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Azerbaijão 0:3 Portugal. Não passa nada, nem wiki
Opinião Desporto 2 min. 07.09.2021
Crónica de Rui Miguel Tovar

Azerbaijão 0:3 Portugal. Não passa nada, nem wiki

Emin Mahmudov e Raphael Guerreiro
Crónica de Rui Miguel Tovar

Azerbaijão 0:3 Portugal. Não passa nada, nem wiki

Emin Mahmudov e Raphael Guerreiro
Foto: AFP
Opinião Desporto 2 min. 07.09.2021
Crónica de Rui Miguel Tovar

Azerbaijão 0:3 Portugal. Não passa nada, nem wiki

Rui Miguel Tovar
Rui Miguel Tovar
Monólogo da selecção portuguesa em Baku com golos de Bernardo, André Silva e Jota a caminho do Mundial Qatar-2022.

A pergunta mantém-se provocatória e lógica: qual é o gozo desta fase de qualificação para o Mundial? E de outras, vá? É sacos de pancada uns atrás dos outros, há escassa competitividade e, convenhamos, já há poucos adversários a dar luta a Portugal. Até a Irlanda, derrubada com dois cabeceamentos de Ronaldo nos descontos, é um jogo atípico em que tudo corre mal. É o penálti falhado por Ronaldo, é a bola de Bernardo por cima da trave com a baliza à sua mercê, é isto, é aquilo. Só uma noite mesmo mesmo mesmo meeeeesmo muito azarada é que pode provocar emoção entre duas forças opostas. E, mesmo assim, Portugal ganha.

Em Baku, o compromisso da selecção com a vitória é contínuo e o Azerbaijão ajuda com uma defesa muito baixa, quase encostada à baliza de Magomedaliev, o responsável máximo pela diferença de tão-só três golos. Se não fosse ele no sítio certo à hora agá e outro galo cantaria.

 Portugal joga sem Ronaldo, suspenso por se ter despido nos festejos do 2:1. Sem problema, a malta aguenta-se à bronca e dá água pela barba a uma equipa só com um ponto em quatro jogos. Jota dá o primeiro aviso, aos 6 minutos. Bernardo dá o segundo, aos 19’. À terceira é de vez. Bruno Fernandes encontra Bernardo e o remate deste de primeira é de luxo. Desbloqueado o marcador, agora é sempre a abrir. Ou será que o Azerbaijão vai reagir?

Baaaaaaah, nem por isso. Os azeris curtem jogar à defesa. E pouco fazem para evitar os golos. Aos 31’, Bruno Fernandes desmarca Jota, cujo toque de primeira é o suficiente para André Silva encostar. Dois-secos, toma lá. Antes do intervalo, André Silva tem outra oportunidade para ampliar a marca, só que o remate sai ao lado.

No reinício, o Azerbaijão continua a não querer ir a jogo. Patrício é um espectador. Não passa nada, nem wifi. Já Portugal só quer mais, mais e mais. É aí que Magomedaliev entra em acção com defesas a pontapés de Bruno Fernandes (54’), Bernardo (58’) e Jota (65’). À quarta é de vez. Cancelo desce pela enésima vez no seu flanco e cruza com conta, peso e medida para o cabeceamento feliz de Jota, de novo o melhor marcador português nesta fase de qualificação, com quatro golos. Até final, ainda há tempo para dois momentos Bruno Fernandes. O primeiro é puramente desportivo, com remate para defesa apertada de Magomedaliev. O segundo é unicamente social: uns adeptos invadem o relvado e, à saída, tiram uma fotografia com o número 11. É só rir, à imagem desta fase de qualificação. Dia 12 Outubro há mais, no Algarve, vs Luxemburgo.

Sob a arbitragem do italiano Guida, eis os actores principais e secundários em Baku:

AZERBAIJÃO - Magomedaliev; Badalov, Haghverdi e Salahli; Huseynov, Qarayev (cap) (Ghorbani 46), Makhmudov e Khalilzada (Nuriev 46); Alasgarov, Emreli (Bayramov 62) e Ozobic (Mustafayev 62)
Selecionador Gianni De Biasi (italiano)

PORTUGAL - Patrício; Cancelo, Pepe, Rúben e Raphaël (Nuno Mendes 71); Palhinha (Rúben Neves 46), Moutinho (cap) (João Mário 78) e Bruno Fernandes; Bernardo (Otávio 78), André Silva e Jota (Gonçalo 78)
Seleccionador Fernando Santos (português)
Marcadores 0:1 Bernardo (26); 0:2 André Silva (31); 0:3 Jota (75)

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