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Pare e tome um chá. Há uma peça de Joana Vasconcelos para ver no Luxemburgo
Cultura 3 3 min. 19.11.2021
Arte

Pare e tome um chá. Há uma peça de Joana Vasconcelos para ver no Luxemburgo

Joana Vasconcelos com a peça "Te Danzante".
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Pare e tome um chá. Há uma peça de Joana Vasconcelos para ver no Luxemburgo

Joana Vasconcelos com a peça "Te Danzante".
Foto: Jupiter Artland/Atelie Joana Vasconcelos
Cultura 3 3 min. 19.11.2021
Arte

Pare e tome um chá. Há uma peça de Joana Vasconcelos para ver no Luxemburgo

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O bule de chá de escala monumental, da artista portuguesa, está em exibição na capital até 5 de dezembro.

Será difícil não reparar no bule de chá gigante, feito de ferro forjado e a fazer lembrar as grades ornamentadas das varandas lusas que por estes dias ocupa o Rond-point Robert Schuman, em Limpertsberg. “Té Danzante”, uma das esculturas mais famosas da artista portuguesa Joana Vasconcelos, vai ficar naquele espaço da capital até ao próximo dia 5 de dezembro.

A obra, que já foi exposta em vários locais do mundo – em 2020, esteve no Museu Nacional de Nova Deli, na Índia, e, em 2019, integrou o 'Renaturing Nature’, no St. James’s Square, em Londres, por exemplo – está em exibição na Cidade do Luxemburgo, no âmbito de uma parceria com a autarquia e a Luxembourg Art Week 2021 e foi inaugurada, no início deste mês, pela artista, que se deslocou ao Grão-Ducado, num evento que contou com a presença do Embaixador de Portugal no Luxemburgo, António Gamito.

O objeto criado por Joana Vasconcelos aloja sementes de jasmim – permitindo que a vegetação futura cresça envolvendo toda a peça – e convida o público a interagir com a peça, sentando-se no interior da estrutura e sentindo-se parte dela.


O bule, um objeto que tem tanto de funcional como de decorativo e que é aqui ampliado a uma escala monumental, como acontece noutros trabalhos da artista portuguesa, remete para múltiplos significados. Se por um lado evoca o universo de sonho de “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll, por outro há também a alusão histórica ao papel que os portugueses tiveram na introdução do chá nos hábitos de consumo europeus, desde os carregamentos que traziam do Oriente para Portugal e que posteriormente exportavam para diversos portos europeus, ao conhecido “chá das cinco” britânico que terá resultado do costume de beber chá, que Catarina de Bragança (1638-1705), princesa de Portugal e rainha consorte de Inglaterra e Escócia, terá incutido na corte inglesa.

Joana Vasconcelos, que completou 50 anos este mês, é uma das artistas portuguesas mais reconhecidas internacionalmente. Lisboa, cidade de onde vive, continua a ser a sua base de criação, mas o seu trabalho há muito que ultrapassou fronteiras. 

Além desta peça em exibição no Luxemburgo, e que não é a primeira no Grão-Ducado – em 2017, por exemplo, a peça “Coração Independente Vermelho” esteve exposta na catedral, dez anos depois de ter integrado a exposição “Portugal Agora”, no Mudam – as suas obras têm sido mostradas regularmente em espaços tão diversos como museus, jardins ou palácios, um pouco por todo o mundo. 


ITW Joana Vasconcelos, Foto Lex Kleren
Não sou uma artista do regime
Em entrevista ao CONTACTO, a artista plástica portuguesa responde às críticas que lhe foram feitas a propósito da campanha sobre os refugiados, fala da relação com o anterior Governo e garante que nunca recebeu dinheiro do Estado.

Em 2005, através da participação na 51ª Bienal de Veneza, com ’A Noiva’ – um lustre feito de tampões higiénicos femininos – viu o seu nome ser projetado mundialmente. Sete anos depois, Joana Vasconcelos seria a primeira mulher e a artista mais jovem a expor no Palácio de Versailles, em França. Seguiram-se outras participações de grande impacto, como o projeto “Trafaria Praia”, a recriação, personalizada pela artista, de um cacilheiro que levou para o Pavilhão de Portugal, na Bienal de Veneza de 2013, ou a exposição individual no Museu Guggenheim de Bilbao, que a colocou no top das 20 mostras mais visitadas do mundo, em 2018. 

Recentemente, o museu ARoS Art Museum, em Aarhus, Dinamarca, adquiriu a peça “Valkyrie Rán” para integrar a sua coleção permanente. A enorme instalação têxtil, que percorre parte do edifício dinamarquês, está patente ao público até abril de 2022.  

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