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Star Wars VII – The Force Awakens: A Força está mais fraca
Agora já pode fazer uma destas espadas com o seu telemóvel!

Star Wars VII – The Force Awakens: A Força está mais fraca

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Cultura 3 min. 23.12.2015

Star Wars VII – The Force Awakens: A Força está mais fraca

Mais de dez anos depois de “Revenge of the Sith”, chegou aos ecrãs de todo o planeta um filme da saga “Star Wars” cuja acção se desenrola 30 anos antes dos acontecimentos do episódio “Return of the Jedi”.

Mais de dez anos depois de “Revenge of the Sith”, chegou aos ecrãs de todo o planeta um filme da saga “Star Wars” cuja acção se desenrola 30 anos antes dos acontecimentos do episódio “Return of the Jedi”.

Este novo filme da saga chega com uma curiosidade suplementar: é o primeiro episódio a sair desde que a LucasFilm foi vendida ao grupo Disney. A transferência poderia ser transparente, não fosse o facto de George Lucas ter sido afastado do projecto, que foi entretanto entregue a J. J. Abrams, que assumiu a responsabilidade de realizar mas também de participar na escrita do argumento.

Em “Star Wars VII – The Force Awakens”, Luke Skywalker (Mark Hamill) desapareceu. A Aliança Rebelde neste episódio chama-se Resistência e o Império Galáctico tem o pomposo título de Primeira Ordem e está claramente do lado obscuro da Força.

Se você for uma das poucas pessoas no mundo que não sabe daquilo que estou a falar, não se preocupe. Os criadores de “Star Wars VII” pensaram em tudo e este episódio funciona (quase) de forma independente.

O argumento não se limita ao conflito acima mencionado. O filme traz consigo novas personagens: Finn (John Boyega), um ex-Stormtrooper, um excelente piloto de X-Wing da resistência chamado Poe Dameron (Oscar Isaac) e uma jovem chamada Rey (Daisy Ridley), vinda do planeta deserto Jakku e, obviamente, a coqueluche do merchandising deste episódio, o robô BB-8.

Este novo elenco tem um impacto positivo no filme, pois acaba por fornecer uma lufada de ar fresco à saga.

Por outro lado, e para manter as tradições mais sagradas, John Williams volta a assinar a banda sonora, atribuindo a “Star Wars VII – The Force Awakens” a mesma majestade de que nos recordamos quando éramos adolescentes e ouvimos pela primeira vez os acordes desta composição histórica.

A música é por vezes invasiva e podia até ser menos óbvia, mas é fundamental para transformar em bailados espaciais alguns momentos de acção e as naves espaciais que o realizador e os homens da fotografia oferecem. As imagens são mais vivas do que no passado, com a utilização de todas as cores do arco-íris e mais algumas. Esta opção pela cor vai mais longe do que os anteriores filmes, mas a “patine” Star Wars continua bem presente.

E aqui acabam as coisas boas que tenho a dizer sobre “Star Wars VII – The Force Awakens”.

O filme sofre de uma doença que afecta quase todas as sagas multi-episódicas. “The Force Awakens” passa demasiado tempo a explicar aos novos públicos quem são as personagens vindas do passado e, apesar de alguns esforços, acaba por não trazer quase nada de original. Espera-se mais de uma saga que tem 30 anos de bases de construção.

Fica a impressão de que os criadores deste episódio fotocopiaram o que viram de melhor nos filmes anteriores e depois fizeram uma colagem. E é extremamente irritante a ideia de terem deixado histórias abertas a pensar – obviamente – no episódio número VIII, que é esperado em 2017, sabendo-se já que a saga deverá encerrar no nono episódio.

Os fãs da saga vão adorar “Star Wars VII – The Force Awakens”. Este filme é melhor do que as prequelas que o antecederam, mas os fãs não serão menos exigentes que o resto da Humanidade a longo prazo. Muitos deles esperam o próximo episódio para estabelecerem o seu julgamento. Esperemos por 2017.

Raúl Reis

“Star Wars VII – The Force Awakens”, de J. J. Abrams, com Harrison Ford, Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Daisy Ridley, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Andy Serkis, Domhnall Gleeson, Anthony Daniels, Peter Mayhew, Max von Sydow.


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