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Relais du rire. Rir faz parte da causa
Cultura 3 min. 22.11.2019

Relais du rire. Rir faz parte da causa

Relais du rire. Rir faz parte da causa

Cultura 3 min. 22.11.2019

Relais du rire. Rir faz parte da causa

Vanessa CASTANHEIRA
Vanessa CASTANHEIRA
Realiza-se amanhã, dia 23 de novembro, o Relais do Rire, uma noite de stand-up comedy. A convite de Alex Monteiro, cinco comediantes sobem ao palco por uma causa e em apoio à Fundação do Cancro. Afinal é importante ajudar quem ajuda.

 Depois do sucesso da primeira edição que teve sala esgotada, o “Relais du Rire” está de volta. Este sábado, dia 23 de novembro, o centro cultural Aalt Stadhaus, em Differdange, acolhe a segunda edição do Relais du Rire, a noite em que cinco comediantes sobem ao palco, a convite do lusodescendente e mentor do projeto Alex Monteiro. Prometem arrancar gargalhadas do público. Não é puro entretenimento, é um evento solidário. Tal como aconteceu no ano anterior, o valor arrecadado com os bilhetes reverte totalmente para a Fundação do Cancro, a instituição luxemburguesa que tanto apoia e acompanha doentes como as famílias dos doentes oncológicos.

A verdade é que esta segunda edição mostra um “Relais du Rire” crescido. O formato mantém-se. Em conversa com o CONTACTO, Alex Monteiro afirmou que “a Aalt Staudhaus juntou-se à causa e acaba por dar outro apoio logístico ao evento, o que ajuda a que se torne maior”. De salientar que o centro cultural de Differdange tem na sua programação habitual espetáculos de comédia em geral e de stand-up em particular.

Nesta segunda edição os comediantes Monsieur Louis, Chinoa, François e Romain voltam a juntar-se à causa, mas ainda há espaço para a estreia de Josselin, que é também diretor artístico do La Fabrik, em Metz.

“Há surpresas e a noite não se fica apenas pelo stand-up, um dos comediantes tem uma voz incrível”, explicou o organizador que espera voltar a repetir a proeza de casa cheia como aconteceu no ano passado. Contudo “os textos não são originais porque este tipo de noite não pode ser de testes nem é open-mic”, continuou. Isto significa que não há espaço para o improviso, mas sim para textos “bem escritos e inteligentes”.

Rir por uma causa

Esta é uma sessão de comédia por uma causa que continua a fazer muitas vítimas. Para Alex Monteiro, que viveu e vive de perto um caso, esta é uma forma “de ajudar quem ajuda e mais que o valor entregue, é como que um agradecimento à fundação pelo trabalho que desenvolve e o apoio que dá aos doentes e às famílias”. A Fundação do Cancro tem centenas de voluntários “ e é imprescindível que se sintam também apoiados e que se crie alguma sensibilidade para a fundação e para que se fale dela, afinal há cada vez mais casos da doença”, resume.

Sobre a continuidade do projeto, o comediante e ator de origem portuguesa garante que “quer fazer mais e melhor”. Este ano o crescimento foi notório. “Relais du rire” realiza-se num edifício emblemático e a aposta na imagem e publicidade é maior. “O Luxemburgo não tinha grande tradição de stand-up comedy, mas o movimento está aí, há maior interesse e mais público”, garantiu.

Há várias formas de fazer humor, há inclusive humor negro, aquele que não é bem entendido ou aceite por pessoas e que muitas vezes é acusado de ferir susceptibilidades e de falta de moral. Questionado sobre o facto de haver humoristas a escrever sobre o cancro, Alex Monteiro esclareceu que “nesta noite não haverá esse tipo de assunto porque acaba-se por não se saber se o público quer ou não ouvir falar, afinal já todos têm, de alguma forma, uma ligação à doença”.

O ator acredita na “liberdade artística dos comediantes, que não podem ter medo das pessoas sentirem-se ofendidas”. Para Alex Monteiro é claro que “os humoristas têm o direito a fazer humor, desde que inteligente e bem escrito, com o que quiserem enquanto que compete ao público gostar ou não”.

Polémicas à parte, a noite promete ser para rir e para divertir. Será um “Relais pour la vie”, mas a rir sentado e não a correr. Para sensibilizar e para ajudar. É sobretudo para apoiar quem apoia.