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Do mar ao futebol vão duas horas de sono para jogadores do Rabo de Peixe
Desporto 2 min. 29.09.2019

Do mar ao futebol vão duas horas de sono para jogadores do Rabo de Peixe

Do mar ao futebol vão duas horas de sono para jogadores do Rabo de Peixe

Foto: LUSA
Desporto 2 min. 29.09.2019

Do mar ao futebol vão duas horas de sono para jogadores do Rabo de Peixe

“Vamos treinar, acabamos às 22:00, jantamos e, às 23:30, estamos no mar. Voltamos às 14:00 e dormimos uma ou duas horas. É força de vontade e muito sacrifício”, explica emocionado João Flôr, que tem também um irmão e um cunhado que o acompanham no mar e em campo.

Para vários jogadores do CD Rabo de Peixe, a rotina diária tem duas horas de sono, para permitir assim conjugar a pesca com o futebol, mas a “garra” é muita para seguir em frente na Taça de Portugal.

É já no sábado que o Clube Desportivo de Rabo de Peixe ‘salta’ do campeonato regional para enfrentar o Académico de Viseu, da II Liga, no Estádio Municipal da Ribeira Grande, um jogo a contar para segunda eliminatória da Taça de Portugal.

O CD Rabo de Peixe “é muito importante” para a população da vila piscatória, que “vive muito o futebol e apoia muito a equipa”, disse à agência Lusa o capitão da equipa, João Flôr, acrescentando que “o jogo com o Académico de Viseu é importante para divulgar a vila e mostrar o que é o Rabo de Peixe, o povo de Rabo de Peixe e o que vale a equipa”.

O médio-centro, de 32 anos, veste o emblema do clube da vila há 21, no qual começou por ingressar nas camadas mais jovens e mantém-se como líder da equipa “com muita força de vontade”, segundo afirma o pescador, que dorme apenas duas horas entre o trabalho no mar e os treinos.

“Vamos treinar, acabamos às 22:00, jantamos e, às 23:30, estamos no mar. Voltamos às 14:00 e dormimos uma ou duas horas. É força de vontade e muito sacrifício”, explica emocionado João Flôr, que tem também um irmão e um cunhado que o acompanham no mar e em campo.

“É muito difícil ser pescador. Não é nada fácil. Só o descanso que nem temos, dormimos duas ou três horas em 24, isto é a força de vontade para jogar futebol, só assim se ultrapassa tudo”, acrescenta.

Com força de vontade e com alguma ajuda do treinador. Nelo, de 33 anos, jogou no Operário da Lagoa e no Sporting Clube Ideal e passou pelas camadas jovens do Sporting, tendo assumido a liderança do CD Rabo de Peixe em março, um clube que diz ter “uma mística muito própria”. “São pessoas de muito trabalho, muito humildes, que trabalham, tentam sempre ajudar o próximo, e este jogo tem importância”, concretiza.

O técnico admite que, no clube, são todos “amadores, com trabalhos, e há muitos jogadores que depois do treino duas horas a seguir estão toda a noite a trabalhar no mar. A nível físico, ficam muito desgastados”.

Lusa

Foto:LUSA