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2500 polícias "convocados" para os jogos finais da Liga das Nações
Desporto 6 min. 08.06.2019

2500 polícias "convocados" para os jogos finais da Liga das Nações

2500 polícias "convocados" para os jogos finais da Liga das Nações

Foto: AFP
Desporto 6 min. 08.06.2019

2500 polícias "convocados" para os jogos finais da Liga das Nações

As medidas de segurança não ficam por aqui, os adeptos vão ser divididos por nacionalidades: os portugueses vão poder ver o jogo na avenida dos Aliados e os holandeses no jardim Paulo Valada.

Cerca de 2.500 polícias estão afetados ao esquema de segurança para a final da Liga das Nações de futebol, o Portugal-Holanda, e para o jogo de atribuição do terceiro lugar, o Suíça-Inglaterra, ambos no domingo.

"Amanhã [domingo], entre Guimarães e Porto, vão estar cerca de 2.500 polícias a trabalhar na segurança das cidades e dos estádios, 1.500 no Porto e cerca de 1.000 em Guimarães, apoiados por 40 operacionais do INEM", explicou o diretor do gabinete de imprensa e relações públicas da Polícia de Segurança Pública (PSP), intendente Alexandre Coimbra, em conferência de imprensa na sede policial de Guimarães.

As autoridades referiram que estão vendidos até ao momento 48 mil bilhetes para a final, a realizar no Estádio do Dragão (19:45), no Porto, com "maioria" de adeptos portugueses, mas sem especificar o número de holandeses, e cerca de 15 mil (11.000 ingleses e 3.000 suíços) para o jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães (14:00).

Questionado sobre a presença de adeptos considerados perigosos em Portugal, nomeadamente ingleses ligados a movimentos de extrema-direita no seu país, Alexandre Coimbra confirmou a presença de adeptos com historial de problemas no âmbito de jogos de futebol.

Contudo, frisou que os que estão cá "foram autorizados a deslocar-se" e não impendem sobre eles as chamadas 'banning orders', que proíbem adeptos de assistirem a jogos de futebol em Inglaterra e de viajarem com esse intuito, tendo revelado existirem "cerca de 1.500 adeptos ingleses" sob essa restrição.

"[Os que estão cá com historial de problemas] Estão identificados e monitorizados pelos 'spotters' portugueses e ingleses e estão a ser devidamente acompanhados e, se colocarem em causa a segurança de terceiros, agiremos", disse.

Alexandre Coimbra fez um balanço positivo do esquema de segurança da Liga das Nações até ao momento.

"Há uma monitorização permanente dos adeptos dos vários países presentes e uma gestão dos meios para uma atuação eficiente e eficaz. Temos trabalhado proximamente com os 'spotters' dos países presentes, o que tem permitido uma partilha muito eficaz de informação no terreno", disse, detalhando que "o policiamento assenta sobretudo na prevenção".

Informou que houve a detenção de seis pessoas (quatro portugueses e dois ingleses), dois identificados (um inglês e um holandês), cinco feridos (dois polícias portugueses, um inglês e dois norte-americanos), 11 vítimas de furtos (sete holandeses e quatro ingleses), além de "várias intervenções em pequenos focos de desordem, prontamente sanados".

Os responsáveis alertaram para os habituais condicionalismos de trânsito nas respetivas cidades, aconselhando os adeptos a deslocarem-se atempadamente para os recintos e, preferencialmente, de transportes públicos.

Alexandre Coimbra explicou ainda a intervenção policial sobre adeptos ingleses na Avenida dos Aliados, na quarta-feira.

"Foi uma situação em que a PSP foi obrigada a intervir para impedir que escalasse e tomasse outras proporções, porque estava a haver uma desordem entre adeptos ingleses e de outras nacionalidades", disse.

O responsável frisou que "foi um foco pontual, que resultou na detenção de dois adeptos ingleses" e que "infelizmente acontecem nestes ventos com uma grande concentração de pessoas".

Esses dois adeptos foram presentes a tribunal no dia seguinte, no Porto, e condenados a penas de multa de 400 e 600 euros, sendo que, quando regressarem ao seu país, deverão ser alvo das referidas 'banning orders', que os impedirão de assistirem a jogos de futebol durante alguns anos, informou Alexandre Coimbra.

