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Abaixo os terceiros classificados
Desporto 3 min. 04.07.2021
Euro2020

Abaixo os terceiros classificados

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Foto: AFP
Desporto 3 min. 04.07.2021
Euro2020

Abaixo os terceiros classificados

Rui Miguel Tovar
Rui Miguel Tovar
Na ressaca de Portugal, também Suíça, República Checa e Ucrânia caem antes das meias-finais do Euro.

Ponto de partida, um Europeu com 24 selecções entre 51 candidatos é um hino à pobreza. De espírito, de competitividade. Na fase final, a UEFA continua generosa em demasia: 18 dos 24 passam aos oitavos-de-final. Mais um hino, à mediocridade. Que, verdade seja dita, ajuda a construir dois campeões. Itália no Mundial-82 e Portugal no Euro-2016, ambos com três empates na fase de grupos.

No formato do Euro-2020 em 2021, a UEFA volta a distinguir os quatro melhores terceiros classificados. Passam Portugal, Suíça, República Checa e Ucrânia. Saem de cena Finlândia e Eslováquia, curiosamente duas equipas com arranque vitorioso. Nos oitavos-de-final, o primeiro terceiro a entrar em acção é a República Checa e dá-se bem em Budapeste, 2:0 vs Holanda. No mesmo dia, à noite, é a vez de Portugal prolongar o sonho do bi. Em vão, a Bélgica marca um golo na primeira parte e fecha-se em copa na segunda. Acaba 1:0 em Sevilha, adeus aos campeões europeus. Nos dois dias seguintes, tanto Suíça como Ucrânia surpreendem a Europa com jogos formidáveis.

 A favorita França acha-se demasiado e confia na vantagem de 3:1. A Suíça chega ao empate com a ajuda do benfiquista Seferovic e adia a decisão para os penáltis. No 10.º e último pontapé, Sommer defende a bola de Mbappé. É a loucura, justificada. A Ucrânia também leva o jogo para o prolongamento, quase quase quase penáltis. Aos 120’+1, o suplente Dovbyk faz o 2:1 e esmorece o sonho da Suécia, alicerçada na qualidade maiúscula de Forsberg, o jogador mais influente das 24 selecções em prova. Dos cinco golos suecos, quatro têm a sua assinatura. Sem contar com duas bolas à barra.

 Quartos, ei-los. Dos quatro melhores terceiros classificados, só Portugal cai à primeira. Os outros resistem, heroicamente. A Suíça é a primeira a dar de si. Desta vez, os penáltis falam espanhol. Em nove remates, só quatro golos. Os suíços acertam o primeiro (Gavranovic) e depois é game over (Schär, Akanji e Vargas). Mérito para os bascos. Unai Simón, do Athletic, defende dois, Oyarzabal (Real Sociedad) assina o 3:1 definitivo. Nessa noite, em Munique, o 2:1 entre Itália e Bélgica é qualquer coisa de divinal. Futebol de ataque puro, sem taras nem manias. É a entrega total, à bola, à baliza, ao espectáculo. Ganham os adeptos, ganha a Itália. E bem. Avanti ragazzi. No dia 3 Julho, os dois terceiros classificados ainda em prova soçobram sem pestanejar. A República Checa vê-se a perder 2:0 e nunca mais apanha a Dinamáquina. Somos todos Eriksen é um modo de vida, um estilo de jogo a ter em conta. Mais tarde, a Ucrânia nem sequer é tida nem achada pela Inglaterra, 4:0 em Roma e siga para as meias-finais.

 A partir daqui, só dá Wembley. O primeiro jogo é dia 6, entre Itália e Espanha. Um clássico, a reedição da final de 2012 em Kiev, com resultado claro de 4:0 a favor dos espanhóis. O segundo é dia 7, entre Inglaterra e Dinamarca. Os ingleses continuam sem sofrer qualquer golo, uma proeza só ao nível da Itália no Mundial-90 (seria Caniggia a bater Zenga, precisamente na ½ final, em Nápoles). E agora? Tic tac tic tac, que emoção. Se der a lógica do primeiro classificado do grupo, é Itália vs Inglaterra (a última vez é em 1984, entre França e Espanha).

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