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Organizações de Direitos Humanos exigem libertação da DJ palestiniana Sama Abdulhadi
Cultura 2 min. 30.12.2020

Organizações de Direitos Humanos exigem libertação da DJ palestiniana Sama Abdulhadi

Organizações de Direitos Humanos exigem libertação da DJ palestiniana Sama Abdulhadi

Foto: AFP
Cultura 2 min. 30.12.2020

Organizações de Direitos Humanos exigem libertação da DJ palestiniana Sama Abdulhadi

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De acordo com o diretor da Comissão Independente Palestiniana dos Direitos Humanos, Abdulhadi tinha recebido autorização das autoridades para o concerto.

Organizações de direitos humanos apelaram esta terça-feira à libertação da DJ Sama Abdulhadi, que foi detida pela polícia palestiniana depois de ter dado um concerto num sítio arqueológico e religioso na Cisjordânia ocupada que suscitou uma onda de críticas. 

Considerada a primeira DJ palestiniana, Sama Abdulhadi, de 30 anos de idade, foi presa pela polícia no domingo após um concerto de música electrónica na noite anterior em Nabi Musa, o presumível local do túmulo do Profeta Moisés perto de Jericó. 

De acordo com Ammar Dweik, diretor da Comissão Independente Palestiniana dos Direitos Humanos - uma organização criada pela Autoridade Palestiniana -  Abdulhadi tinha recebido autorização das autoridades para o concerto. 

"Pedimos a sua libertação hoje porque a sua detenção não é lógica (...) ela tinha recebido uma autorização do Ministério do Turismo", disse à AFP.


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"Nabi Moussa não é apenas um sítio religioso mas também um sítio turístico (...) e se a música electrónica não era apropriada lá, o ministério não deveria ter dado a sua permissão", disse ele, acrescentando que a sua detenção foi prolongada na terça-feira por 15 dias. 

A família da artista, que pediu explicações às autoridades, disse numa declaração que o pedido de libertação sob fiança tinha sido rejeitado. 

Vídeos de redes sociais mostrando homens e mulheres a dançar em Nabi Moussa provocaram uma onda de indignação, com pessoas a afirmar que foi uma profanação do local, que também alberga uma mesquita.

"O que aconteceu ontem em Jericó é realmente nojento. É um insulto às três religiões monoteístas", lê-se em publicações no Twitter. "Como ousar um bando de palestinianos liberais na mesquita Nabi Moussa". Durante o concerto, os homens entraram no edifício e empurraram os participantes para fora.

A pedido do Primeiro-Ministro palestiniano Mohammed Shtayyeh, foi criada uma comissão de inquérito "para determinar o que aconteceu em Nabi Moussa". 

A organização de direitos humanos Al-Haq criticou uma "detenção arbitrária", destinada a satisfazer parte da opinião palestiniana, segundo o seu diretor Chaawane Jabarine. O concerto também teve lugar apesar das restrições na Cisjordânia para combater o novo coronavírus, incluindo o confinamento. 

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