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Sala cheia para Ana Moura
A versão ao vivo do disco “Desfado”, de Ana Moura, gravada no festival Caixa Alfama, venceu este ano o Prémio Amália para o Melhor Disco do Ano.

Sala cheia para Ana Moura

Foto: Alfonso Salgueiro
A versão ao vivo do disco “Desfado”, de Ana Moura, gravada no festival Caixa Alfama, venceu este ano o Prémio Amália para o Melhor Disco do Ano.
Cultura 2 min. 13.10.2014

Sala cheia para Ana Moura

O auditório da Philarmonie, em Kirchberg, na cidade do Luxemburgo, encheu na noite do passado Sábado para receber a fadista Ana Moura, uma das mais jovens e proeminentes intérpretes de fado, cuja fama não cessa de crescer mundialmente.

A fadista portuguesa que os Rolling Stones admiram apresentou agora ao público luxemburguês os temas do seu mais recente álbum «Desfado», gravado em Los Angeles em 2012, um disco que tem influências do jazz, do folk e da música popular do norte de Portugal.

Para a artista portuguesa, o título do álbum tem um significado que se desdobra. "Fado" representa o amor ao género português e "Des" a desestruturação da tradição mostrando que não se trata de fado puro, numa necessidade constante de inventar um novo fado.

Com este quinto álbum de originais, Ana Moura empurra os limites do fado, “namorando" o pop num exótico inglês "A Case of You" de Joni Mitchell e" Dream of Fire ".

Com o seu potente timbre, a diva do fado português explorou também alguns temas “incontornáveis” do fado tradicional oriundo dos típicos bairros de Lisboa, como "Despiu tem Saudade" ou "A Fadista".

Ana Moura cumprimentou os seus compatriotas em português antes de continuar em Inglês, pedindo desculpas por não falar a língua de Molière, "Eu entendo francês, mas não consigo falar."

A artista, que habilmente comunica com o seu público, incentivou a audiência da Philarmonie a "puxar" pelo guitarrista Ângelo Freire que encantou com as suas cordas da guitarra portuguesa.

Num vestido comprido e sofisticado de tiras negras e num ambiente escuro exclusivo para cantar o Fado, Ana Moura interagiu com o público com a sua voz clara e sensual sob os títulos "Com a cabeça nas nuvens", "O espelho de Alice", "Fado alado", entre outras, num repertório variado com a duração de uma hora e trinta minutos, fechando a noite com uma versão participativa de "Leva-me ao fado" e um caloroso "Gudden owend Lëtzebuerg".

Ana Moura esteve acompanhada por Ângelo Freire na guitarra portuguesa, Pedro Soares na guitarra acústica, André Moreira no baixo, João Gomes nas teclas e Mário Costa na percussão.

A versão ao vivo do disco “Desfado”, de Ana Moura, gravada no festival Caixa Alfama, venceu este ano o Prémio Amália para o Melhor Disco do Ano.

 Patrícia Marques


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