revelador de alguns dos piores episódios da história do futebol, acabar o ano com esta AG miserável é coerente. Vergonha", criticou Bruno de Carvalho, lamentando os "atos de cobardia" e a "falta de democracia" ocorridos durante a reunião, na sede da Liga, no Porto.

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