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Os filmes mais aguardados do Festival de Cannes
Cultura 5 5 min. 15.05.2022
Cinema

Os filmes mais aguardados do Festival de Cannes

A biografia musical de Baz Luhrmann sobre a vida e a carreira do rei do rock’n’roll, Elvis Presley, terá estreia mundial no Festival de Cannes deste ano.
Cinema

Os filmes mais aguardados do Festival de Cannes

A biografia musical de Baz Luhrmann sobre a vida e a carreira do rei do rock’n’roll, Elvis Presley, terá estreia mundial no Festival de Cannes deste ano.
Foto: DR
Cultura 5 5 min. 15.05.2022
Cinema

Os filmes mais aguardados do Festival de Cannes

António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
A biografia musical sobre a vida e a carreira de Elvis Presley terá estreia mundial em Cannes. Um apanhado dos filmes que mais prometem.

Há 75 anos que cineastas, atores e profissionais da Sétima Arte do mundo inteiro se reúnem todos os anos nas praias da Riviera Francesa para o festival de cinema de Cannes. 

Após uma edição virtual em 2020 e um festival em julho em 2021, o maior festival do mundo regressa à Croisette a partir de 17 de maio. A edição de 2022 do festival de Cannes tem, como sempre, um buquê de estreias que costumam tornar-se nas obras mais esperadas nas salas durante o ano.

A biografia musical de Baz Luhrmann sobre a vida e a carreira do rei do rock’n’roll, Elvis Presley, terá estreia mundial no Festival de Cannes deste ano. O festival anunciou ainda que Luhrmann e os membros do elenco Austin Butler, Tom Hanks e Olivia DeJonge estarão presentes no evento.

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Este é o primeiro filme de Luhrmann desde "The Great Gatsby", e explora a carreira de Elvis até chegar a ser uma estrela global enquanto explora os múltiplos relacionamentos complexos da sua vida.

O principal concorrente em termos de 'buzz' na Croisette só poderá ser "Top Gun: Maverick" que estava inicialmente previsto para estrear em Cannes em 2020 antes de ser vítima de vários atrasos devido à pandemia. A tão esperada sequela de "Top Gun" terá estreia internacional no festival deste ano e estará nas salas antes do final do ano.

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Tal como no filme original, "Maverick" também conta com Tom Cruise no papel do capitão Pete “Maverick” Mitchell. Alguns atores transitam do filme original, mas não só: Val Kilmer, Miles Teller, Jennifer Connelly e Jon Hamm. O título mais chamativo de Hollywood a ser exibido em Cannes este ano vai gerar multidões no festival e atrair milhares de fãs ao tapete vermelho.

"Crimes of the future" marca o regresso ao certame do canadiano David Cronenberg. O filme tem como protagonista um colaborador regular de Cronenberg, Viggo Mortensen, além de Léa Seydoux e Kristen Stewart.

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O que me leva a destacar esta obra é a esperança de que Cronenberg regresse às suas tendências de "horror corporal", depois de filmes moderados tais como "Maps to the Stars" ou "Cosmopolis". Esta nova obra que vai ter estreia em Cannes, promete estar mais na linha de "The Fly" ou "Crash".

Tendo em conta que nos últimos festivais os vencedores da Palma de Ouro foram trabalhos como "Parasite" ou "Titane", o que coloca o mais recente trabalho de Cronenberg no topo da lista de apostas e promete causar impacto.

Após a invasão russa da Ucrânia, o Festival de Cannes anunciou que não apresentaria cineastas com ligações ao governo russo. O cineasta Kirill Serebrennikov, condenado na sequência de acusações de peculato em 2020, é o único cineasta da Rússia a ter uma estreia em Cannes, este ano com "Tchaikovsky’s Wife".

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Como o nome indica, o filme examina a vida de Antonina Miliukova, a esposa do compositor russo de renome mundial, Pyotr Tchaikovsky. O filme mostra a perspectiva de Miliukova sobre o casamento tumultuoso e tóxico, que acaba mal. Este será o segundo filme de Serebrennikov a competir pela Palma de Ouro depois de "Petrov’s Flu" no ano passado.

Park Chan-wook, um dos principais cineastas sul-coreanos dos últimos anos, irá a Cannes este ano com o seu último filme, "Decision to Leave". Conhecido por obras ligadas às questão de género, de violência e da sexualidade, este filme parece ser mais um trabalho de autor. A história é a de uma detetive que descobre um círculo de 'shape-shifters' (perdoem-me mas não sei traduzir isto) - alguém com poderes sobre-humanos que consegue transformar-se fisicamente em outro humano, animal ou outra entidade.

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Depois de ter sido galardoado na secção Un Certain Regard na edição de 2018, o cineasta iraniano-dinamarquês Ali Abbasi faz a sua primeira aparição na competição principal em Cannes deste ano com o seu mais recente trabalho, "Holy Spider".

Com a ação situada na cidade iraniana de Mashhad, "Holy Spider" conta a saga assassina de um homem desequilibrado para livrar a cidade da imoralidade e corrupção. Após o charme incomum de "Border", muitos cinéfilos estão animados para ver a direção que Abbasi segue com Holy Spider.

Pietro Marcelo leva a Cannes o filme de abertura da Quinzena dos Realizadores da edição deste ano. "Scarlet" ("L’envol", em francês) será o primeiro filme de Marcello fora do conforto da sua língua-mãe. Um musical que se passa em França durante o período entre guerras, "Scarlet" gira em torno da descoberta da liberdade por uma jovem numa época cheia de limites, e é protagonizado por Louis Garrel e Noémie Lvovsky.

Uma das melhores cineastas norte-americanas da atualidade, Kelly Reichardt, finalmente estará em Cannes e na competição oficial com o seu último trabalho, "Showing Up". Mais uma vez ao lado da sua musa Michelle Williams (que também atuou em "Wendy e Lucy", o filme de Reichardt que em 2008 passou pelo Un Certain Regard). "Showing Up", em vez de acontecer no noroeste do Pacífico, como a maioria dos filmes da realizadora, passa-se em Nova Iorque. O filme é uma comédia centrada em Williams, que interpreta uma artista à beira da exposição mais importante da sua carreira.

Claire Denis faz a sua primeira aparição em Cannes na competição principal desde 1988 com "Stars at Noon". Adaptado do romance do mesmo nome, o filme conta com Margaret Qualley e Joe Alwyn como dois apaixonados que tentam fugir da Nicarágua durante os últimos anos da revolução no país.

Depois de o seu último filme "The Square" ter conquistado a Palma de Ouro em 2017, o autor sueco Ruben Östlund regressa à competição na edição deste ano com "Triangle of Sadness". Trata-se de uma comédia negra com Woody Harrelson, Harris Dickinson e Charlbi Dean.

"Triangle of Sadness" gira em torno de uma série de celebridades cujo cruzeiro de férias corre mal pois o iate afunda e deixa-os presos numa ilha deserta. Na ilha, o capitão do barco, interpretado por Harrelson, revela o seu marxismo e uma luta pelo poder ocorre entre os turistas ricos e a tripulação da classe trabalhadora do barco. Conhecido pelo seu humor seco e críticas ao mundo moderno, Östlund poderá convencer os membros do júri mais “intelectuais”.

O Festival de Cannes começa dia 17 de maio.

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