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Star Wars - The Last Jedi: O eterno combate do Bem e do Mal
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Star Wars - The Last Jedi: O eterno combate do Bem e do Mal

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Cultura 2 min. 20.12.2017

Star Wars - The Last Jedi: O eterno combate do Bem e do Mal

Esta nova tirada da saga de Star Wars que George Lucas criou é um filme sobre a dualidade, uma espécie de ensaio sobre o yin e o yang, uma abordagem ao delicado equilíbrio entre forças opostas. E toda a obra vive momentos de oposição: batalhas e intimidade, ternura e violência, humor e seriedade, confiança e dúvida e mesmo opondo passado e futuro.

Esta nova tirada da saga de Star Wars que George Lucas criou é um filme sobre a dualidade, uma espécie de ensaio sobre o yin e o yang, uma abordagem ao delicado equilíbrio entre forças opostas. E toda a obra vive momentos de oposição: batalhas e intimidade, ternura e violência, humor e seriedade, confiança e dúvida e mesmo opondo passado e futuro.

A nível visual, “Star Wars: The Last Jedi” assume um tom de ópera clássica, um pouco pretensioso, e muito, mas muito grandioso. E, de novo, a dualidade deste filme se reflete na importância que se dá à mais pequena coisa neste cenário sem fim: o ser humano.

Desde a primeira sequência, o espetador é lançado numa dinâmica ameaçante com uma nave espacial que passa por cima do público, recordando como o Homem é pequeno, tal como o são aqueles que foram lutando contra o Mal durante a saga. E eis que entram em cena umas naves de reduzidas dimensões que, não é preciso explicar, são as forças do Bem que se preparam para um combate desigual.

A enorme nave tem aos seus comandos o general Hux, que tem por objetivo aniquilar a Resistência, mas os seus pequenos inimigos são como micróbios que se infiltram no couraçado por todo o lado. A frota resistente tem à cabeça o audacioso capitão Poe Dameron que, recusando as ordens da princesa Leia, sofre baixas enormes.

Os 150 minutos que dura “Star Wars: The Last Jedi” não se sentem. As cenas de ação são boas, apesar de muitas vezes se resolverem por acaso. O argumento também deixa algumas pontas soltas que podem surpreender os mais atentos e irritar os fãs incondicionais da saga. Estas incoerências dificultam a ligação emocional do público com a história. O recurso ao humor é uma tradição “Star Wars”, mas pode parecer forçado em algumas situações.

Tecnicamente não há críticas a fazer a este episódio da saga Star Wars. O estilo tradicional dos filmes é reforçado pela utilização da cor vermelha e por várias referências aos clássicos que os mais cinéfilos poderão detetar.

John Williams volta a assinar a banda sonora, mantendo o estilo da atual trilogia, inserindo aqui e ali umas chamadas ao estilo original da saga. Este talvez seja o episódio em que a música inunda menos o filme.

Os atores cumprem os seus objetivos: tanto os que transitam de anteriores episódios como os recém-chegados. Mar Hamill transforma, com êxito, Luke Skywalker num mestre eremita que está a anos-luz do jovem idealista da trilogia original.

“Star Wars: The Last Jedi”, de Rian Johnson, com Mark Hamill, Carrie Fisher, Adam Driver, Oscar Isaac, Benicio del Toro, Daisy Ridley, Domhnall Gleeson, John Boyega, Kelly Marie Tran, Laura Dern, Andy Serkis y Lupita Nyon’o.

Raúl Reis


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