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Christopher da Graça. "Racismo é crime! As penas deviam ser mais duras para esta gente..."
Desporto 2 min. 17.02.2020

Christopher da Graça. "Racismo é crime! As penas deviam ser mais duras para esta gente..."

Christopher da Graça. "Racismo é crime! As penas deviam ser mais duras para esta gente..."

Foto: Futsal web.lu
Desporto 2 min. 17.02.2020

Christopher da Graça. "Racismo é crime! As penas deviam ser mais duras para esta gente..."

Álvaro CRUZ
Álvaro CRUZ
O jogador de futsal do Fola, que há meses foi vítima de insultos racistas por parte de alguns adeptos do Red Boys Aspelt, condenou a atitude semelhante por parte dos adeptos do Vitória de Guimarães em relação a Moussa Marega, este domingo, no jogo realizado no reduto dos minhotos, e pede penas exemplares para os prevaricadores.

"É realmente triste", começou por dizer Christopher da Graça ao Contacto, instado a comentar o comportamento dos sócios do Guimarães, que ontem, no jogo frente ao FC Porto, dirigiram, por várias vezes, propósitos racistas ao avançado portista.

"Por mais que tentemos ignorar e nos concentarmos no jogo, chega a um ponto que rebentamos. Quando é só um ou outro a gritar, a coisa passa, mas como foi o meu caso em Aspelt e o do Marega,  em Guimarães, que começou a ser insultado já no aquecimento, é inadmissível. O desporto não merece gente desta", vinca.

Moussa Marega abandonou o campo em Guimarães de pois de ter sido diversas vezes insultado com propósitos racistas.
Moussa Marega abandonou o campo em Guimarães de pois de ter sido diversas vezes insultado com propósitos racistas.
Foto: AFP

"Fala-se muito de fair-play e depois é isto... já no ano passado tinha passado por uma situação similar num jogo em Weiler-la-Tour contra o Colmar-Berg... é lamentável", diz em tom de revolta. 

"Infelizmente é um fenómeno que está cada vez mais na moda, um pouco por todo o lado. Racismo é crime! As penas deviam ser mais duras para esta gente. O Aspelt foi apenas multado em 500 euros, mas continuou a jogar no mesmo pavilhão e a situação podia ter-se repetido no jogo seguinte...", lembra, indignado.

"Por culpa de uns quantos estúpidos vai pagar o clube e o próprio futebol. Comigo, passou-se o mesmo, só que eu não abandonei o campo daquela forma. Quando marquei o meu segundo golo reagi aos gritos deles, imitando os gestos dos macacos e acabei por ser expulso", recorda. 

Sobre as medidas a adotar contra os cada vez mais frequentes problemas de racismo que se têm verificado em vários estádios, Christopher da Graça é da opinião de que se deviam "controlar este tipo de indivíduos".

"Acaba por ser difícil, mas aqueles que forem identificados deviam ser completamente banidos dos recintos desportivos. As penas deverão ser exemplares, doa a quem doer", concluiu. 

Gilles Faber, dirigente da Federação Luxemburguesa de Futebol responsável pelos dossiês ligados a problemas de racismo e xenofobia, lamentou o caso ocorrido ontem em Guimarães com Marega e disse ao Contacto que a UEFA aconselha "mão firme" para casos similares.

Sobre o tema, lembrou que "no Luxemburgo, o caso ocorrido no futsal no qual um jogador do Fola foi insultado durante o jogo contra o Aspelt, o clube foi advertido e multado. Num jogo de futebol de onze, no qual um jogador do FC Schieren insultou outro do Lorenztweiler,  ainda não foi aplicada qualquer pena. Excetuandos este dois, nos últimos anos não se registaram casos de racismo entre os vários agentes desportivos." 

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