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Quinzena do Cinema Português: O regresso do cinema de Portugal
Cristèle Alves Meira, realizadora luso-descendente, apresenta duas crutas metragens no dia 15 de dezembro no Instituto Camões.

Quinzena do Cinema Português: O regresso do cinema de Portugal

Cristèle Alves Meira, realizadora luso-descendente, apresenta duas crutas metragens no dia 15 de dezembro no Instituto Camões.
Cultura 2 min. 07.12.2016

Quinzena do Cinema Português: O regresso do cinema de Portugal

A Quinzena de Cinema Português regressou ao Luxemburgo neste final de ano quando já se podia pensar que 2016 não ia ter a já habitual mostra de cinema luso. Ainda antes do ano terminar, o Centro Cultural e a Embaixada conseguiram por de pé uma seleção de sete longas metragens que representam bem o cinema que se foi fazendo “lá em baixo” nos últimos tempos.

A Quinzena de Cinema Português regressou ao Luxemburgo neste final de ano quando já se podia pensar que 2016 não ia ter a já habitual mostra de cinema luso. Ainda antes do ano terminar, o Centro Cultural e a Embaixada conseguiram por de pé uma seleção de sete longas metragens que representam bem o cinema que se foi fazendo “lá em baixo” nos últimos tempos.

A Quinzena propôs na abertura o filme português mais premiado desde 2015, “Cartas da Guerra” de Ivo M. Ferreira. Esta obra é também uma das melhores abordagens feitas pelo cinema português à guerra colonial. Esta obra, tal como a maioria dos filmes da mostra, será projetado pelo menos duas vezes até 18 de dezembro.

Além das sete longas metragens que fazem parte da Quinzena, tem lugar no dia 15 de dezembro uma sessão especial com a realizadora luso-francesa Cristèle Alves Meira (ver foto) que apresenta duas obras, as curtas metragens “Sol Branco” e “Campo de Víboras”. Esta sessão especial tem lugar no Centro Cultural Português, em Merl, e é também excecional porque permite ao público visionar duas curtas metragens, coisa rara nos cinemas. Cristèle Alves Meira está a preparar a sua primeira longa metragem que será rodada em Trás-os-Montes, na mesma região onde a lusodescendente filmou “Campo de Víboras”, trabalho que conta com Ana Padrão no papel principal.

Aliás a atriz está presente em três dos filmes projetados na Quinzena. Além da curta metragem de Cristèle Alves Meira, Ana Padrão está no elenco de “Jogo de Damas” de Patrícia Sequeira e de “A esperança está onde menos se espera” de Joaquim Leitão. Este é o filme mais “antigo” do evento, tendo sido terminado em 2009.

Um dos novos prodígios do cinema português, João Salaviza, assina “Montanha”, uma história de um adolescente filmada pelo realizador que se “especializou” em dirigir histórias com protagonistas jovens e que mereceu a Palma de Ouro de Cannes com “Arena” e o Urso de Ouro em Berlim com “Rafa”.

Numa toada mais ligeira, a Quinzena propõe “O Amor é lindo porque sim” de Vicente Alves do Ó, com Inês Patrício, João Maria, Carolina Serrão e Maria Rueff. Ainda num registo mais cómico os portugueses do Luxemburgo poderão ver “O Pátio das cantigas” de Leonel Vieira, mas também o estranho e hilariante projeto de João Leitão intitulado “Capitão Falcão” com Gonçalo Waddington, David Chan Cordeiro, José Pinto e Ricardo Carriço.

Raúl Reis

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