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Agressões no futsal: O que eles pensam dos castigos
Desporto 2 min. 13.02.2019

Agressões no futsal: O que eles pensam dos castigos

Agressões no futsal: O que eles pensam dos castigos

Foto: Ben Majerus
Desporto 2 min. 13.02.2019

Agressões no futsal: O que eles pensam dos castigos

O Contacto recolheu várias opiniões de jogadores, treinadores e árbitros sobre as agressões no jogo Wilwerwiltz-Wiltz (Liga 2) que levou à suspensão do campeonato de futsal e dos jogadores envolvidos nas agressões.

Charles Schaack, vice presidente da FLF: "Quanto aos castigos aplicados aos clubes e jogadores vou respeitar as decisões que foram tomadas. A comissão arbitral da FLF julgou os acontecimentos apenas com base no relatório do árbitro. As imagens dos vídeos que circularam nas redes sociais, e que poderão ter induzido em erro quem as viu, não foram tomadas em conta. Falei pessoalmente com o árbitro e li o relatório. Ele esteve no jogo Amicale – FC Differdange, na mesa de jogo, e pareceu-me bem. Disse-me que estava de acordo com as penas impostas e que se sentia bem. Apesar do empurrão que sofreu no final do jogo não apresentava lesões corporais visíveis, por isso não posso adiantar mais nada de relevante. Tenho de respeitar as decisões que foram tomadas quanto aos castigos. A má imagem que foi dada sobre a modalidade no jogo entre o Wilwerwiltz e o FC Wiltz não pode voltar a repetir-se."

Filipe Costa, dirigente do FC Differdange Futsal: "Penso que as penas aplicadas foram demasiado leves. O FC Wiltz vai pagar mais dinheiro de multa do que o jogador que agrediu o árbitro. Não percebo. O FC Differdange foi punido com 2.500 euros e seis jogos à porta fechada por ter sido enviada uma tocha para o campo na final da Taça do Luxemburgo. Quer dizer que a agressão a um árbitro é menos grave. Esta é a justiça da Federação Luxemburguesa de Futebol".


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Dois jogadores do FC Wiltz suspensos por três meses e dois anos e meio, respetivamente, e multas pecuniárias elevadas foram as penas que a comissão arbitral da FLF ditou na sequência das agressões em Wilwerwiltz.

Félix Pereira, árbitro federado de futsal: "Na minha opinião, foram leves. Não defendo a irradiação, como alguns pretendiam, até porque são jogadores jovens, mas defendia algo mais contundente. Espero que os jogadores possam refletir sobre o que fizeram. Todos erram. Árbitros, jogadores, dirigentes e treinadores, mas é fundamental que possam aceitar e perceber que é o árbitro quem decide. Bem ou mal. É hora de todos assumirem as suas responsabilidades para bem da modalidade".

Rui Pedro, treinador da UT Pétange: "A questão que se levanta não é se foi um castigo leve ou pesado. Simplesmente não deveria ter acontecido. Temos o hábito de reclamar por tudo e por nada. Creio que são necessárias formações a todos os níveis – arbitragem, treinadores e também dirigentes. Se não evoluirmos, arriscamo-nos a ’matar’ a modalidade".


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Tribunal Federal divulgou os castigos há momentos.

Georges Ramos, membro da Comissão de Futsal: "No fundo, a montanha pariu um rato. Já houve jogadores que por menos apanharam cinco anos de suspensão. Se era este o exemplo firme de disciplina que queriam dar, parece que não convenceram ninguém. Julgo que a maioria dos árbitros até ficou espantada com os castigos aplicados. Vamos ver as repercussões que isto vai ter no futuro".

Mika Pereira, jogador do Racing Luxembourg: "Inicialmente, pelo que vi nos vídeos, pensava que seriam mais pesadas. Mas eles são jovens e, como foi a primeira vez, espero que lhes sirva de lição. Acabar com a carreira seria também demasiado radical. O que não estou de acordo é que a FLF tivesse anulado a jornada anterior porque os outros clubes acabaram também por ser punidos e não tiveram culpa do que aconteceu".


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