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Palestras assinalam centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen
Cultura 04.04.2019

Palestras assinalam centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen

Palestras assinalam centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen

Imagem: Borderlovers
Cultura 04.04.2019

Palestras assinalam centenário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen

Maria Andresen de Sousa Tavares, filha da poetisa, falará segunda-feira sobre a obra da mãe na Universidade do Luxemburgo (11:30) e no Centro Cultural Português - Camões (19:00).

Na próxima segunda-feira é assinalado no Grão-Ducado, com dois encontros dedicados à obra de Sophia de Mello Breyner Andresen, o nascimento da autora de uma das mais notáveis obras literárias portuguesas do século passado. A sua filha Maria Andresen de Sousa Tavares, professora aposentada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, será conferencista em dois momentos diferentes sob o tema "Espaços biográficos e poéticos na poesia de Sophia": na Universidade do Luxemburgo, Campus Belval (Maison du Savoir), sala 2170, a partir das 11:30, e no Centro Cultural Português - Camões (4, Boulevard Joseph II), às 19:00.

Doutorada com o estudo comparatista Poesia e Pensamento, ensaísta, autora de livros de poesia, tradutora, coordenadora do site "Sophia de Mello Breyner Andresen", Maria Andresen de Sousa Tavares vem organizando e estudando o espólio da mãe, além de rever e editar as suas obras.

Nascida a 6 de novembro no Porto em 1919, Sophia estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, publicando os primeiros versos na revista Cadernos de Poesia a partir de 1940. O seu primeiro livro data de 1944 e tem o nome de "Poesia". Importante voz de contestação à ditadura de Salazar, Sophia distinguiu-se através da poesia, mas também na ficção com teatro, ensaios, conto e conto infantil, além de ter sido ainda tradutora. Em 1946 casou-se com o jornalista, advogado e político Francisco Sousa Tavares, de quem teve cinco filhos.

Traduzida em inúmeros idiomas, a obra de Sophia é multipremiada, nomeadamente com o Prémio Camões (1999), o Max Jacob (2001) ou o Rainha Sofia (2003). Sophia de Mello Breyner Andresen morreu a 2 de julho de 2004, tendo dez anos mais tarde os seus restos mortais sido transladados para o Panteão Nacional.



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