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"Não podemos voltar ao normal". O apelo de 200 artistas e cientistas
Cultura 08.05.2020

"Não podemos voltar ao normal". O apelo de 200 artistas e cientistas

"Não podemos voltar ao normal". O apelo de 200 artistas e cientistas

Cultura 08.05.2020

"Não podemos voltar ao normal". O apelo de 200 artistas e cientistas

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Num texto assinado por várias personalidades, incluindo Madonna, Robert de Niro ou Cate Blanchett, pede-se aos líderes e cidadãos para que "introduzam mudanças profundas nos estilos de vida, consumo e economias" porque o mundo "está em ruptura".

A iniciativa foi lançada pela atriz Juliette Binoche e o filósofo Aurélien Barrau, mas logo ganhou centenas de apoiantes.

Nomes como Madonna, Cate Blanchett, Philippe Descola e Albert Fert, Olivia Wilde, Monica Belluci ou Paolo Conte, entre tantos outros, assinaram o texto publicado no jornal francês "Le Monde", em que o apelo é claro: "Não podemos voltar ao normal". O texto centra-se sobretudo na crise climática que pode levar ao "colapso global". 

"A atual catástrofe ecológica é uma 'meta-crise': a extinção em massa da vida na Terra já não está em dúvida e todos os indicadores apontam para uma ameaça existencial directa. Ao contrário de uma pandemia, por muito grave que seja, trata-se de um colapso global cujas consequências serão incomportáveis", lê-se. 

"Assim, apelamos solenemente aos líderes e aos cidadãos para que se libertem da lógica insustentável que ainda prevalece, para que finalmente trabalhem no sentido de repensar profundamente os objectivos, os valores e as economias. O consumismo levou-nos a negar a própria vida: a das plantas, dos animais e de um grande número de seres humanos. A poluição, o aquecimento global e a destruição dos espaços naturais estão a levar o mundo a um ponto de ruptura. Por estas razões, combinadas com desigualdades sociais cada vez maiores, parece impensável 'voltar ao normal'", garantem os assinantes.  

"A transformação radical que é necessária - a todos os níveis - exige ousadia e coragem. Não se realizará sem um compromisso maciço e determinado. Quando é que vamos agir? É uma questão de sobrevivência, tanto quanto de dignidade e coerência", remata o texto. 


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