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Dia de festa na Arábia Saudita, Argentina 'no tapete' e França impressiona
Desporto 4 min. 23.11.2022
Mundial 2022

Dia de festa na Arábia Saudita, Argentina 'no tapete' e França impressiona

Messi desapontado após o final do jogo que ditou a derrota da Argentina frente à Arábia Saudita.
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Dia de festa na Arábia Saudita, Argentina 'no tapete' e França impressiona

Messi desapontado após o final do jogo que ditou a derrota da Argentina frente à Arábia Saudita.
Foto: Antonin Thuillier/AFP
Desporto 4 min. 23.11.2022
Mundial 2022

Dia de festa na Arábia Saudita, Argentina 'no tapete' e França impressiona

Lusa
Lusa
Nos outros jogos do dia, México e Polónia terminaram com 'nulo', tal como aconteceu com Dinamarca e Tunísia.

Quarta-feira é dia feriado na Arábia Saudita, com o reino em pleno delírio pela vitória hoje conseguida frente à 'poderosa' Argentina, no Mundial2002 de futebol, no primeiro resultado 'absolutamente escandaloso' no torneio que decorre no Qatar.

O que não conseguiu o anfitrião Qatar ante o Equador, no jogo de abertura (derrota por 2-0), conseguiram os vizinhos sauditas, a virar uma vantagem inicial da seleção das 'pampas' para um triunfo por 2-1.


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Quem não desiludiu foi a França, campeã do mundo em título, que, mesmo sem o ausente Karim Benzema, melhor jogador mundial para a FIFA este ano, 'atropelou' os australianos, por 4-1, em jogo em que Olivier Giroud 'bisou', para se tornar, com 51 golos, o melhor 'artilheiro' gaulês de sempre, a par do já retirado Thierry Henry.

Nos outros jogos do dia, México e Polónia terminaram com 'nulo', tal como aconteceu com Dinamarca e Tunísia.

Dia 'não' para Lionel Messi, mas também para Robert Lewandowski, que falhou penálti contra o México, e um dia decididamente 'estranho' para outra das 'superestrelas' no Mundial, o português Cristiano Ronaldo, que rescindiu contrato com efeito imediato com o Manchester United, para se tornar, pela primeira vez na carreira, jogador sem clube.

Sauditas 'fizeram história'  

Para o Grupo C, no estádio Lusail, o mínimo que se pode dizer é que os sauditas 'fizeram história', já que travaram uma sequência de 36 jogos sem perder da Argentina, que não perdia desde 02 de julho de 2019. Os desconsolados sul-americanos ficam a um da melhor sequência de sempre, que continua com a Itália, entre 2018 e 2021.

Tudo começou pelo melhor, com o golo de Lionel Messi, de grande penalidade, aos 10 minutos, a permitir ao genial jogador do Paris SG ser o quinto a marcar em quatro fases finais, igualando também Cristiano Ronaldo com um total de sete golos.

Mas a boa operação de preparação da Arábia Saudita, com dois meses de estágio às ordens do experiente Hervé Renard, deu mesmo frutos e conseguiu virar o marcador, no arranque da segunda parte, com os golos de Saleh Al Shehri (48) e Salem Al Dawsari (53).

A aposta, de alto risco, passou por uma defesa bastante avançada, a deixar o ataque argentino em fora de jogo - e jogada atrás de jogada, caíram mesmo na armadilha, incluindo golos anulados a Messi e Lautaro Martínez, este por duas vezes.

O benfiquista Otamendi, titular na defesa da 'celeste', foi um dos que viveu um dos piores momentos da primeira favorita ao título, mas que fica desde já numa situação delicada, num grupo em que segue em quarto, atrás de Arábia Saudita (três pontos), México e Polónia (um ponto cada).


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O também benfiquista Enzo Fernández foi um dos que jogou a última meia hora, quando era preciso dar o tudo por tudo para alterar o marcador, mas sem qualquer sucesso.

No empate sem golos que se registou no estádio 974, há claramente um 'herói' - o guarda-redes Guillermo Ochoa, pela quinta vez consecutiva a representar os ‘astecas’ num campeonato do Mundo e de novo a travar um penálti.

Aos 58 minutos, Ochoa deteve o remate de Robert Lewandowski, segurando um 'nulo' que contraria alguma supremacia no terreno dos europeus e deixa os jogadores da América do Norte perfeitamente 'na corrida' pelo apuramento.

No Grupo D, impressiona a forma da França, mesmo sem Benzama e com jogadores a lesionarem-se - o último dos quais, Lucas Hernández, no decorrer do jogo contra a Austrália.

'Atreveram-se' os 'socceroos' de início e marcaram primeiro, com o golo de Craig Goodwin (09), após o que praticamente só deu França - um domínio muito intenso, que redundou num golo de Rabiot (26), em dois de Giroud (32 e 71) e outro de Kyliam Mbappé (68).

A Tunísia até dominou nos primeiros 45 minutos, mas depois a Dinamarca 'puxou dos galões' e esteve muito mais perto de vencer que o adversário vindo do norte de África.

O guarda-redes Dahmen foi obrigado a uma 'mão cheia' de grandes defesas, anulando as ações ofensivas da seleção nórdica, uma das mais contestatárias da falta de liberdade no Qatar, bem como das condições laborais.

Também os dinamarqueses abdicaram dos símbolos considerados polémicos, desde as braçadeiras até aos equipamentos alternativos e de treino. A Dinamarca tem estado na linha da frente da contestação, que inclui mais seis países europeus, todos ameaçados com sanções pela FIFA, caso entendessem levar avante o que pretendiam fazer.

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A Alemanha ainda não decidiu se acata mesmo a indicação, enquanto a Bélgica já anunciou que tapa com autocolante, nos equipamentos, a palavra 'Love', essencial no simbólico apoio à comunidade LGBTQ+.


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Esta terça-feira, soube-se também que o norte-americano Ismail Elfath foi designado para dirigir o jogo de estreia de Portugal, diante do Gana, a contar para o Grupo H, na quinta-feira.

Um jogo que será testemunhado ao vivo pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa viagem a que a Assembleia da República deu hoje o seu aval, como esperado. Será a primeira vez que Cristiano Ronaldo deverá jogar como 'sem clube', depois da rescisão acordada com o Manchester United, ficando na dúvida, após o treino de hoje da seleção, a utilização de Nuno Mendes.

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