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Extinção do futsal em Wilwerwiltz pode chegar às instâncias da UEFA
Desporto 3 min. 06.03.2019

Extinção do futsal em Wilwerwiltz pode chegar às instâncias da UEFA

Paulo Brandão, responsável da extinta secção de futsal do Wilwerwiltz, não esconde a sua revolta.

Extinção do futsal em Wilwerwiltz pode chegar às instâncias da UEFA

Paulo Brandão, responsável da extinta secção de futsal do Wilwerwiltz, não esconde a sua revolta.
Foto: Á. Cruz
Desporto 3 min. 06.03.2019

Extinção do futsal em Wilwerwiltz pode chegar às instâncias da UEFA

Paulo Brandão, responsável da secção de futsal do clube, sente-se injustiçado com a decisão de acabar com a modalidade depois de a equipa ter subido de divisão. O dirigente equaciona recorrer à UEFA.

"É uma tremenda injustiça o que nos fizeram. Acabarem com a nossa equipa de futsal, depois de termos subido de divisão, é sabotar o esforço e o trabalho de cinco anos de pessoas que nunca fizeram mal a ninguém". Assim resume, em tom de revolta, Paulo Brandão, responsável da secção de futsal do Wilwerwiltz, depois de lhe terem comunicado a interdição de utilizar o pavilhão onde a equipa disputava os jogos da segunda liga do campeonato luxemburguês de futsal.

Na semana passada, o sindicato intercomunal Schoulkauz, que gere o pavilhão onde se realizavam os jogos do Futsal Wilwerwiltz, o colégio de vereadores da comuna de Kiispelt e a direção do FC Kiispelt Wilwerwiltz decidiram banir a modalidade das suas instalações. A decisão foi tomada na sequência das agressões sofridas pelo árbitro Luís Letra no jogo Wilwerwiltz-FC Wiltz, disputado a 27 de janeiro.

As três entidades alegaram que o comportamento violento e antidesportivo veiculou uma imagem negativa do futsal, do clube e da região, decisão que Paulo Brandão contesta. "Se nos tivessem dito isso a seguir aos acontecimentos ainda podia compreender. Mas, após esse encontro, jogámos mais três jogos e só depois de termos ganho ao Fola, no último jogo, e assegurado a subida de divisão, é que nos comunicaram a decisão de acabar com a secção de futsal. Não me conformo. O mais grave é que ficámos a conhecer a decisão deles pelo Facebook, antes de termos recebido a carta registada", revela.

"Estamos a pagar por atos que outros cometeram no nosso campo, que não pudemos evitar e pelos quais não podemos ser responsabilizados. Os jogadores do Wiltz é que foram castigados pela federação. Eles é que lançaram a confusão", lamenta.

"É como se nos retirassem o chão debaixo dos pés. Após tanto esforço, dedicação e trabalho para conseguirmos o nosso objetivo [subida de divisão], foi tudo por água abaixo. Estamos todos a sofrer. Dirigentes, treinadores, jogadores, famílias e amigos que nos acompanhavam para todo o lado. Estamos tristes e extremamente desiludidos", vinca o dirigente, visivelmente emocionado.

"Depois da vitória frente ao Fola, no último jogo, garantimos a subida de divisão. Foi um dia de festa para todos. Muita gente felicitou-nos, incluindo os patrocinadores que já nos ligaram a pedir explicações", refere.

"Não somos nenhuns arruaceiros, como alguns pretendem catalogar-nos. Estão a colar-nos uma imagem que não corresponde à realidade. Não tivemos problemas com nenhuma outra equipa. Revolta-me o facto de ter falado com o presidente da equipa de futebol do Wilwerwiltz após os desacatos no jogo com o FC Wiltz e ele não me ter dito nada. Lamentou o que se passou em campo, mas compreendeu a situação. Agora, passado mais de um mês, proibiram-nos de jogar, invocando que denegrimos a imagem do clube. Os responsáveis da equipa de futebol de 11 e os elementos da comuna, com quem também já dialogámos, empurram as responsabilidades da decisão uns para os outros, o que é lamentável", precisa.

"Os jogadores estão de rastos. Não somos uma equipa de café. Temos mais de 20 jogadores filiados na federação e, ao contrário do que disseram, alguns são de Wilwerwiltz. Somos sérios e merecemos respeito", sublinha Paulo Brandão.

"Exijo que nos façam justiça. Nem que para isso tenha de recorrer à UEFA a quem pretendemos contactar para expor a nossa situação", garante. Sobre a possível integração da equipa de futsal noutro clube, Brandão afirma que "nada é impossível, mas para já, não". "Estamos a viver um momento de grande sofrimento que não merecíamos. O que nos fizeram não se faz", remata.

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