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Ciclone/Moçambique: Sporting e Benfica promovem recolha de alimentos
Desporto 2 min. 20.03.2019

Ciclone/Moçambique: Sporting e Benfica promovem recolha de alimentos

Ciclone/Moçambique: Sporting e Benfica promovem recolha de alimentos

Foto: AFP
Desporto 2 min. 20.03.2019

Ciclone/Moçambique: Sporting e Benfica promovem recolha de alimentos

A Cruz Vermelha Internacional considera esta a "pior crise" do género em Moçambique.

(Notícia atualizada às 22:16)

O Sporting e o Benfica vão promover a recolha de alimentos para serem enviados para Moçambique, no quadro da ajuda às vítimas da passagem do ciclone Idai.

No caso do Sporting a campanha decorrerá no dia 3 de abril no dérbi com o Benfica para a Taça, tal como anunciou o clube na rede social  Twitter.

Sporting e Benfica defrontam-se a 3 de abril, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, após os ‘encarnados’ terem vencido os ‘verde e brancos’ por 2-1, no primeiro jogo, a 6 de fevereiro. 

Já os encarnados promovem, a partir de 21 de março e até ao final do mês, a recolha de alimentos enlatados. A partir de quinta-feira, as contribuições devem ser entregues em qualquer Casa do Benfica, mantendo-se o período de recolhas até 31 de março. No estádio da Luz, os contributos serão recebidos a partir do dia 27, também até ao fim do mês.

"Apelamos à participação de todos os portugueses individualmente e organizações associativas ou outras que pretendam realizar recolhas, a quem disponibilizamos espaço de transporte gratuito nos contentores fretados pela Fundação Benfica", acrescenta o clube, que frisa ainda que a oferta de colaboração "é extensível a todos os clubes desportivos que pretendam organizar recolhas e não tenham assegurado o seu transporte".

A passagem do ciclone Idai em Moçambique, Maláui e Zimbabué já provocou mais de 300 mortos, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos.

Em Moçambique, o Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou na terça-feira que mais de 200 pessoas morreram e 350 mil "estão em situação de risco", tendo decretado o estado de emergência nacional. O país vai ainda cumprir três dias de luto nacional, até sexta-feira.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a segunda cidade, a Beira (centro de Moçambique) recentemente, deixando os cerca de 500 mil residentes sem energia e linhas de comunicação.

A Cruz Vermelha Internacional indicou na terça-feira que pelo menos 400 mil pessoas estão desalojadas na Beira, a quarta maior cidade do país, em consequência do ciclone, considerando tratar-se da "pior crise" do género no país.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, viajou para a Beira, onde há 30 portugueses por localizar e dezenas que perderam casas e bens.

No Zimbabué, as autoridades contabilizaram pelo menos 82 mortos e 217 desaparecidos, enquanto no Maláui as únicas estimativas conhecidas apontam para pelo menos 56 mortos e 577 feridos.

Lusa

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