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Xutos & Pontapés: Morreu Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos
Cultura 7 13 min. 30.11.2017 Do nosso arquivo online

Xutos & Pontapés: Morreu Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos

Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés

Xutos & Pontapés: Morreu Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos

Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés
Cultura 7 13 min. 30.11.2017 Do nosso arquivo online

Xutos & Pontapés: Morreu Zé Pedro, guitarrista e fundador dos Xutos

O guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, morreu esta quinta-feira, 30 de novembro, em Lisboa, aos 61 anos, vítima de doença prolongada. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou pesar pela morte do guitarrista, que classificou como um "guerreiro da alegria" e "da vontade de viver".

O guitarrista e fundador dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, morreu esta quinta-feira, 30 de novembro, em Lisboa, aos 61 anos, vítima de doença prolongada.

Zé Pedro estava doente há vários meses, mas a situação foi sempre mantida de forma discreta pelo grupo, tendo só sido assumida publicamente em novembro, a propósito do concerto de fim de digressão dos Xutos & Pontapés, no Coliseu de Lisboa.

José Pedro Amaro dos Santos Reis nasceu em Lisboa, em 14 de setembro de 1956, numa família de sete irmãos, “com um pai militar, não autoritário, e uma mãe militante-dos-valores-familiares”, como recordou num dos capítulos da biografia “Não sou o único” (2007), escrita pela irmã, Helena Reis.

Os Xutos & Pontapés estrearam-se em palco há mais de 35 anos, a 13 de janeiro de 1979 nos Alunos de Apolo, em Lisboa, numa noite de celebração do rock n’roll e de despedida dos Faíscas.

O último concerto de Zé Pedro, com os Xutos, aconteceu no passado dia 4 de Novembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Em palco, Zé Pedro estava visivelmente debilitado.

Os Xutos estiveram no Luxemburgo no passado dia 18 de novembro de 2017, mas já sem o Zé Pedro, que tinha iniciado um novo tratamento.

Mais de 15 anos depois de ter descoberto que contraiu Hepatite C, o mítico guitarrista submeteu-se a um "novo tratamento", sem dar pormenores sobre a doença de que padecia.

Na altura, Zé Pedro escreveu: "Como sabem, tenho andado na luta da vida com alguns problemas de saúde... Tentei e tento dar sempre o melhor de mim. O vosso carinho, o vosso amor, a vossa energia, toda a força que me transmitem é-me tão forte e vital que só posso humildemente agradecer... Obrigado também a todos os que ontem gritaram o meu nome e fizeram com que tivesse força para continuar naquele palco até ao fim".

O último concerto de Zé Pedro, com os Xutos: Dia 4 de Novembro, Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
O último concerto de Zé Pedro, com os Xutos: Dia 4 de Novembro, Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

O percurso de uma estrela do rock, sem "vaidade exagerada"

Zé Pedro tinha na banda a força que o puxava para a rua e assumiu com orgulho ser “uma estrela do rock”, mas sem “uma vaidade exagerada”.

A relação com a música vem desde novo, por influência do pai, e uma das memórias é uma ida ao festival Cascais Jazz, na adolescência.

Nos anos de 1970, escreveu crónicas de música no suplemento Mosca, do Diário de Lisboa, e gastou o primeiro ordenado num aparelho de rádio. No verão de 1977, numa viagem de comboio pela Europa foi a um festival punk no sul de França, que terá sido decisivo para a formação pessoal e para o que queria fazer de futuro.

De regresso a Lisboa, mergulhado na estética punk rock, conheceu o músico Pedro Ayres Magalhães, então dos Faíscas, do qual se torna 'manager' oficial.

Foi no final dessa década de 1970 que Zé Pedro, juntamente com Zé Leonel e Paulo Borges, decidiu criar uma banda, batizada de Delirium Tremens. Passou depois a chamar-se Xutos & Pontapés, já com a entrada de Kalú e de Tim para o lugar de Paulo Borges.

João Cabeleira e Zé Pedro
João Cabeleira e Zé Pedro

O primeiro ensaio aconteceu em dezembro de 1978, na Senófila, em Lisboa, e o primeiro concerto realizou-se em 13 de janeiro de 1979, nos Alunos de Apolo, em Lisboa. São estas as datas-chave do aparecimento do mais duradouro grupo rock português, que fez de Zé Pedro um dos mais carismáticos, conhecidos e acarinhados guitarristas da música portuguesa.

