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FIFA quer Mundial de Clubes com 24 equipas
Desporto 2 min. 16.03.2019

FIFA quer Mundial de Clubes com 24 equipas

FIFA quer Mundial de Clubes com 24 equipas

Foto: AFP
Desporto 2 min. 16.03.2019

FIFA quer Mundial de Clubes com 24 equipas

Entidade que tutela o futebol à escala planetária também pretende que o Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar, tenha 48 seleções. Para isso haverá outros países vizinhos do organizador do Mundial que vão receber jogos da prova.

Apesar de os europeus serem contra o projeto por considerarem que se trata de uma ameaça à Liga dos Campeões, a FIFA aprovou, na reunião do seu Conselho em Miami, um Mundial de Clubes com 24 equipas, de quatro em quatro anos, a partir de 2021, embora uma decisão final só seja tomada no Congresso de junho em Paris. Se houver resposta positiva, a primeira edição vai substituir a Taça das Confederações e irá decorrer de 17 de junho a 4 de julho, num país ainda por escolher, sob financiamento no valor de 15 mil milhões de euros por parte do consórcio nipónico Softbank's. O projeto deve garantir 20 milhões de euros a cada um dos clubes participantes, aspirando os vencedores a assegurar uma verba total de 120 milhões.

A ideia de Gianni Infantino, presidente da entidade que tutela o futebol mundial, é dispor de uma prova com alguns dos principais clubes europeus - Real Madrid, Barcelona, Atlético Madrid, Manchester United, Manchester City, Liverpool, Bayern Munique, Paris Saint-Germain, entre outros -, mas também com históricos do futebol sul-americano como Flamengo, Santos, Corinthians, River Plate, Boca Juniors, Independiente ou Peñarol, por exemplo.

O projeto não é novo e já foi noticiado pelo Contacto. No entanto, a oposição dos clubes europeus, manifestada não apenas através do presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, mas também de Andrea Agnelli, presidente da Juventus e líder da Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla inglesa), tem suscitado diversas discussões. Segundo a imprensa internacional, Infantino terá mesmo recebido, nos últimos dias, uma carta da ECA em que se reafirmava o desacordo dos clubes europeus e que, por essa razão, estes não participariam no futuro Mundial. O dirigente da FIFA terá comentado junto de dirigentes das várias associações continentais que "a FIFA é uma empresa em que o presidente apresenta uma proposta de receitas milionárias e, mesmo assim, alguns dos administradores ainda se mostram desagradados".

Ao mesmo tempo, a FIFA pretende ainda que o Mundial de 2022, marcado para o Qatar, vai contar com 48 seleções em vez do atual modelo de 32, algo que aumentará o número de jogos de 64 para 80. Para este efeito, países vizinhos como Bahrain, Kuwait, Omã, Emirados Árabes Unidos ou Arábia Saudita são candidatos a servir como outras sedes de diversos jogos da competição, apesar de os Emirados serem objeto de bloqueio político por parte dos vizinhos. "Conhecemos a situação na região e vamos explorar soluções para que tudo fique decidido no Congresso em junho", disse Infantino.


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