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Os vencedores e os vestidos dos Globos de Ouro

Os vencedores e os vestidos dos Globos de Ouro

AFP
Cultura 43 4 min. 07.01.2019

Os vencedores e os vestidos dos Globos de Ouro

"Bohemian Rhapsody" e "Green Book" foram os grandes vencedores da noite dos Globos de Ouro, com "Roma", o drama de Alfonso Cuarón, a levar também dois prémios, entre os quais o do melhor realizador. Pela noite dentro ficou o desfile das estrelas.


Em noite de surpresas, “Bohemian Rhapsody", filme biográfico centrado na vida do músico Freddie Mercury, foi o grande vencedor da 76.ª edição dos Globos de Ouro, ao arrecadar dois dos mais importantes prémios, incluindo melhor filme.

Numa cerimónia marcada por poucos comentários políticos, "Roma", o drama semi-autobiográfico de Alfonso Cuarón, foi eleito melhor filme estrangeiro. A obra filmada a preto e branco na cidade do México valeu a Cuarón o prémio de melhor realizador.

Rami Malek, que dá vida à lenda dos “Queen”, foi eleito melhor ator, categoria para a qual estava nomeado Bradley Cooper, realizador e protagonista de “Assim Nasce Uma Estrela”, um dos filmes derrotados da noite.

"Obrigado a Freddie Mercury por me dar a alegria de uma vida" disse Rami Malek, ao agarrar a estatueta que o distinguiu num filme do produtor e realizador norte-americano Bryan Singer.

"Vice", o filme com mais nomeações da noite foi derrotado como melhor comédia por "Green Book" de Peter Farrelly. Este realizador pode dirigir um dos pares do ano, Viggo Mortensen e Mahershala Ali, numa viagem ao interior dos Estados Unidos da segregação racial, do início dos anos 60. O filme inspirado numa história real pretende passar uma mensagem de otimismo que Farrelly pretende que possa se tornar atual, como fez notar nas palavras que disse quando recebeu o prémio. O filme ganhou ainda os galardões para o melhor guião e do ator secundário para Ali.

A surpresa da noite foi a vitória de "Bohemian Rhapsody" que derrotou dois pesos pesados: "Star is Born" e o filme de Spike Lee sobre um infiltrado no KKK.

A vitória de "Bohemian Rhapsody" teve uma reação irada de parte das redes sociais, com gente a relembrar que o seu realizador, Bryan Singer, foi acusado de ter violado um menor. Episódio que o próprio nega.

Um ano depois do discurso de Oprah Winfrey contra "os homens poderosos e brutais", em pleno desenvolvimento do movimento #MeToo, esta edição não ficou marcada por comentários políticos, pelo menos até Christian Bale subir ao palco para receber o prémio de melhor ator em comédia ou musical, pela sua performance em "Vice", de Adam McKay.

"O que acham? Mitch McConnell a seguir?" brincou o ator nascido no País de Gales, referindo-se ao líder da maioria do Senado norte-americano.  Christian Bale levou para casa o prémio do melhor ator de comédia com a sua incrível interpretação do ex-vice-presidente Dick Cheney em "Vice". O ator agradeceu a "Satanás" pela inspiração para fazer o personagem tendo ironizado: "Vou ficar com o mercado dos filhos da mãe sem carisma".

O prémio da mulher atriz de dramática foi para Glenn Close, 71 anos, com a sua interpretação no filme  “The Wife.

O para mais badalado desta temporada, Bradley Cooper e Lady Gaga, ficaram sem os prémios da melhor interpretação. Recorde-se que o prémio do melhor ator dramático foi para a interpretação de Rami Malek, que vestiu a pela de Freddie Mercury no filme "Bohemian Rhapsody".

Apesar disso, Lady Gaga não foi de mãos vazias, levou para casa o galardão da melhor canção, com Shallow, no seu filme "Star Is Born".

 O prémio de carreira cinematográfica foi para as mãos de Jeff Bridges.

No campo televisivo, "The Americans", que retrata a vida de dois espiões russos nos EUA dos anos 1980, foi eleita a melhor série dramática, na sexta e última temporada, enquanto a melhor série de comédia foi  “The Kominsky Method” .

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