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Basquetebol / Total League: Nelson Delgado reforma-se, regressa e arrasa
Nelson Delgado regressou à competição com uma excelente exibição

Basquetebol / Total League: Nelson Delgado reforma-se, regressa e arrasa

Foto: Ben Majerus
Nelson Delgado regressou à competição com uma excelente exibição
Desporto 5 min. 05.10.2016

Basquetebol / Total League: Nelson Delgado reforma-se, regressa e arrasa

O ícone do basquetebol do Etzella decidiu regressar à competição meses após a sua anunciada despedida. Com 20 anos ao serviço do clube de Ettelbrück, o jogador de origem cabo-verdiana que já representou a selecção grã-ducal, ouviu os pedidos do presidente, treinador, amigos, colegas e dirigentes para continuar a jogar. Coroou o regresso com uma vitória, vinte pontos e uma excelente exibição no domingo, no arranque do campeonato.

O ícone do basquetebol do Etzella decidiu regressar à competição alguns meses após a sua anunciada despedida. Com uma carreira de 20 anos ao serviço do clube de Ettelbrück, o jogador de origem cabo-verdiana que já representou a selecção grã-ducal, ouviu os pedidos do presidente, treinador, amigos, colegas e dirigentes para continuar a jogar. Coroou o regresso com uma vitória, vinte pontos e uma excelente exibição no domingo, no arranque do campeonato. Diz sentir-se em plenas condições para ajudar os jovens a crescer e formar uma equipa competitiva e não enjeita a possibilidade de ser treinador num futuro próximo.

Nelson Delgado regressou no domingo à primeira liga luxemburguesa de basquetebol (Total League) ao serviço do seu Etzella com uma excelente exibição e 20 pontos que ’pesaram’ favoravelmente na vitória dos nortistas frente aos Hedgehogs de Bascharage.

Com duas décadas de leais serviços ao serviço do clube do seu coração, o jogador de origem cabo-verdiana quer continuar a dar o contributo na conquista de títulos e ajudar os jovens que viu crescer a tornarem-se referências do clube, tal como ele.

Adora tudo o que envolve a tática do jogo e não enjeita a possibilidade de assumir as funções de treinador, de preferência, no Etzella.

Contacto – Depois de ter colocado um ponto final na sua carreira na última época, porque decidiu regressar à competição?

Nelson Delgado – Não foi uma decisão nada fácil para mim. Depois do último jogo da época passada, o presidente do clube disse-me que queria muito que eu continuasse a jogar e pediu-me para eu pensar melhor. O próprio treinador, família, vários amigos e os jogadores da equipa também me abordaram e pediram para eu continuar no clube porque se sentiam bem comigo, o que me obrigou a refletir aturadamente e regressar para fazer aquilo que mais gosto ao serviço do meu clube de sempre.

O que sentiu no domingo, frente ao Hedgehogs, no arranque do campeonato?

Senti sobretudo uma enorme alegria. Estava consciente de que este meu regresso à competição estava a gerar grandes expetativas a vários níveis quanto à minha performance. No entanto, devo referir que joguei sem qualquer tipo de pressão e as coisas correram muito bem. Ganhámos e eu fui o melhor marcador do jogo com a obtenção de vinte pontos. Melhor, era difícil.

Com 20 anos de clube, quais são as suas principais funções no seio da equipa?

Além de jogar, sou também amigo e confidente dos meus colegas. Faço um pouco de tudo no campo e fora dele e ajudo em tudo o que posso. Joguei com os pais de alguns dos atuais jogadores e a minha identificação com eles é muito grande. No Etzella temos um excelente ambiente entre jogadores, dirigentes e público. Somos como uma família e essa foi uma das principais razões que me fez aceitar o desafio de regressar à competição.

Esta vai ser a sua última época como jogador?

Desta vez não posso dizer que vai ser a última, porque vivi momentos muito difíceis antes de ter tomado a decisão de regressar. Depois de ter comunicado à imprensa que ia deixar de jogar, muita gente me disse que eu não devia voltar com a palavra atrás, outros diziam o contrário e toda essa pressão acabou por me perturbar imenso. Tive uma despedida como nunca pensei e a decisão de regressar não foi mesmo nada fácil. Felizmente tive o apoio de toda a família que me incentivou a regressar. Vou jogar enquanto sentir prazer e puder desempenhar as minhas funções em campo de forma correta. Não quero estabelecer um prazo concreto para parar, quando achar que o momento chegou, digo.

Como foi a receção da equipa quando regressou aos treinos?

Muito boa. Eles já tinham iniciado a preparação há duas semanas quando eu regressei das férias, em Portugal. Treinei bem e estamos em perfeita harmonia. Existe um grande potencial nesta equipa que é uma mistura de gente jovem e outros mais experientes, como é o meu caso. Sinto que posso dar o meu contributo para que o futuro deles seja mais risonho e isso dá-me uma grande motivação para continuar a jogar.

Quando deixar de jogar vai ser treinador?

É uma boa questão (risos). De uma coisa eu tenho a certeza, vou continuar ligado ao basquetebol. Quando disse que ia deixar de jogar, perguntaram-me de imediato se eu não queria treinar uma equipa de jovens do clube, mas sinceramente não me vejo a dirigir, para já, uma equipa com os mais pequenos. Talvez com os mais velhos, apesar de saber que o cargo de treinador exige muitas horas de trabalho. Não sei, neste momento ainda sou jogador. Gosto muito de tudo o que a tática envolve e por isso, sempre que posso, discuto e ajudo o meu treinador. Confesso que ser treinador tem uma vertente apaixonate. Sim, talvez possa enveredar mais tarde pela carreira de treinador.

No Etzella, ou em outros clubes?

Depois de ser tornado público que ia deixar de jogar, alguns clubes de menor dimensão também me ligaram para saber se eu estava interessado em dar-lhes uma ajuda, mesmo como treinador-jogador, mas na altura disse que não. A prioridade será, como é óbvio, treinar o Etzella, o clube ao qual estou ligado e onde tenho os meus filhos a jogar, mas no futuro nunca se sabe e a vida dá muitas voltas.

Nunca praticou outro desporto?

Sim, joguei ténis durante um ano e também futebol e até nem era mau, mas depois consagrei-me só ao basquetebol. Sinto-me talhado para desportos de equipa e o basquetebol é o meu desporto favorito desde sempre.

Que ambições ainda tem como jogador depois de ter alcançado tantos títulos?

Se não tivesse ambições não tinha regressado. Primeiro, quero provar que as minhas faculdades de jogador permanecem intactas e continuar a ganhar títulos, caso contrário ficava em casa. Depois, ajudar a reconstruir uma equipa verdadeiramente forte e competitiva. Já não estamos muito longe do Dudelange ou da Amicale. Chegamos às meias-finais do campeonato e isso é um indicador de que ainda falta alguma coisa para chegar ao topo. Acredito que podemos fazer algo de muito interessante num futuro próximo. Foi também por isso que o treinador me pediu para regressar e ajudar os jogadores mais jovens a ’crescer’ e tornarem-se referências no clube. Estou confiante de que este ano podemos fazer uma excelente temporada.

Tem algum jogador que seja uma referência para si?

Sim, atualmente o Lebron James na NBA, mas no passado é claro que o Michael Jordan foi uma figura incontornável do basquetebol mundial.

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