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No fim-de-semana: Ana Moura em Mondorf: “O meu novo álbum é mais aberto ao mundo”
Cultura 11 2 min. 24.02.2016

No fim-de-semana: Ana Moura em Mondorf: “O meu novo álbum é mais aberto ao mundo”

Ana Moura arrasou nos dois concertos que deu este fim-de semana em Mondorf. A fadista portuguesa apresentou ao público, que esgotou a sala no sábado e no domingo, o seu novo álbum “Moura”, editado em Dezembro, ao qual ninguém ficou indiferente.

(actualizado em 24/02/2016) Ana Moura arrasou nos dois concertos que deu este fim-de semana em Mondorf. A fadista portuguesa apresentou ao público, que esgotou a sala no sábado e no domingo, o seu novo álbum “Moura”, editado em Dezembro, ao qual ninguém ficou indiferente.

Depois de ter brilhado no Olympia, em Paris, na sexta-feira, no arranque da sua nova digressão internacional, Ana Moura voltou a fazer vibrar a plateia no Grão-Ducado, onde já actuou várias vezes.

De vestido negro cingido, a fadista portuguesa que os Rolling Stones admiram, subiu ao palco e abriu o espectáculo com o tema “Moura Encantada”, da autoria da poetisa Manuela de Freitas, que dá título ao seu mais recente álbum e que mistura géneros musicais com uma sonoridade única.

Sobre o seu mais recente trabalho, Ana Moura referiu que optou por fazer “algo de diferente”, porque “não queria fazer nada parecido com ’Desfado’ [o seu álbum anterior]”, que na sua opinião foi “um CD mais cru”.

“O desafio de reinventar-me norteou-me neste novo álbum que é mais aberto ao mundo, sobretudo no que respeita às pontes entre diferentes tradições musicais, sem esquecer, naturalmente, a matriz fadista”, vinca.

Ana Moura lembrou ainda que “o novo tratamento musical possui características diferentes e bastante atractivas, como a introdução da guitarra eléctrica e a amplificação da guitarra portuguesa”.

Para a nova diva do fado lusitano, esta nova abordagem ao fado deve-se “ao percurso e desenvolvimento” que a sua carreira tem tido, e considerou ainda que “o improviso e as ligações a músicos de áreas distantes do fado” têm contribuído para a sua evolução.

Ana Moura revelou também canções como “Ai eu”, “O meu amor foi para o Brasil”, “Os Búzios”, “Dia de folga” ou “Fado Cravo” do saudoso Alfredo Marceneiro, e encantou o público com as restantes músicas do seu novo trabalho, produzido por Larry Klein, e não esqueceu de homenagear Amália com o fado “Valentim”.

Com a sua voz rouca de timbre marcante, Ana Moura, para quem “o fado conta as histórias das pessoas”, convidou o público – que aplaudiu de pé por diversas vezes – a ’participar’ no espectáculo. Cantar para os portugueses no estrangeiro é para a fadista “sempre um grande prazer”, confiou ao CONTACTO. “Sinto em cada espectáculo fora de Portugal que levo aos nossos compatriotas um pouco da cultura do nosso país, que como poucos tem uma identidade musical tão própria e marcante, à qual os estrangeiros também se têm rendido em todas as nossas actuações”, revelou.

Ana Moura brilhou com o grupo de músicos jovens e de grande talento que a acompanharam ao Luxemburgo, Pedro Soares (viola), André Moreira (baixo), João Gomes (teclados), Mário Costa (bateria), Mário Barreiros (guitarra eléctrica, ex-Bandemónio) e pelo ’alfacinha’ Ângelo Freire, um virtuoso da guitarra portuguesa.

A fadista, natural de Coruche, que venceu o prémio Amália em 2008 e 2014, respondeu ao apelo do público depois do tradicional ’bis’, cantando “Sou do fado” e o inevitável “Desfado”, do seu penúltimo álbum.

Á. Cruz

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