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The Mountains between us: Montanha mágica
Kate Winslet à espera que passe um táxi para a levar ao hotel.

The Mountains between us: Montanha mágica

Kate Winslet à espera que passe um táxi para a levar ao hotel.
Cultura 2 min. 18.10.2017

The Mountains between us: Montanha mágica

Se há alguém à face da Terra que sabe como sobreviver a uma catástrofe é Kate Winslet. Ou já esqueceram que a atriz foi um dos miraculados do naufrágio do Titanic?

Se há alguém à face da Terra que sabe como sobreviver a uma catástrofe é Kate Winslet. Ou já esqueceram que a atriz foi um dos miraculados do naufrágio do Titanic?

Talvez tenham sido as suas capacidades de resistência em situações difíceis que convenceram os criadores de “The Mountain Between Us” a contratar a atriz. Neste caso, o cenário não é o oceano mas uma montanha gelada. E como é que Kate Winslet lá vai parar? Simples: o avião em que viaja despenha-se.

Mas comecemos pelo princípio. O filme arranca em Salt Lake City onde o aeroporto está fechado por causa do mau tempo. A personagem de Kate, acompanhada por um brilhante neurologista (Idris Elba), decide alugar uma avioneta porque ambos têm compromissos inadiáveis.

Cada membro do público reage como se estivesse a ver um daqueles filmes de terror manhosos: no momento em que a menina mais fragilzinha se aventura no escuto sozinha temos vontade de gritar “não vás!”. Mas o casalinho apanha mesmo o avião. Afinal ela é uma corajosa fotojornalista e ele um brilhante e bem sucedido cirurgião; só por isso são mais espertos do que toda a gente.

O piloto do avião (Beau Bridges) é menos aguerrido e dinâmico do que os seus passageiros. Já com uma certa idade, o homem não inspira confiança a ninguém mas parece conhecer truques de velha raposa.

Apesar de tudo, e não estou aqui a estragar a história, o avião cai e os dois garbosos passageiros vão ter de se desenrascar na encosta de uma montanha gelada.

E é aqui que os espetadores vão ficar mais desiludidos. Antes de mais nada aconselho a não verem o “trailer” se forem ao cinema assistir a “The Mountain Between Us” porque estraga muita coisa. E depois – e aqui não podemos fazer nada para resolver o problema – os atores não parecem muito preocupados com a terrível situação que vivem, isolados numa montanha cheia de neve longe de toda e qualquer lugar civilizado. O nível de preocupação demonstrado é equivalente ao de alguém que não se lembra onde colocou os óculos de sol, mas inferior ao stress de quem não encontra o passaporte na véspera de ir de férias para as Maldivas.

“The Mountain Between Us” de Hany Abu-Assad, com Kate Winslet, Idris Elba e Beau Bridges.

Raúl Reis