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Poesia portuguesa na voz de Adriana Calcanhotto e Mísia
Cultura 2 min. 04.05.2016 Do nosso arquivo online

Poesia portuguesa na voz de Adriana Calcanhotto e Mísia

Canções escritas por Amália Rodrigues vão marcar presença no concerto que tem lugar esta quarta-feira à noite, às 20h, na Philharmonie, através, por exemplo, do fado “Tive um coração, perdi-o”.

Poesia portuguesa na voz de Adriana Calcanhotto e Mísia

Canções escritas por Amália Rodrigues vão marcar presença no concerto que tem lugar esta quarta-feira à noite, às 20h, na Philharmonie, através, por exemplo, do fado “Tive um coração, perdi-o”.
Foto: Ivo Guimarães
Cultura 2 min. 04.05.2016 Do nosso arquivo online

Poesia portuguesa na voz de Adriana Calcanhotto e Mísia

Canções escritas por Amália Rodrigues vão marcar presença no concerto que tem lugar esta quarta-feira à noite, às 20h, na Philharmonie.

Quem se aproximasse do Centro Cultural Português – Instituto Camões cerca das 19h de segunda-feira apercebia-se imediatamente que ia ali ter lugar um evento especial. Com o bom tempo que se fez sentir, o público que acorreu à sessão de leitura de poemas foi-se deixando ficar no largo até à chegada das duas cantoras, Adriana Calcanhotto e Mísia.

Depois de dar as boas-vindas ao público e explicar a ocasião do espectáculo – a comemoração do Dia Internacional da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP – o embaixador de Portugal, Carlos Pereira Marques passou o microfone a Adriana Calcanhotto.

A compositora e cantora foi recentemente nomeada embaixadora da Universidade de Coimbra para a Língua Portuguesa no Brasil, um convite que visou reforçar a forte ligação que sempre existiu entre a instituição e aquele país.

Admiradora confessa de Mísia, Adriana conta como a fadista lhe revelou a ligação entre os poetas e o fado, sendo assim também responsável pelo seu amor pela poesia portuguesa.

Mísia realça o facto de “noutras culturas não ser vulgar grandes poetas escreverem para a música popular”. É, no entanto, exactamente essa uma das originalidades do fado, reforça Adriana Calcanhotto “altíssimos poemas veiculados pela música popular”.

As duas cantoras disseram poemas de autores incontornáveis. Mísia recitou “Sem Saber”, de Vasco Graça Moura (que havia sido musicado por Carlos Paredes com o título Mudar de Vida), e “Garras dos Sentidos” que Agustina Bessa-Luís escreveu para ela.

Adriana Calcanhotto recitou dois curtos poemas de Mário de Sá-Carneiro, de quem se comemorou a 26 de Abril o centenário da morte, e ainda de Herberto Helder “estes poemas que chegam [do meio da escuridão]”. Terminou com Adília Lopes e o perturbante “As rosas com bolores”, que descreve como o bolor devora as pétalas e de seguida se suicida “alastrando-se sobre si próprio”, um poema que costuma recitar em concertos.

A sessão não podia terminar sem ambas cantarem. Numa homenagem a Amália, enquanto fadista e poetisa, Mísia encerrou a apresentação com “Lágrima”, um fado com letra da Diva do Fado.

Canções escritas por Amália Rodrigues vão aliás marcar presença no concerto que tem lugar esta quarta-feira à noite, às 20h, na Philharmonie, através, por exemplo, do fado “Tive um coração, perdi-o”.

De resto “este concerto é especial e único, pois é com orquestra e vamos ter “sobretudo arranjos de canções minhas, algumas que não faço há muito tempo. Canções com roupagem nova”, revelou Adriana Calcanhotto.

Vera Herold


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