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Cláudia Machado conquista segundo título mundial de artes marciais mistas
A campeã do mundo num dos treinos em Diekirch.

Cláudia Machado conquista segundo título mundial de artes marciais mistas

Foto: Pierre Matgé
A campeã do mundo num dos treinos em Diekirch.
Desporto 14 2 min. 18.04.2018

Cláudia Machado conquista segundo título mundial de artes marciais mistas

Tem 36 anos, nasceu em Braga, e dedica-se à prática de artes marciais há 15 anos, quando veio viver para o Luxemburgo. Campeã do mundo por duas vezes, a portuguesa tem agora como prioridade dedicar-se ao treino das mulheres no seu clube, em Diekirch, e ajudar a desenvolver a modalidade no Grão-Ducado.

A Academia de Artes Marciais Alex Ryu Jitsu, de Diekirch, esteve em destaque ao representar de forma brilhante o Luxemburgo no VIII World All Styles Championships (WAC), prova disputada no final de março, nas Caldas da Rainha, em Portugal, com a conquista de três pódios.

Cláudia Machado (na foto) arrecadou a medalha de ouro no setor feminino, na categoria para mais de 35 anos, enquanto no masculino coube a Ismael Barrocas, em mais de 40, e Christophe Carvalho, na categoria dos 20 aos 40 anos, conquistarem a prata.

Para a atleta natural de Braga, ser campeã mundial pela segunda vez foi motivo de grande satisfação: “Treinei-me bastante nos últimos meses com os meus colegas de clube para voltar ao topo e consegui, o que me enche de orgulho”, reforça.

A influência do marido na carreira desportiva

Foi por influência do agora marido, Hélder Barros, mestre da academia com sede em Diekirch, que começou a praticar a modalidade desenvolvida em Portugal e foi evoluindo: “Fui experimentar e gostei. O meu marido já tinha sido várias vezes campeão em Portugal e decidiu desenvolver o Ryu Jitsu no Luxemburgo com alguns amigos. Como no início havia muito poucas mulheres, treinava-me sempre com os homens, o que me proporcionou uma grande evolução”, explica.

“Um dia, após um dos treinos, desafiaram-me para participar no Mundial feminino e resolvir aceitar. Daí aos títulos foi apenas uma questão de tempo e muito trabalho”, elucida.

“Existe um ambiente familiar na academia que se tem revelado fundamental na obtenção de bons resultados. Se conseguirmos manter essa união, acredito que vamos continuar a conquistar títulos e reforçar a nossa imagem”, acentua.

Maioritariamente formada por membros portugueses e cabo-verdianos, a Academia de Artes Marciais Alex Ryu Jitsu, em Diekirch, já conta com cerca de dez mulheres, facto que entusiasma a campeã mundial: “Penso que está na hora de passar a outra fase da minha carreira.

Treinadora, a próxima etapa

“O número de praticantes femininos tem aumentado significativamente nos últimos meses e isso enche-me de satisfação. É meu dever transmitir tudo o que aprendi ao longo dos anos aos outros e tentar formar novas campeãs”, diz.

“Ainda não decidi se vou participar no próximo Campeonato do Mundo, em 2019, que vai ser o maior de sempre, mas o meu grande objetivo, agora, é completar a minha formação como treinadora e colocar em prática as minhas ideias na secção feminina do clube”, conclui.

Um mestre orgulhoso

Hélder Barros, mestre e fundador da academia, mostrou-se satisfeito pelos pódios alcançados nos Mundiais em Portugal, mas garante que quer chegar mais longe: “Estou orgulhoso pelos excelentes resultados que conseguimos em Portugal. É uma alegria indescritível quando podemos acompanhar a evolução dos nossos atletas e conseguem alcançar pódios frente a adversários bastante conceituados em competições deste nível. É uma grande satisfação para todos, porque somos uma família. A nossa modalidade está em franca expansão mundial e tudo faremos para continuar este trabalho”, remata.

Á. Cruz

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