Numa entrevista ao Diário de Notícias em 2016, Zé Pedro dizia: "O rock'n'roll é um estado de espírito, e uma pessoa ou sente ou não sente. Não é preciso ser músico para se sentir, tem que ver com aventura. Pode ter que ver com uns certos limites na vida, mas tem, acima de tudo, que ver com a realização pessoal de uma vida mexida”.

Anos antes, na biografia “Não sou o único”, que Helena Reis escreveu sobre o irmão, lia-se: “A grande força que o puxava para a rua, para a vida, eram os Xutos & Pontapés, a noite, o movimento, os sons do espetáculo”.

É nesta biografia que Zé Pedro também fala sobre os pais e os irmãos, os altos e baixos da carreira dos Xutos e Pontapés e os problemas com a droga e o álcool, que quase lhe tiraram a vida em 2001, quando sofreu uma hemorragia interna.

Em maio de 2011, por causa de novos problemas de saúde, fez um transplante de fígado e, pouco tempo depois, voltou aos concertos, porque dizia que estar em cima de um palco lhe dava saúde.

Colecionador de música, a par da vida nos Xutos & Pontapés, Zé Pedro desdobrava-se noutros projetos, como a rádio, tendo colaborado com Jaime Fernandes e Luís Filipe Barros na Rádio Comercial, com Henrique Amaro, na Rádio Energia, com Miguel Quintão na Vox ou, mais recentemente, na Rádio Radar.

Foi ainda DJ, um dos gerentes e diretor artístico do Johnny Guitar, fez parte dos Cavacos, do Palma’s Gang, dos Maduros, dos Ladrões do Tempo, congregando várias gerações de músicos e de públicos.

Em 2004, quando os Xutos & Pontapés celebraram 25 anos de carreira, os cinco músicos da banda – Tim, Zé Pedro, Kalú, João Cabeleira e Gui – foram agraciados pelo então presidente da República Jorge Sampaio com o grau de comendador da Ordem de Mérito, por “serviços meritórios” prestados ao país.

Em 2011, depois do transplante de fígado, razão pela qual mudou o estilo de vida, Zé Pedro recordou em entrevista ao Expresso que sempre assumiu ser “uma estrela do rock”, com orgulho, mas sem “uma vaidade exagerada”.

Nesse ano, quando lançou o álbum de parcerias "Convidado: Zé Pedro", Zé Pedro disse, em entrevista à agência Lusa, estar agradecido pela vida que teve: "Enquanto se cá está, tem que se estar a fazer coisas e, se tens a oportunidade de as fazer, não se pode desperdiçar. Felizmente, não sou nada nostálgico. As coisas foram vividas na altura certa e o que foi não volta a ser".

Reações à morte de Zé Pedro

O músico e vocalista dos Mão Morta, Adolfo Luxúria Canibal, classificou hoje o guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, como “uma pessoa de uma bondade extrema”, que nunca se traiu a si próprio.

O guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, morreu hoje, em Lisboa, aos 61 anos, disse à Lusa fonte próxima da família.

Em declarações à Lusa, Adolfo Luxúria Canibal declarou que Zé Pedro “era uma figura da música portuguesa, um exemplo”.

“O seu percurso com os Xutos, a forma como criou os Xutos, a forma como lutou para que os Xutos tivessem um nome e a forma como, depois de os Xutos se tornarem numa referência da música moderna portuguesa, do rock em Portugal, a forma como lidou bem com a fama sem nunca se trair a si próprio”, destacou o músico.

O vocalista realçou que Zé Pedro “era uma autêntica enciclopédia” do rock e “uma pessoa de uma bondade extrema”.

“Nunca o ouvi desejar mal a ninguém e [estava] sempre pronto a ajudar. Nesse sentido era muito particular. O Zé Pedro era o Zé Pedro”, disse.

Alexandre Cortez recorda “pessoa maravilhosa” com "enorme sentido de justiça"

O músico fundador dos Rádio Macau, Alexandre Cortez, lembra o guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, como “uma pessoa maravilhosa” e “generosa” com “enorme sentido de justiça”, que gostava de o “praticar o bem”.

