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Entre candidatos e favoritos
Depois da vitória do Europeu de 2016, Portugal vai tentar a conquista do Mundial de 2018.

Entre candidatos e favoritos

Foto: AFP
Depois da vitória do Europeu de 2016, Portugal vai tentar a conquista do Mundial de 2018.
Desporto 2 min. 14.06.2018

Entre candidatos e favoritos

Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Depois do título europeu conquistado em França, em 2016, o sonho de ser campeões do Mundo na Rússia paira nas cabeças de muitos portugueses, com certa legitimidade, embora a tarefa seja muito mais complicada que há dois anos. Quanto a isso, que nenhum adepto se iluda, porque a realidade é esta.

É que não basta repetir a fórmula que tanto sucesso fez por terras gaulesas. Portugal tem hipóteses, na verdade, mas a possibilidade de a seleção lusa vencer o Campeonato do Mundo será muito mais difícil de concretizar do que foi a vitória no Euro 2016.

Fernando Santos foi muito claro acerca do que espera da prestação da equipa que dirige na terra dos czares: “Portugal não tem um sonho, tem um objetivo. Não se considera favorito para o Campeonato do Mundo, mas vai lutar pela vitória”, disse, reforçando que “a Portugal compete procurar entrar em cada jogo para vencer”.

É que favoritos declarados à vitória não faltam: Alemanha, campeã mundial em título, Brasil, Espanha, Argentina e França são candidatos apontados pela maioria dos ’experts’ como potenciais vencedores, enquanto Portugal integra um grupo de equipas juntamente com Bélgica, Inglaterra, Colômbia e Uruguai, entre outras, designadas como candidatos.

Portugal tem como primeira e real prioridade a passagem à fase seguinte para depois disputar os jogos a eliminar, etapa da competição para a qual a equipa de todos nós parece sentir-se mais talhada. E, para isso, a capacidade de análise e estudo dos adversários para encontrar a melhor estratágia parece assentar que nem uma luva aos argumentos de estratega do selecionador português.

Fernando Santos sabe que a fase de grupos, tal como aconteceu no Europeu de França, vai ser determinante. Se ’escapar com vida’ e atingir os oitavos-de-final, o selecionador tem à disposição um grupo de jogadores que, na sua generalidade, se adapta a qualquer adversário. Caso se junte a reconhecida qualidade e influência do capitão Cristiano Ronaldo, as coisas podem correr de feição, como explica o selecionador: “Todas as contas e todos os jogos são importantes, e Ronaldo, sendo o melhor do Mundo, tem um peso muito importante”.

A seleção nacional não falha uma fase final de um grande torneio desde o ano 2000, facto que contribui para aumentar os níveis de confiança da equipa para a maior competição futebolística do mundo.

Face às naturais exigências que serão colocadas à seleção nacional, campeã da Europa em título, resta esperar que as coisas corram bem. Entre jogar bonito e perder e jogar feio e ganhar, mesmo sujeitos às críticas, é preferível a segunda hipótese, porque dos fracos não reza a história.


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