Teatros não querem voltar a baixar a cortina
Teatros não querem voltar a baixar a cortina
Confrontados com um segundo encerramento forçado, os teatros recusam o que está posto e aprovado pela Câmara dos Deputados. Numa carta aberta enviada ao líder do Executivo, a Federação do Teatro e a Rede Luxemburguesa de Centros Culturais Regionais questionam a lógica da decisão, uma vez que, desde a reabertura no desconfinamento de junho, as autoridades de saúde não identificaram qualquer casa ou surto com origem numa sala de espetáculos ou até mesmo num ensaio.
A partir desta quinta-feira o Luxemburgo está em confinamento parcial para conter a propagação do novo coronavírus. Cafés, restaurantes, cinemas, teatros, ginásios e piscinas vão estar encerrados até, pelo menos, 15 de dezembro. Na cultura, museus, bibliotecas e galerias de arte podem continuar a trabalhar. Apesar de se congratularem com as circunstâncias dos restantes produtores culturais, os atores não compreendem porque razão o governo prefere manter lojas abertas e encerrar-lhes o ganha pão.
Num alerta a longo prazo, estas salas de espetáculo reclamam o direito a existir e denunciam um opção "que impede - mais uma vez - o público de usufruir plenamente do direito fundamental que é parte integrante dos direitos humanos, que é a cultura".
Para os signatários da carta, nada justifica este novo encerramento, uma vez que "os teatros são lugares seguros" e estão bem adaptados às restrições que acompanham a pandemia do novo coronavírus. Levantam ainda a questão de saber se, "numa época de ansiedade em que o distanciamento físico e social são as palavras de ordem, os lugares culturais - e mais particularmente os teatros - não são os últimos espaços que garantem a coesão social".
Enviada antes da votação do novo pacote de restrições que a Câmara votou na passada quarta-feira, a missiva não teve no entanto o efeito desejado.
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