Garrafas proibidas na Avenida dos Aliados

A entrada de garrafas de vidro no perímetro da Avenida dos Aliados, no Porto, vai estar proibida para minimizar o risco de incidentes durante a final entre Portugal e a Holanda da Liga das Nações de futebol.

Numa conferência de imprensa convocada para o início da tarde de este sábado, no Centro de Gestão Integrada do município do Porto, o superintendente da PSP, Mário Pereira, explicou que a decisão foi tomada em conjunto com a Câmara Municipal do Porto, depois de alguns excessos cometidos pelos adeptos ingleses.

"A experiência mostra-nos que o vidro potencia alguns riscos e excessos, pelo que foi considerado um fator de risco, uma vez que tem potenciado desacatos. Assim, consideramos, que seria de todo interessante, nos locais de concentração maciça e pessoas, se pudesse eliminar esse fator de risco e minimizar o risco", explicou.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, acrescentou que a experiência acumulada na gestão de eventos como este, no caso particular das Festas de São João e da Passagem de Ano, mostra que são recolhidas cerca de 17 toneladas de vidro do chão, o que para além do impacto ambiental grande que tem, representa também um fator de risco acrescido.

"Houve outras cidades e podemos falar no caso de Lisboa que já criou um conjunto de inibições relativamente ao transporte deste tipo de bebidas para os locais onde estes acontecimentos decorrem, nós não o temos feito, mas esta é uma boa oportunidade também para testarmos a eficiência e como é que as pessoas reagem a isto. Neste caso, fazemo-lo porque houve incidentes que recomendam mesmo que nós o façamos", concluiu.

Nesse sentido, esclareceu o superintendente Mário Pereira, vão ser montados seis pontos de condicionamento e revista - dois a norte, dois no centro e dois a sul - que vão vigorar entre o 12:00 e as 24:00.

"O que se pretende aqui é evitar que as pessoas transportem para dentro deste recinto objetos que possam ser considerados perigosos, nomeadamente garrafas de vidro, latas ou ouros objetos que pela sua natureza possam vir a causar algum problema", sublinhou aquele responsável, sublinhou que também a venda de garrafas de vidro e metal está interdita dentro deste perímetro.

Para além disso, autarquia e PSP decidiram ainda fechar a Avenida dos Aliados à circulação automóvel, no perímetro entre as traseiras do edifício da câmara municipal e a Praça da Liberdade, e a estação de metro da Avenida dos Aliados.

Ainda segundo a PSP, a Avenida dos Aliados vai ser de acesso exclusivo para adeptos da seleção nacional, podendo, contudo, as autoridades permitir a entrada de outros adeptos após revista e averiguação da situação.

Já os adeptos holandeses - cerca de 4 a 5 mil que são esperados - ficam circunscritos ao Jardim Paulo Vallada, o local definido pela PSP para a sua concentração.

"Na Alfândega haverá também uma infraestrutura montada pela câmara, um écran gigante, que vai estar aberto à população em geral, independentemente do tipo de adeptos", disse.

A operação montada prevê ainda duas áreas para chegada de autocarros com adeptos, a Praça Velásquez para autocarros de adeptos da seleção portuguesa, e o parque da Bonjóia para autocarros de adeptos holandeses".

"Ao nível da deslocação de adeptos, o plano definido passa pela linha dos combatentes que dá acesso a próximo da Praça Velásquez e temos também a linha do Dragão para dar acesso mais próximo ao jogo. É expectável que os adeptos holandeses possam utilizar também esta linha para aceder ao Jardim Paulo Valada", salientou.

Segundo a PSP, é desta localização que vai partir uma ‘fan walk’ até ao Estádio do Dragão, que vai ter três perímetros: o primeiro perímetro destinado a interdições rodoviárias; um segundo perímetro de acesso de pessoas titulares de bilhetes ou credencial e o um terceiro perímetro para entrar dentro do estádio.

Na abertura da conferencia de imprensa sobre o plano de mobilidade, segurança e limpeza para o jogo da final da Liga das Nações, entre Portugal e Holanda, o presidente da autarquia, revelou ainda que um estudo levado a cabo pelo IPAM "aponta para externalidades positivas na ordem dos 150 milhões de euros".

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