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Adeptos impedidos de entrar no Portugal-Nigéria com t-shirt da Amnistia
Desporto 2 min. 18.11.2022
Mundial 2022

Adeptos impedidos de entrar no Portugal-Nigéria com t-shirt da Amnistia

A Amnistia viu ontem ser-lhe negada uma ação de solidariedade com os trabalhadores no Qatar, no jogo em Alvalade com a vitória da seleção nacional.
Mundial 2022

Adeptos impedidos de entrar no Portugal-Nigéria com t-shirt da Amnistia

A Amnistia viu ontem ser-lhe negada uma ação de solidariedade com os trabalhadores no Qatar, no jogo em Alvalade com a vitória da seleção nacional.
Foto: LUSA
Desporto 2 min. 18.11.2022
Mundial 2022

Adeptos impedidos de entrar no Portugal-Nigéria com t-shirt da Amnistia

Lusa
Lusa
Segundo a Amnistia Internacional, "os adeptos apenas poderiam entrar se despissem as camisolas", em prol dos direitos humanos no Qatar, e "as deixassem fora, colocando-as no lixo".

A Amnistia Internacional denunciou vários casos de adeptos que receberam uma t-shirt em prol dos direitos humanos antes do Portugal-Nigéria em futebol, em Alvalade, que foram impedidos de entrar com elas vestidas.

“Foi com tristeza e pesar que a Amnistia Internacional Portugal viu hoje ser restringida uma ação de solidariedade para com os trabalhadores migrantes no Qatar pelos seguranças no Estádio de Alvalade”, pode ler-se em comunicado divulgado, ontem à noite, por aquela organização em Portugal.

As cerca de mil ‘t-shirts’, que se assemelham aos coletes de trabalhadores da construção civil, da 'Equipa Esquecida', os migrantes que morreram, sofreram lesões e abusos de direitos humanos nos preparativos do Mundial2022, foram entregues antes do Portugal-Nigéria, particular de preparação.


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Segundo a Amnistia, vários adeptos denunciaram os seguranças no recinto, que os obrigavam “a tirar e entregar-lhes as camisolas”, o que foi comprovado por uma equipa de ativistas daquela organização.

“Tendo-lhes sido dada a mesma indicação: que apenas poderiam entrar se despissem as camisolas e as deixassem fora, colocando-as no lixo. Por fim, os seguranças recusaram-se a restituir as camisolas abandonadas aos ativistas da organização”, pode ler-se na nota.

A Amnistia acrescenta que os seguranças “justificaram esta ação respondendo às pessoas que estão a seguir indicações da Federação Portuguesa de Futebol”, instituição a quem pediram já “esclarecimentos urgentes”.

FPF justifica "excesso de zelo dos seguranças"

À Lusa, fonte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) explicou que a organização do encontro, a cargo da UEFA, não tinha sido informada da iniciativa, atribuindo esta ação a “alguns seguranças com excesso de zelo”.

Segundo a mesma fonte, a partir do momento em que a federação soube do caso, outros adeptos puderam entrar com as camisolas, defendeu.

“Esperamos que tudo não passe de um mal-entendido e que a Federação Portuguesa de Futebol possa esclarecer ou dissociar-se deste triste episódio de falta de respeito pela liberdade de expressão dos adeptos da nossa seleção”, considerou Pedro A. Neto, diretor executivo da Amnistia Internacional Portugal.


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Aquela organização “teme que este episódio seja mais uma mancha num evento que deveria também ser uma oportunidade de inclusão, respeito e promoção dos direitos humanos”, sentindo que foi restringido um direito à liberdade de expressão.

O Campeonato do Mundo masculino de futebol vai decorrer entre 20 de novembro e 18 de dezembro, com a seleção portuguesa apurada e inserida no grupo H, com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

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