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Poeta Louise Glück ganha Nobel da Literatura 2020
Cultura 08.10.2020

Poeta Louise Glück ganha Nobel da Literatura 2020

Poeta Louise Glück ganha Nobel da Literatura 2020

Foto: Shawn Thew/epa/dpa
Cultura 08.10.2020

Poeta Louise Glück ganha Nobel da Literatura 2020

Desde 1996, quando venceu a polaca Wislawa Szymborska que a poesia não chegava ao Nobel.

Com 77 anos, a poeta norte-americana Louise Glück alcançou o Nobel da Literatura devido à sua "inconfundível voz poética, que, com uma beleza austera, transforma a existência individual numa existência universal" como justificou a academia.

"Nos seus poemas, o eu ouve o que resta dos seus sonhos e ilusões, e ninguém consegue ser mais duro do que ela para enfrentar as ilusões do eu", sublinhou o juri sueco.

Louise Glück que aborda temas como a infância e a vida familiar usa os mitos e motivos clássicos como ferramentas para se expressar na sua obra. A nova-iorquina sucede aos dois laureadas anunciados no ano passado, Olga Tokarczuk da Polónia (Nobel 2018, ano em que o galardão não foi entregue) e o dramaturgo e escritor Peter Handke (2019). O anterior vencedor norte-americano tinha sido  o músico Bob Dylan em 2016.

Nascida em Nova Iorque, cresceu em Long Island e formou-se na George W. Hewlett High School em 1961. Mais tarde frequentou o Sarah Lawrence College em Yonkers, estado de Nova Iorque, e a Universidade de Columbia. Ganhou o Prémio Pulitzer de poesia em 1993 pelo seu livro de poemas The Wild Iris. Recebeu também o Prémio Nacional do Livro em 2014.

A autora é considerada uma das poetas mais dotadas da sua geração pela sua "excecional capacidade de fazer sua a experiência de um leitor surpreendido pela perceção intensa de alguns poemas que iluminam acontecimentos absolutamente comuns", como afirmou o crítico Antonio Ortega numa crítica de As Sete Idades publicada no El País. 

A sua primeira obra, Firstborn, (1968) serviu-lhe para ser aclamada como uma das poetas mais notáveis da literatura norte-americana contemporânea. Com livros como The Triumph of Achilles (1985) e Ararat (1990), tornou-se conhecida fora dos Estados Unidos. Avernus (2006) é, na opinião da Academia Sueca, "uma coleção magistral, uma interpretação visionária do mito da descida de Perséfone ao inferno no cativeiro de Hades, o deus da morte". 

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