Em declarações à agência Lusa, Alexandre Cortez declarou que Zé Pedro era uma “pessoa maravilhosa” e com um caráter “muito generoso” e “muito grandioso”.

“Eu recordo o Zé Pedro enquanto uma pessoa maravilhosa. Privei muito com ele, tínhamos muitas aventuras, tocámos juntos muitas vezes, viajámos juntos, e o Zé Pedro foi sempre uma pessoa com uma personalidade incrível, de uma grande generosidade, um caráter muito generoso e um caráter muito grandioso”, conta.

Alexandre Cortez recorda também que nunca se lembra de ter visto Zé Pedro a tomar uma atitude incorreta ou de ter sido alguma vez injusto.

“Ele tinha um sentido de justiça enorme. Era uma pessoa com enorme sentido de justiça, que gostava de praticar o bem. Sentia-se mesmo isso nas suas atitudes. Tentava sempre ajudar os outros. Tinha sempre uma palavra de amizade, de compreensão nos momentos difíceis”, refere o músico português.

Alexandre Cortez acrescenta que Zé Pedro, enquanto amigo, foi sempre uma pessoa que me demonstrou essa amizade de ”forma incondicional”.

“Nunca houve um momento qualquer que eu sentisse que ele vacilou por alguma razão”.

Presidente da República lamenta morte de um guerreiro "da vontade de viver"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, manifestou hoje o seu pesar pela morte do guitarrista dos Xutos & Pontapés, Zé Pedro, que classificou como um "guerreiro da alegria" e "da vontade de viver".

"Era um guerreiro da alegria, da vontade de viver, de superar dificuldades, de nunca desistir. Chegou cedo demais o descanso deste guerreiro, que certamente não será esquecido por tantos e tantos amigos que deixou", escreveu o chefe de Estado, numa mensagem colocada no 'site' da Presidência da República.

Depois de manifestar o seu pesar a "toda a família e amigos do Zé Pedro", lembrando que o músico "era assim afetuosamente tratado por todos os portugueses", Marcelo recorda que "os seus primeiros passos na música coincidiram com o despertar do país para o movimento punk, tendo mais tarde fundado uma das maiores bandas de rock de Portugal, e sobretudo uma das que mais tempo sobreviveu e acompanhou várias gerações".

Câmara de Lisboa destaca percurso "intimamente ligado" à cidade

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) lamentou hoje a morte do guitarrista Zé Pedro, destacando um percurso de vida “intimamente ligado” à cidade, onde nasceu e viveu.

“Lisboa lamenta a morte de Zé Pedro, guitarrista dos Xutos e Pontapés, e destaca a sua longa carreira e ligação à cidade. O percurso de Zé Pedro, e da banda de que foi um dos fundadores, está intimamente ligado a Lisboa e a espaços tão marcantes para a afirmação do rock português como o Rock Rendez-Vous e o Johnny Guitar”, refere a autarquia, num comunicado hoje divulgado.

Foto de arquivo de 27 maio 2010 do guitarrista Zé Pedro, da Banda Xutos & Pontapés que morreu hoje aos 61 anos, 30 novembro 2017. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Foto de arquivo de 27 maio 2010 do guitarrista Zé Pedro, da Banda Xutos & Pontapés que morreu hoje aos 61 anos, 30 novembro 2017. MIGUEL A. LOPES/LUSA
LUSA

A CML, considerando que Zé Pedro se “afirmou como uma das figuras mais icónicas da música portuguesa”, recorda que, em 2009, os Xutos & Pontapés foram distinguidos com a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro.

“Com o seu desaparecimento a música portuguesa perde um dos nomes mais populares e marcantes”, lê-se no comunicado.

Ministro da Cultura realça contributo para êxito dos Xutos & Pontapés

O músico Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés, hoje falecido, “contribuiu de forma decisiva e inovadora para o sucesso continuado de uma das mais prestigiadas bandas rock nacionais”, afirma o ministro da Cultura, em comunicado.

Luís Filipe de Castro Mendes “lamenta profundamente a morte do músico Zé Pedro”, guitarrista e fundador dos Xutos e Pontapés, que "contribuiu de forma decisiva e inovadora para a história da música eletrónica em Portugal e para o sucesso continuado de uma das mais prestigiadas bandas rock nacionais”.

