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Croácia e Inglaterra lutam hoje pela segunda vaga na final
Luka Modric tem sido a grande referência da seleção croata.

Croácia e Inglaterra lutam hoje pela segunda vaga na final

Foto: AFP
Luka Modric tem sido a grande referência da seleção croata.
Desporto 3 min. 11.07.2018

Croácia e Inglaterra lutam hoje pela segunda vaga na final

Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
As duas seleções, que inicialmente corriam por fora, procuram um lugar na final de domingo num jogo que se prevê equilibrado.

A seleção croata que enfrenta esta quarta-feira a congénere inglesa, no Estádio Luzhniki, em Moscovo, a partir das 20h, vai jogar para contrariar a história. Há vinte anos, quando a fase final da competição decorreu em França (1998), a Croácia chegou às meias-finais defrontando precisamente a equipa anfitriã.

Tudo parecia correr bem quando Davor Suker, melhor marcador dessa edição do Mundial com 6 golos e hoje presidente da federação croata, colocou a sua equipa na frente. Porém, os futuros campões do mundo reagiram e acabaram por conseguir dar a volta ao marcador com dois golos do lateral-direito Lilian Thuram.

A conquista do terceiro lugar no Mundial de 1998, em França, foi o maior feito dessa seleção que contava com jogadores de eleição como Zvonimir Boban, Davor Suker ou Robert Prosinecki. Hoje, frente a Inglaterra, a Croácia quer fazer história e chegar à final.

A trajetória da equipa comandada pelo treinador Zlatko Dalić neste Mundial tem sido extremamente positiva. Na fase de grupos venceu todos os jogos com um futebol de qualidade e terminou como líder no Grupo D, à frente da favorita Argentina. Nos oitavos de final, eliminou a Dinamarca nas grandes penalidades e nos quartos de final fez o mesmo à Rússia, também na transformação dos castigos máximos.

Comandada pelo excelente Luka Modric, estrela do Real Madrid, esta seleção é experiente e possui jogadores de qualidade como Ivan Rakitic, Mario Mandzukic, Ivan Perisic, Andrej Kramaric e Daniel Subasic, entre outros. Grande solidez defensiva, aliada a um meio campo ao mesmo tempo operário e criativo e um ataque pressionante, fazem da Croácia um adversário poderoso para qualquer equipa. Resta saber se o bastante para derrotar a congénere inglesa e assegurar um lugar na final pela primeira vez na história.

Southgate elogiado depois das críticas

Com o regresso às meias finais de um Campeonato do Mundo 28 anos depois, a seleção inglesa liderada por Gareth Southgate tem recebido elogios, depois de ser sujeita a várias críticas. O técnico, que inicialmente tinha sido nomeado de forma provisória para o cargo, aproveitou os últimos dois anos para lançar treze jogadores e, entre os 23 convocados, incluiu nomes como o guardião Jordan Pickford, Harry Maguire, Loftus-Cheek ou Trent Alexander-Arnold. Contudo, deixou de fora elementos como Joe Hart, Chris Smalling, Jack Wilshere ou ainda Théo Walcott.

E questões como a gestão dos egos na equipa, a forma como se relaciona com todos os elementos sem conceder privilégios ou o fim do pesadelo na marca dos onze metros são vantagens que jogam a favor de Southgate.

A Inglaterra chegou ao Mundial da Rússia sem ser vista como um dos candidatos à vitória, mas foi ganhando credibilidade durante a competição com futebol de qualidade. Na fase de grupos derrotou o Panamá e a Tunísia e perdeu apenas com a Bélgica. Nos quartos de final bateu a Colômbia nas grandes penalidades – afastando a maldição que a perseguiu em várias competições – e nos quartos de final superou de forma categórica a Suécia por 2-0.

A mescla formada por jogadores jovens e outros mais experientes, entre os quais se destaca o capitão Harry Kane, foi uma aposta ousada, mas ganha por Gareth Southgate. O técnico, além de ter ’ressuscitado’ a Inglaterra, arrisca-se a marcar presença na final e lutar pelo título que lhe foge desde 1966.

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