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Vídeo. Chico Buarque também canta a Grândola à janela
Cultura 25.04.2020

Vídeo. Chico Buarque também canta a Grândola à janela

A vida do músico Chico Buarque e todas as letras que escreveu estão pela primeira vez reunidas num único livro, intitulado “Tantas Palavras”.

Vídeo. Chico Buarque também canta a Grândola à janela

A vida do músico Chico Buarque e todas as letras que escreveu estão pela primeira vez reunidas num único livro, intitulado “Tantas Palavras”.
Foto: Internet
Cultura 25.04.2020

Vídeo. Chico Buarque também canta a Grândola à janela

Impedido de receber o Prémio Camões, o cantor não deixou de assinalar a Revolução de Abril. Num vídeo publicado nas redes sociais citou Tanto Mar para pedir solidariedade com os "irmãos brasileiros, que estão mais do que nunca necessitados de um cheirinho a alecrim".

"Não descerei a Avenida convosco mas esta tarde deixarei na janela cravos vermelhos e cantarei alto e bom som Grândola Vila Morena", comprometeu-se o cantor e escritor num vídeo partilhado nas redes sociais pela Companhia das Letras. 

"Hoje, o Chico Buarque estaria aqui connosco, para celebrar este dia tão especial, e para receber o merecido Prémio Camões pela sua obra literária", recordou a editora responsável pela publicação da obra do brasileiro que ganhou a distinção no ano passado. Face à pandemia, o Minisério da Cultura indicou que "a entrega do Prémio Camões será remarcada para data a definir".

Envolta em polémica, a atribuição do prémio literário estava marcada para este 25 de abril à revelia do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que, em outubro, se recusou a assinar o diploma.  "Até 31 de dezembro de 2026, eu assino", atirou a hipótese para o fim de um eventual segundo mandato. Em resposta, Chico Buarque esclareceu que "a não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prémio Camões".

De resto, vigilante em relação à crescente tensão entre o governo do antigo capitão do exército, Jair Messias Bolsonaro, e as instituições democráticas do Brasil, Chico Buarque pediu aos portugueses que "guardem o pensamento para os seus irmãos brasileiros, que estão mais do que nunca necessitados de um cheirinho de alecrim". 

De resto, em 78, o autor e compositor fazia a mesma referência à liberdade no tema Tanto Mar que dedicou à Revolução de Abril. Por essa altura, o Brasil ainda vivia debaixo de uma ditadura militar. Perseguido pela ditadura, Buarque cantava "Canta a primavera, pá; Cá estou carente;, Manda novamente; Algum cheirinho de alecrim". 


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