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Prémios da música clássica vão acontecer pela primeira vez no Luxemburgo
Cultura 2 min. 18.04.2022
Prémios ICMA

Prémios da música clássica vão acontecer pela primeira vez no Luxemburgo

A orquestra da Royal Opera de Versailles.
Prémios ICMA

Prémios da música clássica vão acontecer pela primeira vez no Luxemburgo

A orquestra da Royal Opera de Versailles.
Foto: ICMA
Cultura 2 min. 18.04.2022
Prémios ICMA

Prémios da música clássica vão acontecer pela primeira vez no Luxemburgo

Thierry HICK
Thierry HICK
Cerimónia de entrega de prémios ICMA acontece já no próximo dia 21 de abril na Philharmonie.

Depois de Tampere, Nantes, Milão, Varsóvia, Ancara, San Sebastián, Katovice, Leipzig, Lucerna e Vaduz, a 11ª cerimónia do Prémios Internacionais de Música Clássica (ICMA, sigla em inglês) terá lugar no dia 21 de abril na Philharmonie, no Luxemburgo, uma estreia para o país.  

Os prémios ICMA foram criados em 2010 para substituir o Cannes Classical Awards e o Midem Classical Awards. O júri é composto por jornalistas e críticos de música dos meios de comunicação – imprensa escrita, online e rádio – de cerca de vinte países europeus. A representação de uma rádio pública russa foi suspensa. 

Entre os jurados, estão dois jornalistas luxemburgueses: Remy Frank, da revista "Pizzicato", preside o júri, e Guy Engels, jornalista da rádio 100.7.

377 candidatos este ano

Álbuns ou produções de música clássica são indicados por pelo menos dois membros do júri e, após três rodadas de votação, são escolhidos os vencedores. Para a edição de 2022, 377 candidatos submeteram-se aos votos dos jurados. O elevado número de produções tem uma explicação: "Os músicos privados de palcos e concertos por causa da pandemia voltaram-se mais para a gravação de obras musicais", explica Remy Frank, que, de uma forma mais geral, observa "uma clara progressão do mercado da música, que se traduz em um aumento paralelo no número de artistas, locais e shows". "É preciso fazer escolhas, óbvio, o mercado está saturado, também no Luxemburgo", diz ao Wort francês o jornalista Guy Engels.

Há também um grande e variado número de categorias: música antiga, barroca, vocal, coral, concerto, sinfónica ou contemporânea, mas também ópera, solista, vídeo, registo histórico, entre outros.  

Independentemente do meio ou do canal de transmissão, apenas o resultado final conta, insistem os dois jurados do Luxemburgo. Com uma exceção, a Alemanha, onde o formato em CD continua a reinar. Nos outros países, as transmissões digitais estão em ascensão.

Uma estreia em grande

Na quinta-feira, a Philharmonie recebe a cerimónia dos prémios e, pelo palco vão passar a Orquestra Filarmónica de Luxemburgo, a orquestra da Ópera Real de Versalhes, os maestros Adam Fischer, Giulio Prandi, Ivan Boumans, Stefan Plewniak, Martin Fröst, Jakub Hrusa, Franciso Coll, os solistas Julian Kainrath, Edgardo Rocha, Gennaro Cardaropoli, Michael Korstick , Frank Dupree, Meinhard “Obi” Jenne, Adèle Charvet, Filippo Mineccia, Martin Fröst e o Boreas Quartett Bremen.

Remy Frank, presidente do Júri dos ICMA
Remy Frank, presidente do Júri dos ICMA
Photo: ICMA

"Apresentar uma gama tão variada de composições de diferentes épocas é algo inédito para o Luxemburgo", garante Remy Frank. No total: mais de 120 minutos de música estão previstos para esta noite, que terá início às 20h.  prémios terá lugar previamente, a partir das 17h00. 

Porque demorou mais de uma década os prémios chegarem ao Grão-Ducado? "Os ICMA têm já boa reputação. Muitas orquestras e salões desejam sediar a cerimónia. As datas e locais são muitas vezes fixados com bastante antecedência. A escolha de Luxemburgo foi feita há quatro anos, por exemplo", explica o presidente do júri. 

A lista completa de vencedores pode ser encontrada aqui.

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