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A árbitra portuguesa que sonha apitar uma final europeia
Tânia Morais treina no duro para manter a forma física ao mais alto nível

A árbitra portuguesa que sonha apitar uma final europeia

Fotos: Filipe Ferreira
Tânia Morais treina no duro para manter a forma física ao mais alto nível
Desporto 13 2 min. 14.03.2018

A árbitra portuguesa que sonha apitar uma final europeia

Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
“No Luxemburgo, gostava de apitar uma final da Taça; a nível internacional, uma final europeia feminina.”

As gotas de suor escorrem pela cara abaixo de Tânia Morais durante a sessão de treino, dedicado em exclusivo ao apuro físico. O esforço é visível, a exigência elevada, mas, para a árbitra portuguesa, natural de Seia, a hora do treino é sagrada. Tudo é rigor e disciplina. Durante os 75 exigentes minutos da sessão, cada exercício específico é encarado com a máxima seriedade. “Quem quer lutar pelos seus objetivos, não pode facilitar um milímetro”, justifica a incontornável figura da arbitragem no Grão-Ducado.

É normalmente durante hora de almoço que Tânia aproveita para se treinar com o seu preparador físico particular, duas vezes por semana, além dos treinos regulares com o quadro nacional e internacional de árbitros da Federação, no Instituto Nacional de Desportos. Sem contar as vezes que se treina sozinha, porque os objetivos são ambiciosos: “No Luxemburgo, gostava de apitar uma final da Taça; a nível internacional, uma final europeia feminina”, confessa.

Um dia normal de semana começa às 6h15, hora em que desperta. Depois, vai passear os dois cães, prepara-se e toma o pequeno-almoço, por volta das 7h15, no apartamento onde vive, nos arredores da capital.

Aí, logo começa o rigor – a primeira refeição tem, na ementa, iogurte, cereais, fruta, sumo, pão integral, por vezes, e também um café.

“Procuro evitar os açúcares e todo o tipo de alimentos que possam prejudicar-me. As exigências físicas na arbitragem de alto nível são enormes. Não posso facilitar”, esclarece.

Sai de casa, no carro, por volta das 8h00 da manhã, e segue para o trabalho, onde chega perto das 8h45, à PricewaterhauseCoopers, na Cloche D’or. Especialista em fiscalidade há 11 anos na conhecida empresa, Tânia usufrui de um horário flexível que se adapta aos treinos, estágios e competições, sejam nacionais ou internacionais.

“Felizmente posso adaptar o horário de trabalho às minhas necessidades. Por exemplo, no final do mês, vou apitar um torneio internacional feminino de sub-19, na Eslováquia, e em seguida tenho uma formação na UEFA. Posso trabalhar em casa e mesmo quando me desloco ao estrangeiro. Levo sempre o meu computador portátil e coloco o trabalho em dia ”, esclarece a árbitra que tem como referência o inglês Howard Webb.

Por volta do meio-dia, Tânia segue para o ginásio onde vai cumprir o programa estabelecido pelo preparador físico. Às 14h00 está de regresso ao trabalho na consultora onde permanece até cerca das 18h00, quando não tem de sair para encontros pontuais com clientes.

Perto das 18h30 está a colocar a chave na fechadura da porta de casa onde tem encontro marcado com os dois buldogues franceses do namorado, Nalo e Bady, para meia hora de passeio. O jantar, na maioria das vezes, é em casa dos pais, por volta das 19h30. Mas, como nem tudo tem de ser trabalho, rigor e disciplina, Tânia Morais ainda arranja tempo para, de vez em quando, ir beber um copo, normalmente com a prima ou amigos, num conhecido bar da capital.

O Contacto inicia esta semana uma nova rubrica, a publicar uma vez por mês, em que acompanha alguém num dia da sua atividade. Veja o vídeo em www.contacto.lu.

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