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Retrato de Marilyn Monroe é a obra de arte mais cara do séc. XX
Cultura 3 2 min. 10.05.2022
Leilão

Retrato de Marilyn Monroe é a obra de arte mais cara do séc. XX

"Shot Sage Blue Marilyn", foi pintado pelo famoso artista americano Andy Warhol em 1964.
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Retrato de Marilyn Monroe é a obra de arte mais cara do séc. XX

"Shot Sage Blue Marilyn", foi pintado pelo famoso artista americano Andy Warhol em 1964.
Foto: Timothy A. Clary/AFP
Cultura 3 2 min. 10.05.2022
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Retrato de Marilyn Monroe é a obra de arte mais cara do séc. XX

AFP
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O recorde de todos os tempos - para todos os períodos - ainda é mantido pelo "Salvator Mundi" atribuído a Leonardo da Vinci, que foi vendido em 2017.

O famoso retrato da atriz Marilyn Monroe, pintado por Andy Warhol, foi vendido por 185 milhões de euros, na segunda-feira à noite em Nova Iorque, tornando-se a mais cara obra de arte do século XX alguma vez vendida em leilão público. 

"Shot Sage Blue Marilyn", quadro pintado em 1964, dois anos após a trágica morte da atriz, custou exatamente 195,04 milhões de dólares (185 milhões em euros), incluindo taxas. O leilão durou apenas quatro minutos, numa sala cheia na sede da Christie's, em Nova Iorque.

De acordo com vários especialistas de leilões presentes, a obra terá ido para o comerciante de arte americano, Larry Gagosian, proprietário das galerias com o mesmo nome. Mas não se sabe se o empresário estaria a comprar a título privado ou se em nome de um cliente que terá preferido ficar no anonimato.

"Shot Sage Blue Marilyn" falhou por pouco a estimativa de 200 milhões de dólares que a Christie's apresentou antes da venda, mas isso não a impediu de bater o recorde anterior de uma obra de arte do século XX em leilão."Mulheres de Argel (versão 0)" de Pablo Picasso (179,4 milhões de dólares, em maio de 2015) era a recordista até esta segunda-feira. 

O recorde de todos os tempos - para todos os períodos - ainda é mantido pelo "Salvator Mundi" atribuído a Leonardo da Vinci, que foi vendido em novembro de 2017 por 450,3 milhões de dólares. 

O retrato de Andy Warhol fazia parte de uma coleção da Fundação Thomas e Doris Ammann, sediada em Zurique. Thomas Ammann era um colecionador suíço e amigo de Warhol, que morreu com SIDA em 1993. 

O quadro é um dos cinco retratos em cores brilhantes que o artista nova-iorquino criou em 1964 a partir de uma fotografia da atriz da promoção do filme "Niagara", de 1953. 

Para Richard Polsky, que dirige uma empresa de autenticação de obras de arte, "Shot Sage Blue Marilyn" consegue combinar dois ícones: "Marilyn Monroe era um ícone na América, faz parte da cultura popular. E Warhol é como os Beatles, todos os anos se torna mais popular", disse à AFP. 

Os trabalhos do pintor norte-americano são integrados no movimento de arte pop que surgiu nos EUA e Reino Unido em meados da década de 50. O movimento pretendia desafiar o elitismo das belas artes tradicionais, com o recurso a elementos da cultura popular e das massas. 

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