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"No Time to Die." A salvação de James Bond
Opinião Cultura 1 2 min. 10.10.2021
Crítica de cinema

"No Time to Die." A salvação de James Bond

Crítica de cinema

"No Time to Die." A salvação de James Bond

Opinião Cultura 1 2 min. 10.10.2021
Crítica de cinema

"No Time to Die." A salvação de James Bond

António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
António Raúl VAZ PINTO DA CUNHA REIS
"No Time to Die" conta talvez com o mais vulnerável e menos convencido de todos os Bonds.

Alguém disse que a personagem de James Bond ressuscitou neste novo filme da saga, o que é um aparente elogio, mas será que "No Time to Die" é mesmo bom? É verdade que uma ou duas cenas de perseguição em locais exóticos parecem supérfluas, e é verdade que a receita geral é conhecida, mas o resultado é surpreendente.

Depois de uma divertida sequência inicial, algures em Itália, um James é tirado da reforma para trabalhar ao lado de uma jovem recruta nos serviços secretos. Mas Nomi não é a única mulher que o agente 007 tem de aturar porque nesta missão há uma agente da CIA chamada Paloma, e também uma ex-amante de Bond, Madeleine Swann, que compartilha segredos com os dois mauzões do filme.

Do lado mau da fita, voltamos a cruzar o viscoso Ernst Stavro Blofeld e vamos descobrir a maldade de Lyutsifer Safin, que talvez não seja o vilão mais convincente de todos os tempos mas que assusta só com o olhar assusta...

Desde a sua primeira aparição nos grandes ecrãs que este agente secreto surpreende. A partir do momento em que Daniel Craig passou a encarnar 007, James Bond tornou-se mais sensível, vulnerável e muito menos convencido. Chegando ao ponto de ser dirigido por mulheres e, inclusivamente, salvo por elas.

"No Time to Die" conta talvez com o mais vulnerável e menos convencido de todos os Bonds. Nesse domínio, esta tirada da saga mete a sexta velocidade e vai mais longe do que os filmes anteriores. Mas este filme é, fundamentalmente um tradicional James Bond, e isso faz parte do prazer de o ver. É isso que o torna bom, ou mesmo acima da média.

Não é apenas o ritmo das perseguições automóveis que parece mais épico do que o habitual. Todo o filme parece querer fazer justiça à emoção acrescida de se tratar da saída de Daniel Craig da série.

Foto: DR

A história principal acontece cinco anos depois da sequência de abertura, quando Bond e Madeleine se separaram. O que os liga é Ernst Stavro Blofeld, que agora se encontra numa cela em Londres, onde ele é mais Hannibal Lecter do que um maluco tagarela. Madeleine é psiquiatra e tem acesso a Blofeld e, quando ela e Bond se encontram novamente, é para que 007 possa enfrentar o vilão que colocou atrás das grades.

Mas o principal mau-da-fita deste filme é Lyutsifer Safin, que marca presença no filme ainda antes de nos apercebermos. Com pele manchada, olhar malicioso e a voz carinhosa mas maléfica, esta personagem é hipnótica. Obviamente, e como todos os mauzões, Safin vive numa ilha remota onde aperfeiçoa a sua arma de destruição massiva.

Em "No Time to Die", o vilão cria também um drama familiar relacionado com Madeleine e a sua filha mais nova, Mathilde. Bond além de ter de salvar o mundo, está lá para salvar Madeleine e Mathilide. E está lá para se salvar. Será que consegue resolver os três desafios?

Sem querer estragar o prazer de ver este belo filme, não consigo resistir a contar que na cena final há quem verta uma lágrima; fenómeno inédito nos filmes da saga James Bond. Compre já o seu bilhete e depois conte-nos como foi.

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