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“Football Leaks” revela plano para uma Superliga Europeia sem clubes portugueses
Desporto 2 min. 07.11.2018

“Football Leaks” revela plano para uma Superliga Europeia sem clubes portugueses

O projeto de uma Superliga Europeia sem portugueses estará nos planos de um grupo de clubes mais poderosos de Espanha, Inglaterra, Itália, França e Alemanha.

“Football Leaks” revela plano para uma Superliga Europeia sem clubes portugueses

O projeto de uma Superliga Europeia sem portugueses estará nos planos de um grupo de clubes mais poderosos de Espanha, Inglaterra, Itália, França e Alemanha.
Foto: AFP
Desporto 2 min. 07.11.2018

“Football Leaks” revela plano para uma Superliga Europeia sem clubes portugueses

Consórcio internacional refere possível assinatura de acordo para este mês. Mas Karl-Heinz Rummenigge e outros dirigentes desmentem que haja projeto.

O projeto de uma Superliga Europeia sem portugueses estará nos planos de um grupo de clubes mais poderosos de Espanha, Inglaterra, Itália, França e Alemanha, de acordo com o "Football Leaks", investigação realizada pelo consórcio European Investigative Collaborations (EIC).

Nesse trabalho, divulgado por diversos meios internacionais que integram o consórcio, entre os quais a revista alemã Der Spiegel, um acordo estabelecido entre 11 clubes como Real Madrid, Juventus ou Manchester United prevê a possibilidade de criar uma Superliga Europeia em 2021 na qual só participariam alguns dos clubes mais ricos. Há cerca de duas semanas, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, terá recebido um e-mail da empresa de consultoria Key Partners no qual figurava um anexo com 13 páginas a dar corpo ao acordo para a prova.

O documento estabelecia os princípios de uma organização multinacional que, à imagem da UEFA, deveria dispor de funções administrativas, financeiras e de caráter disciplinar. Nenhum dos 11 clubes fundadores seria despromovido da prova nos primeiros 20 anos e haveria outros cinco convidados além dos fundadores. Barcelona, Chelsea, Arsenal, Manchester City, Liverpool, PSG, Bayern e Milan fariam companhia a Real Madrid, Juventus e Manchester United como fundadores. Atlético Madrid, Inter, Marselha e Borussia Dortmund seriam os convidados.

Embora o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, tenha rejeitado em março a criação de uma prova do género, uma vez que isso representaria "uma guerra" dos clubes com a entidade que tutela o futebol europeu, o "Football Leaks" revelou que a ideia até já poderia ter avançado, caso não houvesse mudança na distribuição de verbas das competições europeias.

Mas Karl-Heinz Rummenigge, presidente do Bayern, desmentiu à Sky que o plano esteja em marcha. "Há muito se sabe que vários clubes europeus admitiram a hipótese de uma Superliga, mas o Bayern é fiel à Bundesliga e às provas da UEFA". Hans-Joachim Watzke, diretor do Dortmund, seguiu no mesmo sentido, referindo que "Real Madrid e Barcelona estão muito mais envolvidos".

Paris Saint-Germain e Manchester City

Ao mesmo tempo, o "Football Leaks" revelou, com publicação na revista Der Spiegel, que Gianni Infantino, atual presidente da FIFA e antigo dirigente da UEFA, terá protegido os interesses de Paris Saint-Germain e Manchester City quando estes desrespeitaram as regras do fair-play financeiro, introduzidas a partir de 2013. Os dois clubes estavam sob vigilância e, quando eram aguardadas pesadas sanções, incluindo a possível suspensão das competições europeias, Infantino, então diretor-geral da entidade, terá agido nos bastidores para impedir que isso acontecesse. Gianni Infantino terá estado em reuniões com dirigentes dos dois clubes, partilhando sugestões e informações confidenciais acerca das possibilidades que ambos teriam de evitar possíveis castigos.

Reagindo à divulgação das informações, Infantino negou a veracidade da história numa nota divulgada pelo site da FIFA. "É sempre um desafio mudar as coisas, avançar e unir as pessoas para fazer melhor. E, como estamos a realizar reformas na FIFA, foi sempre claro para mim que enfrentaria uma forte oposição, principalmente daqueles que já não podem lucrar com o sistema do qual faziam parte", escreveu, atribuindo a quem fora afastado de cargos na entidade a tentativa de iludir a opinião pública. P.J.P. (com agências)

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