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Museu de Vilar Formoso lembra refugiados

Museu de Vilar Formoso lembra refugiados

Foto: António Pedro Ferreira
Cultura 2 min. 25.07.2018

Museu de Vilar Formoso lembra refugiados

Paulo Jorge PEREIRA
Paulo Jorge PEREIRA
Exposição recorda quem fugiu da II Guerra, incluindo luxemburgueses, com ajuda de diplomatas como Aristides de Sousa Mendes.

Estão lá fotos, filmes, cartazes e testemunhos como os da família Rothschild ou do fotógrafo Man Ray. O Museu Vilar Formoso – Fronteira da Paz, inaugurado em 2017 pelo Presidente da República, recorda quem fugiu da II Guerra Mundial, como a Grã-Duquesa Charlotte do Luxemburgo com família e parte do governo no exílio, ajudados por vários diplomatas, destacando-se Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português de Bordéus.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do espaço museológico em Vilar Formoso.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na inauguração do espaço museológico em Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


No dia da inauguração do espaço museológico, uma multidão reuniu-se para acompanhar tudo.
No dia da inauguração do espaço museológico, uma multidão reuniu-se para acompanhar tudo.
Foto: António Pedro Ferreira

Margarida Ramalho, curadora do espaço, descreve o projeto e o que pode ali encontrar-se. “A Luísa Pacheco Marques, arquiteta e coordenadora do projeto, atribuiu significados simbólicos às formas arquitetónicas do espaço”, indica. Em dois antigos armazéns dos caminhos de ferro, junto à estação onde muitos chegaram de comboio e em frente à antiga alfândega, onde parava quem chegava de carro, encontra-se o museu. “Começa por ser uma forma estável, mas vai ficando distorcido à medida que se faz o percurso até um corredor cujo teto desce, o chão sobe e as paredes afunilam. Porquê? Para que os visitantes passem por uma sensação de aprisionamento como muitos dos que fugiram”, conta.

Uma imagem do interior do museu em Vilar Formoso.
Uma imagem do interior do museu em Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


Imagem do interior do museu em Vilar Formoso.
Imagem do interior do museu em Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


Visitantes no interior do museu em Vilar Formoso.
Visitantes no interior do museu em Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira

“Segue-se o corredor da viagem, um espaço novo que liga os dois antigos armazéns, lembrando um pouco o comboio em que chegavam, mas também um trajeto anti-suástica por ser no caminho inverso ao da suástica, símbolo do nazismo. Trata-se de um caminho estreito e com obstáculos, onde surgem fotos e testemunhos orais sobre a fuga da guerra. Quando começa a ter mais facilidades é o momento da chegada a Bordéus e da atribuição dos vistos por parte de Aristides de Sousa Mendes. Mas também fala de outros diplomatas portugueses que ajudaram, como Sampaio Garrido e Teixeira Branquinho”, diz.

Representantes da família Rubin visitaram o espaço museológico de Vilar Formoso.
Representantes da família Rubin visitaram o espaço museológico de Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira

E chega a entrada em Vilar Formoso. “Todo o espaço está em curva sob a forma de um abraço, no fundo, o modo como as pessoas foram acolhidas”, sintetiza. Ali está também um espaço em cinzento e claustrofóbico, cujo significado é explicado por Margarida Ramalho, coautora com Irene Flunser Pimentel do livro “O Comboio do Luxemburgo”. “Refere-se à história dessa obra em que um comboio com refugiados judeus chegou a Vilar Formoso em 1940, mas foi forçado a voltar para trás e 50 dos passageiros morreram em Auschwitz”.

Depois surgem núcleos onde os refugiados se instalaram como Porto, Caldas da Rainha, Figueira da Foz, Buçaco, Sintra, Cascais, Estoril ou Lisboa. “Há testemunhos em vídeo e, à saída, uma parede em atualização mostra fotos de famílias atuais que não existiriam se não fosse a ação de quem as salvou”.

Visitantes no espaço museológico de Vilar Formoso.
Visitantes no espaço museológico de Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


Uma parte da exposição no museu em Vilar Formoso.
Uma parte da exposição no museu em Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


Vista de parte da exposição patente no museu de Vilar Formoso.
Vista de parte da exposição patente no museu de Vilar Formoso.
Foto: António Pedro Ferreira


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