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Philharmonie: Cinco dias, sete concertos no Festival Atlântico
A Philharmonie acolhe a primeira edição do Festival Atlântico

Philharmonie: Cinco dias, sete concertos no Festival Atlântico

Foto: Ivo GUIMARÃES
A Philharmonie acolhe a primeira edição do Festival Atlântico
Cultura 2 min. 13.10.2016

Philharmonie: Cinco dias, sete concertos no Festival Atlântico

Está a decorrer até sábado, 15 de outubro, o Festival Atlântico, que junta artistas do mundo lusófono, separados pelo oceano mas unidos pela língua portuguesa.

Está a decorrer até sábado, 15 de outubro, o Festival Atlântico, que  junta artistas do mundo lusófono, separados pelo oceano mas unidos pela língua portuguesa.

Waldemar Bastos abriu o festival, na terça-feira, dia 11. António Zambujo actuou na passada quarta e, hoje, dia 13, o pianista português Júlio Resende e o compositor Moreno Caetano estão juntos em palco. Resende foi o mais jovem pianista a lançar um álbum em nome individual pela prestigiada editora de jazz Clean Feed. Com formação em música clássica, é descrito pela crítica internacional como um dos maiores e mais talentosos pianistas da nova geração. Passeia naturalmente entre dois estilos e entre os discos de jazz lançou um de fado. “Amália”, um trabalho que revisita os temas mais famosos da diva, é para o pianista “a renovação de algo que já foi feito e que serve de homenagem”. Nesse álbum, conseguiu algo inédito: a editora de Amália deu permissão para o piano de Resende acompanhar a voz gravada da fadista. “Gosto de partilhar e dessas viagens e comunhões musicais”, diz, tendo já trabalhado com outros fadistas. Este concerto com Moreno, Resende diz que “é um reencontro de novos conhecidos porque não nos encontramos as vezes que gostaríamos”. E promete “um momento em que dois universos se tocam, o português e o brasileiro.”

Mário Laginha, em formato trio, sobe ao palco com o saxofonista Julian Argüelles, amanhã, dia 14 de outubro. Laginha é o nome maior do jazz português. Como contou ao Contacto pode esperar-se uma sessão de “puro Laginha”, um jazz originado pelas “contaminações músicais” do pianista.

No mesmo dia, os Dead Combo também estão na Philharmonie. A dupla de guitarristas, de sonoridades alternativas que conquistou a atenção do público, é uma banda instrumental. Fado, rock, western mas sobretudo “música com Lisboa lá dentro”, como referiu o próprio Pedro, é o que se espera na próxima sexta-feira. Música instrumental tocada a duas guitarras que “canta as virtudes e desvirtudes da Lisboa bairrista, a Lisboa em que crescemos”, disse. A carga dramática da banda vinca-se mais com os efeitos e decorações de palco. Não é de estranhar ver os guitarristas a decorar minuciosamente os espaços onde atuam.

Com provas dadas de talento, ousadia e criatividade, a banda lisboeta dá uma outra aragem ao Festival Atlântico.

A não perder este concerto da dupla que ousou revisitar temas de António Variações e José Mário Branco.

A terminar o festival, um encontro entre Cabo Verde e Brasil. Mayra Andrade é considerada por muitos a nova embaixadora da morna, um título até hoje apenas atribuído a Cesária Évora. Com ela vem Maria Gadú, a jovem revelação brasileira que em março disse ao Contacto que gostava de criar uma história com o Luxemburgo. Sete meses após a estreia no país, Gadú regressa.

Também a 15, o concerto de encerramento promete sonoridades rítmicas do Brasil. O luxemburguês de origem italiana Sergio Tordini, na guitarra clássica e pelos brasileiros Tatta Spalla, guitarra clássica e voz e Damilton Viana da Costa, percussão, formam o Trio Fala Brasil.


Vanessa Castanheira

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