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Éder suspeito de fraude fiscal
Desporto 2 min. 29.11.2021
Peração Fora de Jogo

Éder suspeito de fraude fiscal

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Éder suspeito de fraude fiscal

Lusa
Desporto 2 min. 29.11.2021
Peração Fora de Jogo

Éder suspeito de fraude fiscal

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O internacional português terá recorrido a esquema de contratos fraudulentos para ocultar rendimentos.

Éder será sempre lembrado como o jogador que marcou o golo que da vitória de Portugal na final do Euro 2016. No entanto, o seu nome vem agora à baila por motivos menos comemorativos. 

O internacional português, atualmente no Al-Raed da Arábia Saudita, terá recorrido a um esquema de contratos fictícios para fugir ao pagamento de IRS e Segurança Social, adiantam os meios de comunicação portugueses. 

Éder foi mesmo um dos visados na operação 'Fora de Jogo' e esteve na mira dos inspetores que conduziram as buscas no Sporting de Braga na semana passada.  

O Ministério Público e a Autoridade Tributária consideram que o jogador de futebol recorreu a este esquema (do qual também fará parte o seu agente) para, depois de contratado pelo Sporting de Braga, fugir aos impostos entre finais de 2011 e o início de 2012. "No âmbito do presente inquérito investiga-se a atuação conjunta de Éderzito António Macedo Lopes, Sporting Club de Braga, "Idoloásis, Unipessoal, Lda", Mohamed Afzal, "FMA, FZE International Sports Agency" e Nadine Aboobakar Mahmood para ocultação de rendimentos fiscais", lê-se no documento. 

Depois de ter assinado contrato com a Académica de Coimbra, em dezembro de 2011, Éder, o seu agente Mohamed Afzal e a empresa Idoloásis, Unipessoal, Lda assinaram um acordo com o Sporting de Braga que cedia ao clube minhoto 50% dos direitos económicos que tinham sido alegadamente adquiridos pela Idoloásis. 

De acordo com a CNN Portugal, este terá sido um negócio simulado, acredita o Ministério Público, uma vez que "Éder representava a Académica de Coimbra, que até já tinha acordado a transferência do jogador para Inglaterra, para o West Ham. Só que Éder não assinou este contrato e chegou a acordo com o Sporting de Braga para jogar no Minho por quatro temporadas".

Segundo a revista Sábado, esse negócio "visou o pagamento de valores que seriam exigidos pelo profissional de futebol a título de prémio de assinatura e, assim, de rendimento de trabalho dependente" para que Éder conseguisse "desonerar-se de parte das contribuições para a Segurança Social e retenções na fonte". O jogador ainda não se pronunciou sobre as acusações. 

Na passada quarta-feira, o Ministério Público realizou "cerca de duas dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias", por suspeitas de negócios simulados entre clubes de futebol e terceiros, com valores a rondar os 15 milhões de euros.  

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