Escolha as suas informações

The Only Living Boy in New York: Nova Iorque já não é o que era
Jeff Bridges raramente se engana e parece ter poucas dúvidas quando escolhe um filme.

The Only Living Boy in New York: Nova Iorque já não é o que era

Jeff Bridges raramente se engana e parece ter poucas dúvidas quando escolhe um filme.
Cultura 2 min. 25.10.2017

The Only Living Boy in New York: Nova Iorque já não é o que era

Mesmo quando a seleção se revela errada, o ator Jeff Bridges consegue fazer muito com pouco e sai sempre pela porta grande.

Jeff Bridges já foi o meu ator preferido. Para falar verdade, agora não saberia responder a essa questão: quem é o meu ator preferido? Não sei, mas uma coisa é certa, Bridges continua a estar no top dos melhores atores dos últimos 30 anos. É um homem que raramente se engana e parece ter poucas dúvidas quando escolhe um filme. Mesmo quando a seleção se revela errada, o ator consegue fazer muito com pouco e sai sempre pela porta grande.

É o caso de “The Only Living Boy in New York”. Trata-se de um filme que podia ser melhor. Mas muito melhor. E se há uma coisa boa é a atuação (e mesmo o papel) de Jeff Bridges. Quando ele aparece o filme dá um salto qualitativo. Vê-se que lá no fundo, no fundo, havia coisas boas para contar e belas maneiras de o fazer, mas os criadores desta obra passaram ao lado da oportunidade.

“The Only Living Boy in New York” acompanha um recém-licenciado chamado Thomas (Callum Turner) que, como a maioria dos rapazes da sua idade e nesta situação, não sabe o que fazer na vida. Contudo, o jovem não tem dificuldades económicas, já que o seu pai é um editor de sucesso (Pierce Brosnan) e a mãe é artista (Cynthia Nixon), mas ambos são, digamos, especiais...

Thomas é, acima de tudo, um rapaz que está permanentemente deprimido e que não tem grande coisa na cabeça. Uma das razões para o seu estado poderá ser o facto de a sua bela amiga (Kiersey Clemons) não querer nada com ele.

Porque este jovem, pouco empático, está no coração do filme, o público terá dificuldades para se preocupar minimamente com tudo o que se passa com ele. E é aqui que entra Jeff Bridges, no papel de W. F., um misterioso vizinho que gosta de conversar e, sobretudo, de beber.

W. F. passa a ser uma espécie de “coach” (acho que é assim que se diz agora) do jovem Thomas. O filme não explica como é que W. F. aterra na vida de Thomas nem como o homem sabe tanto sobre ele e sobre os seus pais (sobretudo sobre a amante do pai), mas se lhe perdoarmos esta falha, a partir daqui, as coisas ficam muito mais apetitosas.

Thomas vai descobrir o passado e os segredos, velhos e novos, da sua família e, obviamente, conhecer-se melhor. Falha sempre a falta de empatia com a personagem, o que deixa os espetadores a marimbarem-se para o destino de um tal parvalhão.

“The Only Living Boy in New York”, de Mark Webb, com Callum Turner, Pierce Brosnan, Kate Beckinsale, Kiersey Clemons e Cynthia Nixon.

Raúl Reis

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.