“O seu entusiasmo, carisma e empatia deixaram uma marca indelével no panorama musical português, com músicas que acompanharam várias gerações, que o admiram com reconhecida ternura”, afirma Castro Mendes.

“Dotado de um sentido musical notável, a música foi o seu sonho desde cedo e com ela conseguiu transformar o universo do rock português, a par da vida de muitos milhares de pessoas”, afirma Castro Mendes, que traça o percurso do guitarrista “desde os ensaios na garagem de casa do seu avô, ainda adolescente, até aos dias de hoje, em grandes palcos portugueses e estrangeiros”.

Zé Pedro “teve uma vida intensa e uma brilhante carreira ao longo de quatro décadas”.

O músico, “que dizia ter sempre as mãos ocupadas com a guitarra, deixa-nos canções, como o ‘Ai a minha vida’, ‘À Minha Maneira’ ou ‘Contentores’, que inspiram também um retrato especial do país e de um certo modo de ser português”, remata o ministro da Cultura, que envia “sentidas condolências” à família.

Henrique Amaro recorda o sorriso do fundador dos Xutos & Pontapés

O radialista Henrique Amaro recordou "o sorriso" e o "fundador da maior banda de 'rock and roll' de Portugal", o guitarrista Zé Pedro, fazendo paralelo entre a morte do músico português e a de ícones como David Bowie.

"É uma pessoa muito importante, o sorriso e o fundador da maior banda de 'rock and roll' de Portugal [os Xutos & Pontapés], uma figura que ficará eternamente na história da música produzida em Portugal", afirmou Henrique Amaro, que há mais de 20 anos tem programas dedicados à música portuguesa, em declarações à agência Lusa.

Para Henrique Amaro, a morte de um músico como Zé Pedro "é uma experiência que todos os portugueses estão a viver pela primeira vez".

"Andamos a viver a morte dos outros, dos ícones, dos pilares da nossa 'igreja' há muito -- David Bowie, Kurt Cobain -- mas dos nossos, dos nossos músicos elétricos, é uma experiência nova. Felizmente não temos tido essa experiência. Até agora, assim próximo desta realidade, só o João Aguardela [dos Sitiados], o João Ribas [dos Censurados] e agora, muito, o Zé Pedro", considerou.

O radialista destacou "um lado de simpatia que extravasa e conquista todos aqueles que com ele lidaram".

"A ideia de palco e plateia numa banda gigantesca como os Xutos & Pontapés nunca aconteceu", disse, acrescentando que Zé Pedro "foi uma das primeiras pessoas a quebrar isso".

Lisboa, PORTUGAL: Xutos e Pontapes promo photos at Campo Pequeno in Lisboa, Wednesday, Oct. 17, 2012.
Lisboa, PORTUGAL: Xutos e Pontapes promo photos at Campo Pequeno in Lisboa, Wednesday, Oct. 17, 2012.
Rui M Leal

O guitarrista, considerou, "sempre conseguiu fazer da plateia até ao palco uma planície". "O sorriso, a maneira de estar, antes e depois com as pessoas que gostavam ou com ele queriam conviver, foi exemplar e pedagógica para todos", disse.

Henrique Amaro lembrou ainda que Zé Pedro "alargava o seu raio de ação a muitas outras iniciativas". "Foi ele que fundou o Johnny Guitar junto com o Alex [Cortez], teve vontade de ter um clube de rock por sentir que Lisboa tinha essa falta, fez e produziu discos", recordou.

Além disso, o guitarrista "estava sempre ao lado daquilo que acontecia, nunca foi uma pessoa adormecida em relação às bandas emergentes -- fez os Censurados, os Pontos Negros, os Lulu Blind".


Cerimónias fúnebres a partir de sexta-feira no Mosteiro dos Jerónimos

As cerimónias fúnebres do guitarrista José Pedro, da banda Xutos & Pontapés, hoje falecido, realizam-se na sexta-feira, em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, disse fonte próxima da família.

O velório do guitarrista dos Xutos & Pontapés realiza-se a partir das 16:00, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, onde, no sábado, é celebrada missa de corpo presente, pelas 14:00 locais (mais uma hora no Luxemburgo).

O funeral e a cerimónia de cremação, que se realizam em seguida, são reservados à família, disse a mesma fonte.

(Última atualização às 20:49)

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