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Os Abba estão de volta e “viajam para o futuro”
Cultura 2 3 min. 03.09.2021
Sucesso musical

Os Abba estão de volta e “viajam para o futuro”

Sucesso musical

Os Abba estão de volta e “viajam para o futuro”

Industrial Light And/PA Media/dp
Cultura 2 3 min. 03.09.2021
Sucesso musical

Os Abba estão de volta e “viajam para o futuro”

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
40 anos depois, estão mais futuristas que nunca, com espetáculos feitos com avatares e maravilhas tecnológicas. O álbum Voyage sai a 5 de novembro, no Youtube já estão em destaque.

Parecia impossível, e eles próprios já tinham dito que juntarem-se de novo não estava nos planos. Agnetha Fältskog (a loura do quarteto sueco) avisara que não pretendia voltar a conviver com o ex-marido e também membro do grupo, Björn Ulvaeus, após um divórcio muito antigo (1980) e muito desagradável. Além disso, preferia continuar escondida numa quinta isolada, depois de ter revelado que a experiência com a fama e a constante exposição tinha sido traumática.

Mas eles estão aí: o grupo que foi um dos maiores sucessos da cultura popular dos anos 70 do século XX, e que continua a pôr novas gerações a dançar, voltaram ao estúdio e voltarão aos palcos, quando já nada o fazia esperar. O álbum Voyage será lançado a 5 de novembro, e duas faixas, 'I Still Have Faith in You', e 'Don’t Shut me Down', estão no Youtube e com milhões de visualizações.

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.

A última manifestação artística dos ABBA deu-se em 1981, com o álbum The Visitors. Mas o grupo formado em 1972, em Estocolmo, por Benny Andersson, Agnetha Fältskog, Anni-Frid Lyngstad and Björn Ulvaeus provou que não parou no tempo. A tournée que já anunciaram, com arranque em Londres, em maio de 2022, com o nome Voyage (Viagem) como o álbum será uma experiência digital, que incluirá atuações de avatares dos músicos. Os concertos terão lugar num auditório com 3000 lugares e os bilhetes serão postos à venda a 7 de setembro.

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.

Os avatares digitais de Benny, Agnetha, Anni-Frid e Björn foram criados com a mesma tecnologia de imagens geradas por computador (CGI, na sigla original) usada pelas grandes produções de Hollywood. Uma equipa da Industrial Light & Magic, do criador de Guerra das Estrelas, George Lucas, desenhou e animou as quatro figuras copiadas a partir das versões de carne e osso, não as atuais, mas mais jovens. “Estamos a navegar em território virgem. Com a ajuda das pessoas que fomos viajamos para o futuro”, explicou Benny Andersson.

40 anos depois também as arestas das zangas foram suavizadas: o grupo era formado por dois casais - Agnetha com Björn e Anni-Frid com Beeny-, que se divorciaram ao mesmo tempo que o projeto musical se desintegrava. O jornal inglês The Guardian reproduz as expressões que usaram para agora exprimir a alegria do reencontro. Anni-Frid Lyngstad (a ruiva) salientou que foi “uma enorme alegria trabalhar de novo com o grupo - estou tão feliz com o que fizemos” e disse que os dois elementos masculinos da banda, Björn Ulvaeus e Benny Andersson , são “excecionalmente talentosos e compositores geniais”. Björn Ulvaeus retribui com um elogio às cantoras: “Fiquei completamente pasmado com a maneira como elas interpretaram as canções”. Benny Anderson referiu que “ouvir a Frida e a Agnetha a cantar é uma experiência difícil de ultrapassar”.

Industrial Light And/PA Media/dp

“Parece que o tempo parou e que nos separamos para umas breves férias. Uma experiência extremamente feliz”, referiram em comunicado sobre os momentos passados em estúdio. Duas canções foram gravadas em 2019 e desde então os quatro continuaram a trabalhar para produzir o conteúdo de The Voyage.

Na apresentação em Londres, Björn Ulvaeus referiu que “não dá para acreditar que estejamos juntos de novo. Lançar um álbum 40 anos depois e ainda sermos os melhores amigos e totalmente leais. Ninguém passou por isto. É tão bom e há tanto tempo que esperávamos que acontecesse!”

Alimentada pelo musical e pelos filmes Mamma Mia!,(em 2008 e em 2018) um projeto com Meryl Streep no principal papel, a fama dos Abba atingiu as novas gerações que não conheceram em tempo real as atuações nos festivais da canção e as presenças constantes nos tops de música, mas que voltaram a cantar e dançar com Waterloo, Dancing Queen e The Winner Takes it All.

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